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A volta dos que não foram!

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Créditos:

@alexcalheiross

Nenhuma novidade! O vascaíno já estava em estado de alerta sobre a dificuldade em enfrentar o energizado Red Bull Bragantino. Um time veloz, intenso e com jovens valores. Nenhuma surpresa também em relação ao excelente desempenho em campo dos dois melhores jogadores do Massa Bruta. Claudinho e Arthur são destaques da equipe paulista no campeonato e despontam entre os melhores da competição. Então se tudo era tão previsível o que houve afinal?

O Vasco, diferentemente do jogo contra o Coritiba em São Januário, entrou mais ligado na partida. Luxemburgo exigiu intensidade dos jogadores e ficou nítido que não faltou disposição aos atletas. Entretanto, o Vasco é um time lento, pesado e com muito pouca mobilidade dentro das quatro linhas. Eis aí o “x” da questão. Para piorar o treinador ainda não pode contar com os insubstituíveis Bruno Gomes e Henrique. Oi? Como assim? Certamente o amigo vascaíno pulou da cadeira e soltou um palavrão ao ler tal afirmação deste que vos escreve. Mas acredite: é a mais pura verdade.

É evidente, desde a estreia contra o Sport em São Januário ainda com Felipe Bastos e companhia, que a equipe, na época comandada por Ramon Menezes, sempre teve enorme dificuldade em sair para o jogo com rapidez. O modelo cadenciado foi organizado conforme as peças disponíveis no elenco. As vitórias vieram, é bem verdade, ora por conta dos lampejos criativos de Benitez, ora graças a facilidade impressionante de Germán Cano em aproveitar as esporádicas oportunidades criadas. Fora isto, além de uma marcação frouxa no meio campo que contava com a compactação dos zagueiros, o Vasco em momento algum ou em raríssimas ocasiões conseguia propor o seu jogo ao adversário. Com laterais pouco acionados, aliás, Henrique jogava como terceiro zagueiro, volantes fixos e alas com a obrigação de recompor defensivamente quando atacada a equipe dependia da bola parada ou do erro do adversário para marcar. Nenhum problema até aí se não estivéssemos falando de Vasco da Gama.

Da mesma forma que a dificuldade para chegar em velocidade até a área do adversário sempre foi enorme, a recomposição defensiva também alinhou-se a incapacidade de atacar. Na linguagem do peladeiro a questão é simples: o cara vai para frente e sem gás para voltar no pique torce para alguém segurar lá atrás. Claro que não é o caso do Vasco, mas diante da incapacidade técnica e física da equipe coube ao time cruzmaltino optar por um esquema mais confortável as características do elenco. Restou então esperar o adversário para jogar por uma bola. É muito pouco. Quase nada! Pior ainda se esta for a única forma de jogar. E era! Ficou previsível e bastou ao adversário subir a marcação para que a bola fosse retomada com facilidade. Com mais posse de bola e domínio, obviamente, maior será a probabilidade de converter o controle em chances. Água mole em pedra dura…

Para quem ainda não entendeu o tamanho do problema basta comparar as características dos jogadores do elenco atual com o grupo de Luxa em 2019. Lá atrás, embora não fossem considerados grandes nomes, os atletas disponíveis conseguiam melhor movimentação e eram muito mais intensos em relação ao combate. Rossi, Marrony, Raul e Richard eram alguns destes nomes que conseguiam graças as próprias características individuais e ao próprio condicionamento físico exercer bem o tal balanço entre defesa e ataque. Por outro lado sem Germán Cano, naquela ocasião, a dificuldade em fazer gols era enorme. Cabia a Ribamar, Thiago Reis e aos próprios Marrony e Rossi a incumbência de marcar. E aí já viu.

Hoje, porém, acontece o contrário. As observações apontadas faz-se entender o motivo da enorme dificuldade em enfrentar o Bragantino e da necessidade de se reconhecer a importância de Bruno Gomes e Henrique no atual plantel. O volante e o lateral, graças principalmente a saúde de ambos, dão melhor sustentação na marcação e maior suporte a linha defensiva cruzmaltina. Os dois, além de mais rápidos do que os substitutos, são mais intensos dentro do jogo.

Por outro lado, Andrey, Leo Gil, Carlinhos e Marcos Junior não conseguem acelerar o time. São jogadores lentos e que tem como principal característica carregar demais a bola, além de pouco se deslocarem sem ela. De todos, o argentino, vez ou outra, consegue agilizar as jogadas graças a toques de primeira ou viradas de bola. Ainda assim não o faz com tanta frequência. Sem exceção, a marcação é o ponto fraco dos quatro. E agora? Fazer o que faltando “meia dúzia” de rodadas?

Para a próxima partida o professor Luxa terá de tirar uma solução da cartola ou mais uma vez quebrará a cabeça para ter mais velocidade e intensidade durante a partida. É bom ressaltar que o Galo não carrega a mesma marca do time paulista no nome, mas desde o início do Brasileirão soube lidar muito bem com as asas que tem. Se não voa por conta da genética animal há tempos está acostumado a levar vantagem em boas rinhas. Que o Vasco seja bom de briga.

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