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Da Flórida ao Maracanã: depois de um ano turbulento, o Palmeiras reconquista a América

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Créditos: A festa do Palmeiras atravessou a madrugada em frente ao CT (Foto: Divulgação/Palmeiras)

Você se lembra quem deu o primeiro chute a gol do Palmeiras nesta temporada? Foi Dudu, logo nos primeiros segundos do amistoso com o Atlético Nacional, pela Florida Cup. Parece que foi há 45 anos esse jogo, né? Era um outro mundo: já com o coronavírus se alastrando silenciosamente, mas sem máscaras, sem vacina, sem quarentena, sem medo. O jogo inclusive acabou 0 a 0 e vencemos nos pênaltis, 10 a 9. O primeiro palmeirense a balançar as redes naquela noite, Victor Luís, está prestes a ser rebaixado para a Série B pelo Botafogo. O mundo dá umas voltas estranhas, às vezes.

Relembre o primeiro jogo do Palmeiras na temporada 2020

Após a recusa do argentino que foi a Belo Horizonte atrás de um saco sem fundo de dinheiro para reforços, optamos por Vanderlei Luxemburgo para comandar nosso banco de reservas pela quinta vez. Acabamos campeões do torneio, vencendo o New York City por 2 a 1 de virada, dois gols de Willian Bigode, e contando com um tropeço dos coirmãos da Zona Leste diante do mesmo Atlético Nacional – eles costumam ter problemas com times de verde, né?

O mais doido foi que, pela pressa de ir embora para seguir com a preparação para o Paulistão, não ficamos para levantar a taça: o time tomou banho, se trocou, foi para o aeroporto – e o gerente Cícero Souza chegou em cima da hora do embarque com a taça, que só foi levantada no avião.

Felipe Melo levanta taça de campeão da Florida Cup dentro do avião, com comemoração de outros jogadores. Veste agasalho do Palmeiras em tons de verde.
A Florida Cup foi nossa primeira taça levantada num avião (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Então veio o Paulistão e logo em seguida o começo da Libertadores. Vitórias pouco convincentes contra adversários fracos, “o time está se acertando”, Luxemburgo aos poucos lançava os moleques que começavam a fazer parte de nosso imaginário: Patrick de Paula, Gabriel Veron, Gabriel Menino, Wesley.

E aí o mundo parou.

Coronavírus, covid-19, quarentena, lockdown, isolamento social, distanciamento, máscaras (serve de pano ou tem que ser N95?), home office, ensino síncrono-remoto, álcool gel, lave as mãos, “siga todos os protocolos de segurança”. Mil mortes. Dez mil. Duzentas mil e contando.

O futebol parou. Os jogadores ganharam folga, depois começaram a treinar em casa, enfim voltaram ao clube “seguindo todos os protocolos”. E, depois de quatro longos meses, a bola voltou a rolar. Sem torcida nos estádios. E o Palmeiras, sem seu maior craque, contratado anos atrás a peso de ouro, mas que preferiu ir embora para o Catar para encher (mais) a conta bancária e fugir de seus problemas extracampo.

Para piorar, nossa volta com uma derrota em Dérbi com um frango do nosso goleiro, um jeito nada salutar de reencontrar um amor. Mas as coisas, aos trancos e barrancos, foram se afeitando. O futebol não encantava, mas lampejos dos moleques nos garantiram mais um título paulista. Só que o encanto foi se rompendo, o desempenho caiu, o time foi ainda vitimado por um surto de covid-19, mesmo “seguindo todos os protocolos” e quem dançou foi o pofexô, saindo pela porta dos fundos..

“A salvação vem do exterior, precisamos de um técnico estrangeiro”, mas não foi o que todo mundo esperava. Rejeitados pelo espanhol que fazia um trabalho honesto em um pequeno clube do Equador, cruzamento o Atlântico para buscar um português ainda menos conhecido, que estava na Grécia. “Estão de sacanagem”, você pensou. Sim, confesse: você ficou bravo. Achou que era uma barca furada.

E, no entanto, por linhas tortas, deu tudo certo. e aqui estamos neste 31 de janeiro, de alma lavada, celebrando o bicampeonato da Libertadores. Da Flórida ao Maracanã, de Luxa a Abel Ferreira, de um reforço milionário como estrela ao enfim aproveitamento adequado de jogadores revelados na categoria de base. No mais estranho e complexo de seus anos desde 1914, o Palmeiras encheu seu torcedor de alegria – e ainda tem mais: tem Mundial, tem Copa do Brasil (detesto perder para o Grêmio).

Como eu disse dia desses, ser palmeirense é bom demais!

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