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O Romantismo do Futebol nas palavras de um ex-jogador.

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Créditos: Reprodução

Santos-SP, Olaria-RJ, Barroso de Itajaí-SC e 11 Praiano, entre outros clubes da Várzea de Santos são algumas lembranças do ex-jogador, José Luís Mendes, ou como era conhecido entre as quatro linhas, Chico Zagueiro ou Chico do 11, já no final da rotina de jogos varzeanos.

Remanescente de uma geração de atletas que viu e se espelhou em jogadores como Pelé, Mengalvio, Pepe e Coutinho além de reverenciar Garrincha, Chico do 11, se refere com saudades à essa época e destaca o Romantismo do futebol Arte, em que a qualidade do atleta superava o marketing e os investimentos da mídia para transformar um jogador mediano em astro global defendendo dividendos para seus investidores.

José Luís ainda conta que, muitas vezes, era do Futebol de Várzea ou Futebol de Areia em Santos que surgiam jogadores que se tornariam lendas em times profissionais. Partidas da várzea ou nas areias das praias, atraiam um número significativo de torcedores, rivalizando com jogos do Santos que ocorriam na Vila Belmiro no mesmo horário.

Alguns desses jogos tiravam público da Vila Belmiro, mesmo contando com a escalação de Pelé, Coutinho e Pepe.

“O futebol tinha mais significado e se via jogadores excepcionais, não apenas fruto dos empresários e redes de televisão que colocam em destaque atletas que não apresentam tanta qualidade.”

A rivalidade entre times da Várzea era tão grande ou superior em comparação aos times profissionais e, hoje, infelizmente percebemos que esse Romantismo está desaparecendo em contraposição ao crescimento das escolinhas de futebol e da elitização do esporte mais popular do Brasil.

O sorriso do ex-jogador fica largo comentando sua trajetória e seus embates antológica contra esses jogadores do passado. Como zagueiro quando encarava um atacante driblador, a experiência falava mais alto, como ele mesmo narra “…Era só cercar, não precisava dar o bote, o atacante sente a dificuldade e tem que tocar a bola…”

Na sua simplicidade Chico do 11, nos faz refletir sobre o futuro do futebol varzeano em um momento que vemos o crescimento das peneiras em escolinhas ligadas aos grandes clubes e nenhum investimento nos pequenos clubes de Bairros, em especial, nas periferias das grandes cidades, locais em que os meninos e meninas não tem espaços públicos para brincar tampouco para experimentar essa prática esportiva e cultural tão arraigada em nosso Povo.

Valeu, José Luís Mendes, Chico do 11, por me fazer refletir sobre o que estamos vivenciando no futebol amador que gerou uma quantidade enorme de craques e hoje muitas vezes em é lembrado nas resenhas esportivas o que dirá pelas autoridades que atuam no mundo do Futebol.

Viva o futebol Arte, do povo e para o povo!!!

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