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Mais uma dose?

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Créditos:

@alexcalheiross

“Mais uma dose? É claro que eu tô a fim. A noite nunca tem fim. Por que a gente é assim?”

O trecho é da música “Por que a gente é assim?” e foi composta em 1984 pelo Barão Vermelho. Fez muito sucesso na época e até hoje toca com frequência por aí. Na ocasião o Vasco de Dinamite, Arturzinho, Mauricinho, Mário e companhia perdia a final depois de uma excelente campanha no brasileirão. Jogos inesquecíveis de uma equipe extremamente talentosa e competente. Bons tempos! Mas afinal de contas, qual a relação da música com o clube? Provavelmente nenhuma. Certamente não foi este o motivo que inspirou Cazuza a escrever a canção. Por outro lado, muito a frente do seu tempo, talvez, o compositor tenha se deixado levar pelo inconsciente para vagar por São Januário trinta e poucos anos depois. Tudo é possível para um gênio!

“Agora fica comigo. E vê se não desgruda de mim. Vê se ao menos me engole. Mas não me mastigue assim.

A trilha sonora se encaixa perfeitamente ao momento do Vasco. A confusão de raciocínio direciona a cabeça do vascaíno para as mais variadas direções. Faz da política cruzmaltina um composto químico psicoativo que é frequentemente usado como droga recreativa e provoca dependência rápida. “O bagulho é doido!” Traz euforia, miopia e estimula na maioria das vezes um comportamento hostil entre iguais. Destrói tudo e todos a volta de maneira impiedosa. Do bom senso ao amor próprio os efeitos são devastadores.

“Canibais de nós mesmos. Antes que a terra nos coma. Cem gramas, sem dramas. Por que a gente é assim?”

Habemus presidente! Eleito pelo vascaíno? Reconhecido por todos? Por alguns? Grande parte? Minoria? Pela Justiça? Vale? Não vale? Presente? Virtual? Próxima instância? Liminar? Conselho? Estatuto? Sabe-se ou pouco realmente se sabe em que pé a coisa está ou ficará. Cabe o desejo de um tratamento para desintoxicação. Vale o pedido pela preservação do bem maior. Fica a súplica pela decisão imparcial dos especialistas de verdade… Abstinência, por favor.

“Você tem exatamente três mil horas para parar de me beijar. Hum, meu bem, você tem tudo, tudo… Pra me conquistar.”

Há pressa! Há urgência por dias melhores. O tratamento intensivo passa por soluções imediatas e da vontade individual de cada vascaíno. A manutenção da vida caminha em sentido contrário a vaidade pessoal. Não há razão para esmorecer, porém, menos ainda de não ceder pelo único propósito. O Gigante da Colina não pode seguir em busca da cura de suas feridas de forma paliativa. A medicação consome minuto a minuto a sanidade dos próprios curadores e os une em procedimentos ineficazes. O Vasco sangra!

“Mas você tem apenas um segundo… Um segundo pra aprender a me amar. Você tem a vida inteira, baby, a vida inteira pra me devorar! Pra me devorar”.

Que bom seria se a fome insaciável se mantivesse inócua ao amor incondicional. Que bom seria não ser necessário nadar contra a corrente apenas para se exercitar. É hora do vascaíno acordar pro dia nascer feliz. Mas isto é papo para outra hora. Outra faixa do vinil ou Cd como queira.

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