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Adiamento, desgaste, confusão na justiça: eleições para presidência do Sport enfim marcadas

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Créditos: (Foto: Anderson Stevens / Sport Club do Recife)

Nesta quarta-feira (27), o Sport definiu a data das eleições presidenciais do clube para o dia 5 de março. O pleito, que estava marcado anteriormente para dezembro, foi adiado após uma reunião do conselho deliberativo leonino, contrariando os candidatos da oposição Nelo Campos e Eduardo Carvalho, a ponto do segundo chegar a levar a questão para a justiça. As justificativas para mudar a data foram cuidados em relação à pandemia e para não atrapalhar o foco na briga pela permanência na primeira divisão.

Curiosamente, a decisão só começou a ser debatida após o afastamento de Milton Bivar do cargo de presidente e consequentemente da falta de um candidato para a chapa da situação, uma vez que até então a ideia era reeleger Milton. E um dia depois da montagem da chapa com Neto Gayoso como vice-presidente e Augusto Caldas como presidente executivo, as eleições foram marcadas, abrindo margem para as críticas de parte da torcida que desconfiava que o adiamento tinha na verdade a intenção de dar tempo para a situação se organizar, já que não teriam uma chapa montada dentro do prazo.

O tempo mostrou que não havia procedência no argumento de que as eleições atrapalhariam o rendimento do time no Brasileirão, considerando que a frequência de pontuação da equipe não se alterou, assim como o nível das atuações. Apesar de viva no campeonato, a equipe seguiu demonstrando as mesmas dificuldades para pontuar e chegou a acumular uma sequência de três derrotas seguidas sem sequer marcar um gol. A saída de Milton Bivar não interferiu no trabalho dos atletas e de Jair Ventura, que estão fazendo o melhor com os recursos que tem e diante das dificuldades que enfrentam, assim como a realização das eleições também não teria interferido.

Sabe-se que uma política conturbada é um potencial calo gigantesco em qualquer empresa, e não é diferente no futebol. O exemplo do Vasco está aí: uma das instituições dos mais vitoriosas do país, há anos tem acumulado resultados medíocres em campo como consequências de rixas políticas e vaidade, que atrapalham o crescimento do clube.

E não é necessário ir tão longe quando situações semelhantes podem ser vistas nos rivais locais. O Santa Cruz, há muito tempo gerido por um mesmo grupo que parecia nunca querer ”largar o osso”, rodou por todas as divisões e no fim das contas vive a sensação de não ter saído do lugar, indo para o quarto ano seguido na Série C e sofrendo dos mesmos problemas de salários atrasados. O Náutico por muitos anos esteve também nas mãos de um mesmo grupo, que ficou marcado por jejuns e pela irregularidade no cenário nacional, mas começou a se organizar, sobretudo financeiramente, quando mudou e aceitou a renovação com Edno Melo.

É preciso pensar na instituição antes de qualquer outra coisa. Um clube pertence única e exclusivamente à sua torcida, não a nenhum grupo político, portanto a vaidade nunca pode vir antes do que for melhor para o torcedor. Adiar a eleição para o início de março inevitavelmente vai exigir mais da próxima gestão, já que a temporada 2021 começa em fevereiro. O tempo para planejar e executar, que já era curto, será ainda mais escasso. E o Sport, que sangra há mais de três anos por causa de erros de gestões, é quem menos precisa e quem menos ganha com cada um dos empecilhos que são colocados em seu caminho.

O pleito está marcado e os candidatos de todas as chapas já foram definidos. Eduardo Carvalho, Luís Carlos Belém, Nelo Campos, Delmiro Gouveia e Augusto Caldas disputarão um cargo de imensa responsabilidade, que envolve emoções e corações de mais de três milhões de apaixonados por um clube centenário. Que ao fim das eleições, vença o melhor para o Sport. E que todos possam ter consciência de que, divergências à parte, no fim das contas estamos no mesmo barco e queremos desfrutar das mesmas alegrias.

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