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Mais uma derrota com a cara de uma temporada onde tudo foi feito errado

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Créditos: (Foto: Gustavo Amorim / Sport Club do Recife)

Após uma temporada árdua, de muito mais pontos negativos do que positivos, o Sport chega vivo à reta final do Campeonato Brasileiro, seu principal desafio. Apesar dos problemas financeiros, das intrigas políticas, dos jogadores que o clube não conseguiu segurar, das queixas contra a arbitragem, das campanhas pífias nas competições do primeiro semestre, o Leão finaliza a 31ª rodada do Brasileirão fora da zona de rebaixamento. Mas a forma como a equipe perdeu para o Corinthians pelo placar de 3×0, somada a todos os problemas anteriormente citados, fazem o torcedor se questionar: será suficiente?

O torcedor pode se apegar nos importantes desfalques de Júnior Tavares e Marquinhos, o que ocasionou uma mudança drástica e negativa no lado esquerdo do time, para minimizar o peso da derrota. Mas o buraco é muito mais embaixo. A inoperância ofensiva de uma equipe que não consegue penetrar na defesa adversária, a baixa resistência ofensiva mesmo com muitas peças no setor e um esquema que priorizava a marcação, a dificuldade na transição da defesa para o ataque, a ausência completa de poder de reação após sair atrás no placar. São vários os fatores que dão ao Sport a famosa ”cara de rebaixado”, e fazem com que apenas um milagre livre os Rubro-negros do rebaixamento.

Na Arena Itaquera, nesta quinta-feira (21), os pernambucanos voltaram a repetir os mesmos erros e não conseguiram quebrar o tabu de conquistar pelo menos um ponto contra os alvinegros. Sem forçar, os donos da casa demonstraram superioridade desde o início, ameaçando em cabeceio de Bruno Méndez para fora e finalização de Gustavo Mosquito defendida por Luan Polli, ainda nos minutos iniciais. Os leoninos seguiam se fechando e valorizando o empate, mas os paulistas não tiveram dificuldades para levar perigo quando decidiram intensificar o ritmo, sobretudo a partir da metade do primeiro tempo.

A medida que os Corinthianos iam pressionando, as chances foram ficando mais claras. Aos 28, Mateus Vital aproveitou escorregão de Adryelson, invadiu a área e chutou fraco. Pouco depois, aos 33, Mosquito teve sua segunda chance e não desperdiçou, aproveitando espaço nas costas do fragilizadíssimo lado esquerdo dos visitantes e aproveitando bom passe de Cazares para abrir o placar.

Com o 1×0, o Timão atingia o tão frisado ponto fraco do Sport: a falta de poder de reação. Os recifenses, que não viraram nenhum jogo na temporada inteira, de forma nada surpreendente não esboçaram qualquer reação e não demoraram a tomar o segundo gol depois do intervalo. Bastou um minuto para Mateus Vidal aproveitar vacilo de Maidana, roubar a bola e mandar colocado no canto esquerdo. Perdendo por 2×0, os comandados de Jair Ventura esboçaram uma melhora assustando em chutes de Patric, Thiago Neves e Bruninho, mas não foi suficiente para diminuir o prejuízo.

Mas a limitação rubro-negra era gritante, tal como a falta de criatividade e velocidade nas tentativas de trabalhar as jogadas. As falhas no planejamento da temporada ficam evidenciadas quando o time precisa atacar e tem Sander e Dalberto tentando elaborar jogadas de perigo. Sem ter nada a ver com a falta de alternativas dos visitantes, o Corinthians voltou ao ataque, finalizando três vezes em três minutos, com Mosquito aos 17 mandando para fora, Vital parando em Polli aos 18 e Jemerson chutando por cima aos 19. Mas quem balançou as redes foi Jô, aos 34, que recebeu de Fagner, foi vencido por Luan Polli na primeira tentativa, mas ampliou o placar no rebote.

Aos 43, Mikael ainda fez um belo gol de honra, mas que foi corretamente anulado devido à posição de impedimento. Contudo, o lance deixa o recado: a peça da base não é menos útil do que Dalberto improvisado, nem do que Hernane, que vinha sendo mais acionado ultimamente. Assim como Juba não é menos útil do que Sander, nem Gustavo do que Bruninho. Os jogadores da base merecem mais atenção, sobretudo porque no atual cenário de limitação e debandada, a tendência é que sejam opções necessárias no ano de 2021.

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