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Flamengo tropeça nas próprias pernas e não merece o título brasileiro

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Créditos: Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Ser campeão brasileiro requer regularidade. Um time que teve inúmeras dificuldades para lidar com a pressão de assumir o posto mais alto na tabela de classificação e não soube defender seu próprio título, não pode ser taxado como merecedor de tal façanha.

Ao longo da competição, o Rubro-Negro cansou de dar ‘sopa ao azar’ ou a sua própria falta de capacidade técnica e emocional para fazer história novamente e por ordem na casa. Com um elenco milionário, o time jamais foi líder em uma rodada completa sequer.

A 32ª rodada iniciou-se de braços abertos ao Flamengo, mas quando o clube parecia depender apenas de si, a equipe põe em prática o último testemunho de Jesus antes de sua partida: “O maior adversário do Flamengo na temporada será o próprio Flamengo”.

Considerado um discípulo de JJ no Brasil, Rogério Ceni demonstrou sua incapacidade de comandar o maior clube do país na ‘Hora H’. Diante de um adversário comprovadamente difícil para se enfrentar na Arena da Baixada, o treinador pode-se colocar como o maior culpado pela derrota por 2 a 1, em Curitiba. E não me venha com justificativas descabidas.

Como de praxe, o Flamengo foi dominante. A maior posse de bola durante o jogo com o Athletico-PR, porém, não se resultou em supremacia. O Furacão foi perigoso quando chegava ao ataque e soube se aproveitar das limitações defensivas do adversário, que possui uma verdadeira colcha de retalhos no seu sistema defensivo com um volante improvisado e um zagueiro limitado (Arão e Gustavo Henrique). Me pergunto o que pensam as demais opções para o setor vendo o atual cenário?!

Ceni ao invés de fazer o ‘feijão com arroz’, quis novamente usar o clube como laboratório. Gabigol e Pedro? Esquece! O discurso da sua chegada à Gávea nunca foi posto em prática para usar os dois atacantes juntos. O treinador considera que eles não tem características que se complementam. Pior do que isso. Apostou em Rodrigo Muniz com Pedro no segundo tempo, classificando o jovem como uma peça que poderia ajudar na recomposição tática, desmerecendo a qualidade técnica e decisiva de um dos maiores artilheiros do clube.

Como já dizia Muricy Ramalho: a bola pune. E puniu feio a leitura equivocada de Ceni em mais um jogo. Quando parecia que o Flamengo iria se encontrar no Brasileiro, o técnico colocou tudo a perder. Além de sorte, o futebol também precisa de gente capacitada à beira do gramado para tomar as melhores decisões e ajudar o time dentro de campo.

Após o gol, o Flamengo virou um ‘brega’. Terminou com cinco substituições sem poder de reação para buscar o empate. Se quiser ainda continuar com chances de título, vai ter que encontrar uma solução mirabolante em tempo recorde. Fazer o que não fez durante todo o Brasileiro em sete jogos. Comparar 2020 com 2009 é aguardar que o raio caia no mesmo lugar mais de uma vez.

Terminar entre os quatro melhores está bom demais para uma diretoria que apostou todas as suas fichas em (muitas) contratações fracassadas, que pouco agregaram ao elenco, que só apareceram na época das vacas gordas, tornaram o time deficitário na balança lucro x despesa e com treinadores que usam do Flamengo após a Era Jorge Jesus como experiência na carreira em meio ao turbilhão de expectativa que o clube criou nessa temporada em busca de hegemonia.

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