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Pressão externa aumenta e Álvaro Góes continua

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Créditos: José Tramontin/OFEC

Depois de uma novela no fim do ano, de hashtags, de vídeos com ídolos operarianos, e com pessoas que jamais vestiram a camisa Operário – mas que tem muita relevância no cenário do futebol paranaense –, o presidente do Grupo Gestor do Futebol do Operário resolveu ficar. O “Dia do Fico”, foi transmitido na Rádio Lagoa Dourada/Capital do Papel, com direito a diversas tentativas de arrancar um “digo ao povo operariano que fico”, do, agora, decidido Álvaro.

A permanência é boa para acalmar os ânimos na reta final e o foco ser total na luta pelo acesso. Apesar de gostar de mudanças e achar que elas ajudam a chacoalhar as coisas, a decisão tomada é melhor que a incerteza a menos de quinze dias para o fim do brasileiro e com necessidade de planejar a disputa do paranaense que começa no fim de fevereiro.

Na entrevista aos colegas da Lagoa Dourada, Álvaro falou da pressão interna para ficar. Segundo o gestor, alguns nomes se propuseram a tocar o futebol em Vila Oficinas, mas apenas se ele continuasse e, como ele mesmo disse, não poderia deixar de ser prefeito para virar secretário. Também falou do carinho da torcida e da pressão de patrocinadores e fornecedores que teriam dito que não renovariam contratos caso ele deixasse o comando do Fantasma.

Nessas condições, segundo ele, não poderia deixar o clube. E ele está certo, seria irresponsabilidade sair com todos esses fatores externos pipocando. Como falei em outro texto aqui, a gestão do Grupo do Álvaro tem mais acertos do que erros, e um desses erros é o que não permite a saída tranquila do presidente no dia 31 de janeiro.

A gestão do futebol nas mãos do Grupo Gestor sempre foi muito personificada, centrada na figura do presidente Álvaro Góes. Prova disso é toda a pressão externa para que ele fique. Se buscar na memória, após a eliminação contra o Cianorte em julho, com toda a polêmica envolvendo faixa pedindo a saída do treinador Gerson Gusmão, ele foi na televisão falar que sairia dali seis meses. Foram seis meses de gestão, em meio a uma pandemia e diversos problemas, mas, se a ideia era realmente sair, havia a necessidade de planejar a transição.

No dia 29 de dezembro, o presidente reforçou a saída do clube em informação apurada pela apresentadora Raylane Martins, do Show de Bola da Rede Massa. Neste dia foi revelado ainda a possibilidade de todo o grupo gestor abandonar o clube. Na reta final do campeonato, na época brigando ainda pelos 45 pontos, a pressão pela continuidade de Álvaro subiu. Na entrevista dada a Lago Dourada, ele revelou ter feito uma reunião para que essa pressão não chegar ao elenco. O encontro fechado, com a participação apenas de jogadores, aconteceu há “três semanas”, como ele disse, para tranquilizar o plantel sobre o futuro do Futebol em Vila Oficinas.

A decisão de tranquilizar torcedores, patrocinadores e fornecedores chegou apenas na reta final do Brasileiro. Álvaro continua e, como falei, são mais acertos do que erros na gestão. Alguns reconhecidos por ele mesmo, como dificuldades no departamento comercial, onde as responsabilidades acabam recaindo nele e no fiel escudeiro Emílio. Mas acredito que os acertos ajudaram o Operário a se tornar referência de gestão dentro do estado, como o programa de sócio-torcedor e a gestão financeira do clube.

Ainda é preciso mais transparência, é preciso novas estratégias para trazer e manter o torcedor. Também é preciso lembrar que o Operário é de todos, que vão existir críticas, elogios, torcedores satisfeitos, insatisfeitos, torcedores que conseguem pagar o sócio e torcedores que não tem a mesma chance – e ainda assim tão torcedores quanto os que conseguem – e que essa torcida é tão plural quanto a sociedade em que ela está inserida. E por favor acabem com a camisa vermelha e preta de goleiro!

Entre erros e acertos, são quatro títulos do futebol profissional em seis anos, e duas campanhas ótimas na Série B, uma delas ainda com chances de acesso. Agora com definições na gestão tomadas, e tranquilidade para trabalhar, falta apenas a definição do acesso para planejar um sétimo ano de conquistas e bom futebol.

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