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Chape, A maior do Estado

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Créditos: Márcio Cunha / Chapecoense

O inevitável aconteceu. Após uma campanha fenomenal na segunda divisão do Campeonato Brasileiro, a Chapecoense está de volta à série A. É bem verdade que desde a virada de turno, o Verdão já dava mostras de que seu caminho natural seria o de um retorno tranquilo à elite do futebol nacional, muito embora, acostumado com o fato de que para a Chape nada nunca é fácil, até o mais otimista dos torcedores alviverdes fazia ressalvas a respeito de um possível “bate-e-volta” da equipe na série B.

Em um ano repleto de maluquices, adaptações e readaptações, a Chape passou por turbulências. Penou no Estadual, classificando-se em oitavo entre dez times, e buscando um título impensável no começo da competição. Veio a pandemia, veio a COVID e vieram os jogos sem público. Desenhava-se à Chape um destino sombrio, pois a força de suas arquibancadas, grande trunfo em temporadas passadas, não se faria presente em busca do objetivo inicial: a permanência na segunda divisão do Brasileirão.

Talvez por capricho dos deuses do futebol, o torcedor fiel da Chape não pode acompanhar do gélido concreto das arquibancadas a participação da equipe na série B. Do conforto de seu lar, o chapecoense viu o Verdão empilhar vitórias surpreendentes, buscar empates importantes e até perder pontos “fáceis” eventualmente, mas o mais importante de tudo, é que o entusiasta alviverde pode celebrar a reconexão e a sinergia de time e torcida.

Mesmo à distância, o torcedor voltou a estar ao lado do time “nesse” 2020. O “distanciamento social” promovido pela desastrosa gestão de Plínio David de Nês Filho, vulgo Maninho, deixou marcas duras no clube, cheio de dívidas, e no torcedor, que já não se via representado em campo. Quando assumiu a presidência do clube, Paulo Magro, que teve sua vida tomada pelo coronavírus, ressaltou a importância de retomar o DNA chapecoense, do orgulho e da luta pelas nossas cores. O elenco abraçou, a diretoria trabalhou, a comissão técnica se comprometeu e a torcida acreditou.

Na noite de 12 de janeiro de 2021 a Chape selou seu retorno à elite do futebol nacional. A vitória de 2×1 sobre o Figueirense fez o time alcançar os 66 pontos na tabela, e a quatro jogos do fim, a briga agora é pelo título da competição; duelo com o América MG promete ser acirrado, visto que o Coelho está apenas um ponto à frente do Verdão.

A Chape consolida-se no cenário nacional como o maior time de Santa Catarina, um time que surgiu “do nada”, que acreditou, planejou e viu que era possível chegar a série A nacional, através da gestão do Eterno Presidente Sandro Pallaoro. Um time que sofreu sua maior perda em 2016, quando vivia seu auge técnico e que ao final de 2019, quando todos acreditavam em uma derrocada histórica e onde muitos “pularam da barca”, viram, pelas mãos do Eterno Presidente Paulo Magro, a reconstrução efetiva do clube e da relação com seu torcedor.

A palavra de hoje é Gratidão. A Sandro, a Paulo, e a todos que nos mostram dia-a-dia que a Chape é diferente, a Chape se reinventa, ressurge e nunca deixará de orgulhar seu torcedor, pois é gigante, é série A.

(Este colunista junto às cadeiras que homenageiam os Eternos Presidentes do Verdão)

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