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Era uma vez o Futebol…

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Créditos: Reprodução

Esporte de tradição mais que centenária, em termos profissionais, no mundo, o Futebol vem a cada nova inovação tecnológica perdendo sua essência e o que tinha de mais atraente para qualquer indivíduo, fosse ele simples e do povo até àqueles mais rebuscados e opulentos, a surpresa do resultado sem que ocorresse a interferência externa e, atualmente, da tecnologia digital e dos meios de transmissão para as grandes corporações televisivas, de streaming e de canais interativos na WEB.

O Futebol deixou de ser a paixão dos torcedores e transformou-se em um negócio altamente lucrativo que movimenta bilhões de dólares anualmente e motiva o consumo acelerado de todo produto que esteja associado ao nome de grandes marcas, além de atletas que são rapidamente catapultados à condição de astros globais, para gerar mais dividendos aos investidores que querem obter o retorno mais lucrativo nesse novo padrão de negócio global.

Os velhos e saudosos estádios de futebol deram lugar à Arenas Multiuso, sepultado a velha geral e a possibilidade do cidadão comum poder frequentar os jogos do seu time de coração, já que os valores dos ingressos ou tickets, como denominam hoje as entradas para o jogo, tornaram-se cada vez mais abusivos aos bolsos da maioria dos assalariados de baixa renda. Nao fosse isso os combos criados pelos clubes em seus programas de sócio-torcedor também tem inviabilizado a presença dos cidadãos comuns nas arquibancadas dessas modernas Arenas.

O Negócio cresceu, os lucros se ampliaram, a tecnologia cada vez mais interfere no resultado, na forma e no calendário do jogo em função dos interesses da audiência.

O Futebol perdeu, com tudo isso, seu romantismo, seu caráter democrático, sua proximidade com o povo, seus santuários como Estádios centenários que desapareceram, clubes tradicionais que foram sufocados pelo negócio e não conseguiram sobreviver nesse cenário, o que nos permite refletir sobre os rumos desse esporte que já foi, sem dúvida alguma, o ópio do povo Brasileiro, parafraseando Nelson Rodrigues, que me inspirou a escrever esses parágrafos.

Viva o Futebol, arte, democrático, inclusivo e antifascista. Resignificando suas tradições como mais humanismo, menos tecnologia, menos consumo e mais equidade.

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