HOME CLUBES PRINCIPAL COPAS MUNDO DO FUTEBOL FUTEBOL FEMININO MERCADO DA BOLA CULTURAL CONTATO

 

 

 

SERIE A

SUDESTE

NORDESTE

SUL

CENTRO-OESTE

NORTE

O Palmeiras parou o Santos de Pelé; é hora de vencer de novo agora

Card image

Créditos: Ainda com Luxa, vencemos o Santos neste ano com este golaço de Patrick de Paula (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

O primeiro Palmeiras x Santos da minha memória é um pelo Paulistão de 1983 – menos pelo jogo, mais pela lambança do juiz José de Assis Aragão. Eu tinha cinco anos, não conhecia as regras e só me lembro de ver o lance nos Gols do Fantástico e pensar: “Mas se bate no juiz vale?” Bom, aquele dia valeu e escapamos de uma derrota para ficar num empate por 2 a 2 que no fim não fez a menor diferença: perdemos para o Corinthians nas semifinais e ganhamos mais um ano na fila, que já era de 7 e chegaria a 17 anos.

Até o juiz já marcou pelo Palmeiras contra o Santos

Aquele foi só mais um dos momentos épicos que Palmeiras e Santos proporcionaram em campos de futebol nos últimos 100 anos. Mais do que isso: só nós conseguíamos pará-los enquanto eles tinham com a camisa 10 um sujeito chamado Edson, de codinome Pelé. Poderiam ter vencido 12 Paulistas seguidos entre 1958 e 1969, quando o Rei viveu seu auge físico e técnico, mas o máximo que conseguiram foram um tri. Vencemos em 1959, na maior de todas as decisões, a do Supercampeonato, três jogos no Pacaembu e um gol de Romeiro para decidir o cano a nosso favor.

Vencemos de novo em 1963, ano em que eles ganhavam a América e o Mundo pela segunda vez consecutiva – mas quem triunfou em casa fomos nós. Vencemos de novo em 1966, um ano depois de termos literalmente sido a seleção brasileira nos jogos de inauguração do Mineirão, e vencido o Uruguai por 3 a 0 – mesmo Mineirão em que meses depois, no mesmo 1966, eles tomariam uma surra do Cruzeiro.

Vencemos muito, nunca ganhamos de alguém tanto quanto ganhamos deles – o Santos é nosso segundo adversário mais frequente, e contra quem o Palmeiras mais acumula vitórias: 142 em 229 jogos, segundo dados da nossa assessoria. Enfiamos 6 a 0 neles dentro da Vila Belmiro no Paulistão de 1996. Ganhamos deles na Copa do Brasil de 2015 com gol de goleiro, gol de Fernando Prass. Ganhamos deles alguns meses atrás, 2 a 1 no Morumbi com um golaço de Patrick de Paula.

Fernando Prass chuta para marcar o título da Copa do Brasil de 2015. Usa uniforme azul Está da costas, chutando com o pé direito.
Fernando Prass chuta para marcar o título da Copa do Brasil de 2015 (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Nem sempre ganhamos, é verdade. Levamos um histórico 7 a 6. Mas, ao menos para mim, ao contrário dos outros clássicos, contra Corinthians e São Paulo, este é um clássico mais leve. Penso que a simpatia despertada por serem, afinal, o time de Pelé, somada à fila que viveram entre 1984 e 2002 (parte dela inclusive concomitante à nossa, entre 1976 e 1993) me causa uma espécie de estranha empatia, que me dificulta secar o Santos em jogos grandes como faço com os outros dois. (É verdade, ri bastante deles contra o Barcelona em 2011, mas tinha torcido por eles contra o Peñarol.)

Uma final como essa, jogo único no Maracanã, onde nós e eles já ganhamos um Mundial, só poderia ser entre Palmeiras e Santos, a Academia e o Time do Rei. E se a gente ganhava deles com Pelé e tudo, não vai ser agora que não venceremos. Estaremos de olho em Soteldo, marcaremos Marinho de perto, respeitamos a base talentosa e aparentemente inesgotável que desta vez apresenta Lucas Braga e Kaio Jorge, entre outros.

Mas, entre eles e nós, sou mais Willian Bigode, Weverton, Gustavo Gómez. Base por base, prefiro Patrick de Paula, Verón, Gabriel Silva, Wesley, Gabriel Menino, Renan e Luan Silva, nossos meninos que nesta sexta-feira posaram no Maracanã, alguns deles fora de combate, mas que serão nossos representantes nas arquibancadas do eterno Maior do Mundo. É hora do Porco triunfar sobre o Peixe. Avanti, Palestra!

Patrick de Paula, Gabriel Verón, Danilo, Gabriel Silva, Wesley. Gabriel Menino, Renan e Luan Silva posam para foto com uniforme de treino, ao lado do diretor de base, João Paulo, no gramado do Maracanã
O maior título do Palmeiras nesta temporada foi enfim conseguir valorizar devidamente a base (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Ver mais

mm

Sobre o autor

Ver mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

 

Siga nossas redes sociais

© 2020 Atras do Gol é uma marca registrada da Atras do Gol Limited Liability Company.  Todos os direitos reservados. O uso deste site constitui aceitação de nossos Termos de Uso e Política de Privacidade