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Arbitragem erra e acesso fica ainda mais longe para o Fantasma

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Créditos: Bruno Haddad – CEC

O sonho do acesso ficou por menos de um fio. A derrota por 2×1 para o Cruzeiro no Independência, da maneira como foi, foi um banho de água fria num quente Operário, que vinha embalado na luta pelo acesso. O Fantasma lutou, mas uma luta desonesta é difícil de ganhar. O que aconteceu em Belo Horizonte é sintomático, mostra o pior do futebol brasileiro, onde o erro geralmente tem lado e objetivo.

O Operário foi guerreiro, foi o Fantasma que nós gostamos de ver, que entrou em campo em Minas como um time digno da história que o clube tem. Ontem o time de Matheus Costa nos orgulhou, mesmo com o resultado injusto.

O Fantasma entrou em campo com Martín Rodríguez; Alex Silva, Reniê, Ricardo Silva, Fabiano; Pedro Ken, Leandro Vilela, Marcelo; Jean Carlo, Rafael Oller e Ricardo Bueno. E foi esse time que impôs o ritmo nos primeiros 25 minutos da primeira etapa. O ataque alvinegro promoveu uma verdadeira blitz do Operário mostrava diversos recursos na criação de jogadas. Aos 11, Ricardo Bueno tocou em profundidade para Alex Silva e cruzou para Rafael Oller, que tentou de voleio. Aos 18 minutos, seria a vez de Ricardo Bueno cobrar forte a falta frontal e dar trabalho ao goleiro cruzeirense Fábio.

O Operário dominava a partida e ditava o ritmo do primeiro tempo, até que, numa bola vinda da defesa, Manoel cabeceia e conta com a falha de Ricardo Silva, deixando a bola nos pés de Rafael Sobis, que aplicou um chapéu em nosso goleiro e abriu o placar. Os alvinegros sentiram o gol e os 15 minutos restantes foram do ataque cruzeirense e de desatenção da zaga do Fantasma.

A segunda etapa começou com um pouco de desatenção e uma boa chance do Cruzeiro. Mas aos 9, Ricardo Bueno, sempre ele, deixou tudo igual com um belo chute rasteiro de fora da área. E daí para frente começou a polêmica. Aos 12 minutos, Pedro Ken marcou de cabeça, mas o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza assinalou falta.

O lance normal de jogo foi mal anulado. A análise não é nem minha, é de Paulo Cesar de Oliveira, que comentava a arbitragem da partida. Um lance comum, de contato, de luta por espaço, num jogo onde o contato físico se faz presente. Tenho minhas dúvidas se o árbitro teria coragem de marcar qualquer coisa, caso o lance acontecesse em um gol do Cruzeiro. Foi um lance que prejudica todo o trabalho feito pela chance de acesso a Série A.

Após a polêmica o fantasma teve a expulsão de Jiménez, relatado na súmula como reclamação. Mas no áudio da transmissão foi perceptível o “tira a camisa do cruzeiro”. Na lateral do campo a gente escutava a fúria do treinador alvinegro esbravejando “você f**** com o trabalho de um ano inteiro”.

Apesar disso, o fantasma ainda dominava o segundo tempo, mas tinha dificuldades em criar chances reais de gol. O treinador chamou Schumacher, Maranhão, Thomaz e Diego Cardoso para tentar a reação, mas o gol alvinegro não veio. O que veio foi o gol de Pottker, que colocou a raposa na frente novamente.

Após o apito final a indignação foi total. Com diretoria, atletas e comissão técnica indo para cima da arbitragem, defendida, ironicamente, pelos seguranças do Cruzeiro, que não demoraram para chegar nos árbitros. O saldo final foi a suspensão do treinador Matheus Costa, do auxiliar técnico Leando Niehues e de Diego Cardoso. Além dos relatos na sumula contra diretores.

A derrota praticamente acaba com as chances de acesso do Operário. As combinações ficaram muito mais difíceis, dependendo menos ainda de nós. Mas o que fica do jogo no Independência, além da indignação pela atuação mal intencionada da arbitragem, é a vontade de jogar, de subir, de lutar como puder para tentar a reação. Matheus Costa pode não conseguir subir com o Operário, mas tem os méritos de ter conseguido reunir o elenco em um propósito e de ter dado esperança e unir a torcida no sonho do acesso.

Os próximos dias devem ser de muitos “se”, e isso vai ser pauta aqui quando as chances se esgotarem totalmente. Por enquanto a gente sonha com o impossível, até porque enquanto estivermos vivos vamos lutar. Que venha a Chapecoense segunda-feira!

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