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Palmeiras tem atuação desastrosa, mas supera pressão e está na final

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Créditos: NELSON ALMEIDA / POOL / AFP

Depois de uma atuação espetacular e histórica em Avellaneda, era esperado que o jogo de volta fosse, de certa maneira, protocolar. No entanto, o Palmeiras teve atuação irreconhecível e sofreu uma pressão avassaladora do River Plate em casa desde o apito inicial.

O Verdão entrou em campo com basicamente o mesmo time que conquistou a vitória histórica semana passada, com a entrada de Zé Rafael no lugar de Patrick de Paula, suspenso. O River também veio com apenas uma alteração, com a entrada do zagueiro Paulo Diaz no lugar de Carrascal, expulso no jogo de ida. Com a alteração, River passou a jogar com uma linha de três, soltando os laterais para atacar.

Como esperado, o River Plate começou tomando a iniciativa e empurrou o Palmeiras para o campo de defesa. Mas, aos 9, o Verdão teve sua primeira (e talvez única) grande chance na partida. Após disputa aérea, Gabriel Menino encontrou Rony infiltrando pelo meio da defesa dos Millionários. Cara a cara com o goleiro, o atacante tentou driblar Armani mas acabou desarmado. Dali em diante, o Palmeiras sumiu.

Atacando com os laterais abertos e três meio campistas, o River Plate engoliu o meio de campo alviverde, tendo vantagem numérica e ganhando quase todas as disputas individuais. Aos 28, Gustavo Scarpa tentou driblar e foi desarmado por Paulo Diaz, que avançou e chutou para defesa espetacular de Weverton, que já havia salvo o Verdão em outras duas oportunidades. No entanto, no lance seguinte, o primeiro duro golpe veio. De La Cruz cobrou escanteio aberto e Rojas se livrou da marcação de Scarpa para cabecear sozinho para o fundo do gol.

O gol merecido do time argentino afetou o psicológico do Palmeiras, que já não vinha bem na partida. A partir deste momento, o time pareceu desabar em campo, e errava lances simples. Muito recuado e com dificuldades para acertar a marcação, o time parecia abalado.

Quando parecia que nada poderia piorar, Gustavo Gomez desabou em campo. Com um problema muscular, o capitão alviverde não teve condições de continuar em campo e precisou ser substituído por Luan aos 41. Apesar da péssima atuação coletiva, Gomez vinha se destacando ao lado de Weverton.

Três minutos depois, mais um duro golpe. De La Cruz recebeu com liberdade pela direita e cruzou com veneno para o segundo pau. Luan disputou com Suárez e a bola sobrou para Borré, livre, empurrar de cabeça para o gol vazio.

Devastado emocionalmente, o Palmeiras terminou o primeiro tempo apenas torcendo pelo apito final. No intervalo, Abel optou por retirar Scarpa e colocar Breno Lopes. Com atuação apagada do meia, o português optou por um jogador de velocidade, visando ferir o River no contra ataque.

A alteração, no entanto, não mudou o cenário da partida. O Palmeiras, inclusive, piorou em campo e tinha mais dificuldades para se defender. Com dificuldades na recomposição, Breno não acompanhava Montiel, que teve ainda mais liberdade para atacar na segunda etapa.

Extremamente acuado, o Palmeiras seguiu com dificuldades para sustentar a enorme pressão do River e se conteve em apenas seguir se defendendo. Aos 10, mais um gol, e parecia a pá de cal no sonho do bicampeonato alviverde. Após bate rebate, Casco cruzou para Montiel, livre, chutar de primeira para marcar o terceiro gol argentino e acabar com toda a vantagem do Palmeiras. No entanto, após demorada análise do VAR, foi detectado impedimento de Borré na origem da jogada, e o gol foi anulado.

A anulação pareceu diminuir o ímpeto do River, que, pelo menos por alguns minutos, teve certa dificuldade para atacar. Aos 28, a missão palmeirense parecia ficar mais fácil! Rojas, amarelado minutos antes, agarrou Rony visando matar um possível contra ataque alviverde e recebeu o segundo amarelo. Com 1 a mais e em vantagem no placar agregado, o cenário natural seria uma diminuição da pressão do River e espaços para o Palmeiras no contra ataque. Mas como essa não era uma noite normal, a expulsão pareceu acender ainda mais o time argentino.

Menos de dois minutos depois da expulsão, o River chegou novamente com muito perigo, e o VAR teve que novamente salvar os corações alviverdes. Após lançamento, Matias Suárez ficou com a sobra na entrada da grande área, cortou o zagueiro Empereur que tentou dar um carrinho e caiu no chão. Pênalti marcado para o River, para desespero da torcida do verdão. No entanto, após mais uma longa intervenção do VAR, foi possível observar que Suárez se jogou em busca do contato, e o pênalti foi anulado.

Com duas frustrações tão grandes e um jogador a menos, não seria possível que o River tivesse forças para continuar atacando, não é mesmo? Certamente foi isso que os jogadores do Palmeiras pensaram, pois o time alviverde continuou passivo, atônico e entregue à pressão argentina, que parecia ter três jogadores a mais em campo.

Aos 85, mais um lance inacreditável aconteceu. Após cobrança de De La Cruz, Enzo Pérez cabeceou para defesa espetacular do goleiro Weverton. No rebote, com o arqueiro alviverde caído no chão, Borré acertou o poste. Na sequência, Emerson Santos ainda salvou um chute de voleio em cima da linha.

Depois de tanta pressão, o contra ataque salvador pareceu finalmente aparecer! Rony avançou com liberdade e encontrou Breno Lopes, completamente sozinho no campo de ataque. Com espaço para atacar e duas ótimas opções de passe, o atacante conseguiu se atrapalhar sozinho e entregou a bola para o goleiro Armani.

Com tantas paralisações, o juiz acabou adicionando nove minutos de acréscimo. O River atacava de todas as maneiras e deixava o Palmeiras entrincheirado em sua própria área, mas não conseguia levar perigo ao goleiro Weverton. Aos 52 do segundo tempo, quando tudo parecia se encaminhar para a classificação, teve tempo para mais um teste cardíaco para a torcida palestrina.

Após bate e rebate, a bola sobrou para Kuscevic, que demorou para aliviar e trombou com Borré. A falta de ataque foi marcada, mas o VAR foi acionado, sugerindo pênalti do zagueiro chileno. No entanto, após angustiantes minutos de espera, foi detectado um impedimento no início da jogada. O jogo foi até os 57 minutos, mas o River não conseguiu criar nenhuma jogada de perigo, e o apito final libertadores para a torcida alviverde finalmente foi assoprado pelo juiz.

Brilhante no jogo de ida, o Palmeiras teve uma de suas piores atuações nos últimos anos, sucumbindo psicologicamente para o time argentino, que poderia até mesmo ter goleado o Verdão nessa partida de volta. Foi uma classificação épica, e o jogo de ida tem de ser muito valorizado, mas esse duelo de volta não pode jamais ser esquecido. Se o Palmeiras tiver uma atuação como essa nas finais da Copa do Brasil ou Libertadores, pode dar adeus a qualquer chance de título. Toda a concentração e mentalidade vencedora pareceram ruir com o primeiro gol do River, e o time não conseguiu se recuperar do baque durante a partida.

Abel tem que estudar bem os motivos desse colapso mental, para que não venha a acontecer novamente. O Verdão agora espera o vencedor do duelo entre Boca e Santos amanhã para conhecer seu adversário na grande decisão do próximo dia 30, no Maracanã.

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