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Calendário de fut7 começa a se agitar este mês

2020 foi um ano péssimo para todos e ninguém discute isso. Isso, pode gerar dois resultados: a falta de vontade para se começar o novo ano, ou o desespero de fazer tudo o que não pôde ser feito naquele período. E o fut7 não foge à regra! Ligas e federações já se movimentam. Todo mundo quer jogar bola! Em alguns casos, competições interrompidas em 2020 já foram encerradas. Em outros, ainda há calendário a ser cumprido.

O fut7 mexe com a vaidade. Pode ser de gestores, técnicos, jogadores. E não escrevo isso como crítica ou algo negativo. Não. É apenas uma constatação. Basta ver o quanto os fotógrafos sofrem, ao receberem dezenas de pedidos de registros para serem postados nas redes sociais, ou os recortes de vídeos, com dribles, gols, comemorações e títulos, feitos a partir das transmissões. E é delas que quero falar.

Pode parecer, vai parecer e, de alguma forma é, direcionado para as transmissões o texto de hoje. Também por eu estar envolvido em algumas delas, mas por entender sua importância para o possível crescimento do esporte. Antigamente, existia um anúncio de uma marca de biscoitos, que perguntava “vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?” A mídia brasileira, diferentemente de países como Estados Unidos e muitos da Europa, não dá espaço para outros esportes além do futebol. Basta ver que há torneios de esqui, handebol, rúgbi e uma série de outros, onde o público lota as arenas.

Muito do crescimento do futebol no Brasil se deu em função do rádio, principalmente nos anos 50, os “Anos de Ouro”. Principalmente no Norte e no Nordeste, a penetração da Rádio Nacional, veículo de comunicação do governo federal e ferramenta de integração do país, ajudou muito neste processo. Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco dominavam as transmissões esportivas, inclusive nos estados vizinhos São Paulo e Minas Gerais. A inserção do futebol na televisão foi o caminho natural.

Para o esporte amador, com foco no fut7, isso tem dois caminhos: a internet é um grande facilitador e o custo de uma transmissão de qualidade pode ser um dificultador. Muitos não sabem como funciona uma transmissão e esses mesmos muitos não têm culpa disso. Porém, há uma série de detalhes para que se tenha sucesso na empreitada. Pode-se fazer uma transmissão com um celular, o 5G ativo e mais nada? Claro que sim! Essa transmissão será mais atrativa do que uma com mais câmeras, narração, comentários, reportagens, entrevistas, replay, vinhetas de abertura e encerramento, propagandas na tela, enaltecimento de jogadas e jogadores? Não. Não será, mesmo!

Neste segundo tipo de transmissão, há que se ter investimento. A questão é que muitos ainda veem isso como despesa. E é aí que mora o dilema. Todos os envolvidos na modalidade sabem que há pessoas com recursos disponíveis e contatos comerciais para se fazer isso. Aqui no Rio, temos o caso do azeite. Quantos e quantos não foram os jogadores que reclamavam por não terem sido contemplados com o prêmio de destaque da partida? Tudo por conta de uma foto ou uma entrevista pós-jogo, com a garrafa de azeite. Lembro do Hélcio, que ganhou o azeite fez várias fotos da garrafa – em casa, na hora de dormir, no café da manhã etc. Como também o Rodolfo Groetares, dono da maior liga do Rio, que postou uma foto com garrafas do azeite no carrinho de compras, dizendo como a propaganda influencia. E, aqui em casa mesmo, só entra o referido azeite. Com 0,2% de acidez!

Investimento e trabalho sério! Esta é a receita e tem tudo para dar certo! A Confederação Brasileira de Rúgbi, esporte sem nenhuma tradição no país, até pouco tempo, tinha apoio de marcas como Bradesco, Mc Donald’s e Topper. Não sei como está atualmente, mas ela teve este momento em sua história.

Durante um bom tempo da minha vida, trabalhei com produção de tv, teatro e cinema. São muitos os profissionais envolvidos para que essas iniciativas tenham sucesso. Sempre uso um exemplo de que você pode ter ingressos para assistir à uma peça de teatro, onde Tony Ramos e Laura Cardoso contracenem. Se o “Zezinho”, a pessoa responsável pela chave do teatro, não chegar a tempo, não haverá peça. Ou seja, há que se ter apoio de qualidade, suporte, tudo isso para que os astros da modalidade e suas camisas tenham o destaque e o espaço merecidos e necessários para o crescimento do esporte.

@fabiobiao21

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