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Bahia agoniza em empate amargo na Fonte Nova

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Créditos: 📷 Felipe Oliveira / EC Bahia

O Bahia é aquela franquia de filme que insiste em não produzir, nada a acrescentar e não sabe a hora de parar. O jogo de hoje foi o exemplo perfeito do que esse time fez com o torcedor ao longo da temporada. Tinha tudo para tentar escrever uma história diferente e tentar mostrar ao torcedor que estava lutando, que estava tentando respirar. Enquanto os outros esboçam uma reação, o Bahia agoniza.

Sem nenhuma surpresa, o torcedor mais calejado já esperava que viria um inferno, mas o jogo de hoje coroou tudo que representou essa temporada. Tomamos o gol. O time tenta correr atrás do prejuízo, chegou a virar, mas a mediocridade imperante cobraria seu preço. Chegamos a ficar na frente do placar novamente no segundo tempo, mas tomamos o gol de empate no final do segundo tempo. Claro que teria gol de Fernandão. A mística? Bom, é para quem tem competência e não para quem abusa do passado, do torcedor e da sorte.

Poderia dizer que não é sobre Anderson no gol, mas é. Fingir que não dá desespero vendo titulares e reservas, mas tudo isso todo mundo está cansado de saber. Aparentemente só Bellintani, Cerri e o desfile de técnicos que não viram. Nada explica certas decisões. Não tem como achar que depois de mais de 50 vezes, a tentativa de usar as mesmas peças vai dar certo num momento tão decisivo. O time sequer entrava em campo e nós já estávamos tristes, irritados, revoltados. O ranço da derrota e do fracasso, da incompetência, da arrogância nos trouxe aqui. E é uma morte bem lenta.

Se “esse time merece cair”, mais do que tudo eu e tantos outros torcedores não merecemos pagar essa conta. É um constante desrespeito, seja por parte da diretoria ou desse elenco. Estou exausta. O torcedor está exausto. Acompanhar essa temporada, em meio a uma pandemia, foi uma tortura. Nessas horas todo pensamento de revolta extravasa, então vem a forte dor. O que fazer quando você ama tanto, mas esse amor só te faz sofrer?

É tão triste ficar vendo outros torcedores vivendo tudo aquilo que algum dia você sonhou para o seu time, vê-los viver tamanha emoção e não ter perspectiva nenhuma de que algum dia é você que estará ali. Ter previsto que esse inferno voltaria a acontecer e ir sentindo, jogo a jogo, a queda. A impotência total. Ver a perda de esperança do torcedor. Ver a chama morrendo um pouco mais, a cada criança que escolhe outro caminho. Ter que ver tantos desentendimentos entre os torcedores, mas que no fundo é somente dor. Desejar não gostar mais de futebol, enquanto se culpa por esse pensamento. Remoer tudo que poderia ter sido diferente. Lembrar que lutamos tanto para chegar aqui, mas parece que o caminho nunca fica mais leve. A todo momento: tristeza.

E por amar tanto, saber que estará até o fim. E ao recomeço. Em meio a toda dor. Se apegando a esperança de dias melhores. E não é uma romantização da dor ou do amor. É porque é justamente sobre amar o Bahia, independente de quem esteja. Se fosse pra desistir, não estaria aqui. Precisar repetir esse mantra para ter forças e prosseguir. No final, quem carrega essa dor somos nós, enquanto eles seguem. Agora o peito sangra, mas sei que cicatriza. Vira mais uma marca de batalha e a gente volta a reconstruir. Por hoje, porém, ainda dói demais. A voz que é o alento gritou até ficar rouca. Calaram o nosso clamor.

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