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A história da Força Jovem Guarany – 20 Anos| Do céu ao inferno, onde nos fortalecemos – Parte 2

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Créditos: Força Jovem Guarany no estádio do junco, em Sobral (Foto: Arquivo da torcida)

Em um dia ensolarado de 14 janeiro de 2001 surgia um fenômeno na cidade de Sobral, a Força Jovem Guarany, que mais tarde se tornaria a maior torcida organizada do Cacique do Vale da princesa do norte. Parabéns a todos e todas que fazem e fizeram parte desta agremiação tão importante no cenário do futebol e do movimento de torcidas organizadas, hoje é dia de homenagear também aqueles irmãos e irmãs que se foram, mas que deixaram seu legado na torcida.

No primeiro capitulo da história contei em que momento escolhemos o nome e como se deu a fabricação dos primeiros artigos (faixas e bandeiras) que foram levados a estreia, mas um detalhe sobre a faixa, o nome escolhido foi Força Jovem, mas para completar também incluímos Guaramor, o que gerou discussão, porém pelo tamanho da faixa, acabou que a primeira levava apenas esta definição de amor ao Guarany, já as bandeiras continham o Força Jovem.

Ainda em 2001, uma figura também apareceu reivindicando o nome, Junior Boiadeiro, argumentou que o Guaramor era o nome de um antigo movimento criado por ele, então conversamos e ao longo do campeonato cearense, com a possibilidade de novas bandeiras, fizemos uma fusão que acabou no ano seguinte após uma grave discussão entre os membros da Força Jovem e Boiadeiro que em uma caravana reivindicou o ônibus, daí surgiu a primeira desavença, mas não vou me ater a esse fato, logo foi resolvido e cada parte seguiu seu caminho.

As primeiras camisas foram confeccionadas na cor preta, daí você pode imaginar o tamanho calor que passávamos em Sobral, uma das cidades mais quentes do Nordeste, mas a cor não agradou, além do sol, eu tinha uma ideia, trazida de Capital, dos amigos das torcidas do Fortaleza, que por sinal foram nossas primeiras aliadas, de padronizar o material na cor branca e já em 2002 surgiram as primeiras propostas, Marcionílio Pinheiro Gomes esboçou os primeiros desenhos para as camisas, na realidade ele fez um layout com peças que vestiam da cabeça aos pés, porém nós não tínhamos capital para produção em outra cidade e resolvemos fabricar ali mesmo, com o vizinho que tinha uma serigrafia.

Mas para as primeiras produções iriamos precisar do mínimo, então cada um conseguiu pagar sua camisa e depois ficamos fazendo de dez unidades, a medida que apareciam novos integrantes. Minha avó foi uma das pessoas que mais contribuíram com a torcida, porque seu neto – Eu – pedia emprestado, vendia com R$ 1 de “lucro” e destinava esses a fabricação de outras e/ou para compra de tintas, tecidos, etc. Foi um início bem difícil, mas juntos conseguimos alçar novos voos.

Nas arquibancadas aos poucos chegavam novos adeptos, 2002 apesar de jogarmos a Série B do campeonato brasileiro, como herdamos a vaga de última hora, não deu tempo ao Guarany montar um time que pudesse reagir aos clubes mais tradicionais do país, acabamos rebaixados, porém no Campeonato cearense, já havíamos aglutinado um bom número de torcedores.

Aquela altura, nossa bateria era um tambor emprestado da escola de samba do bairro Sinhá Saboia, mas seguimos para 2003, ano em que recebemos de presente o primeiro instrumento da bateria, doado por Marcionílio, presidente da TUF. Mas em um campeonato cearense pitoresco, Guarany foi rebaixado para a segunda divisão do estadual e pela Série C, outra campanha desastrosa, para 2004, sem divisão, nos restou uma segunda divisão do estadual, mas pasmem, foi um ano que a torcida mais cresceu, apesar de não ter conseguido o acesso.

Após mais um ano sofrido para o Guarany, mas de crescimento para a torcida, o Cacique conseguiu o acesso, mas uma partida antes, contra o Maracanã, time da cidade de maracanaú, nos preparamos para o acesso tão sonhado, porém o Guarany perdeu por 3×0 em casa, com apoio da torcida.

Este jogo, me deixou doente, passei uma semana trancado em casa, aguardando o sábado, contra o Maranguape, mas eu estava muito desacreditado, foi um baque grande que senti e não fui a esse jogo, em qua o Guarany venceu com direito a três pênaltis defendido pelo goleiro Vantuir que não só por esse feito, mas por outros nos anos que sucederam, se tornou ídolo da torcida, com direito a homenagens em todos os jogos, mas essa história fica para o próximo capítulo.

Nos anos em que o Guarany passou pela segunda divisão do campeonato cearense, foram os que mais fortaleceram a torcida. Acredito que neste período, além do crescimento numérico, mostramos a que viemos, porque nascemos, pois em diversos jogos, praticamente o único público presente era a Força Jovem Guarany, Atrás do Gol.

Foi neste contexto, com ajuda de muitos e o engajamento de todos que construímos nossa ideologia, uma base de pensamento sólido, com perspectivas, respeito, humildade, responsabilidade e muito compromisso.

Esta é uma série de reportagens sobre a história da maior torcida organizada do Guarany de Sobral, contada por mim, Rondinelly Mota, colunista do Atrás do Gol, fundador, ex-presidente e puxador desta torcida.

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