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São Paulo: a hora do “tudo a perder” versus a hora do “tudo a ganhar”

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Aprendemos em boa parte da vida que existe tempo para tudo.

Tempo pra estudar, tempo pra brincar, tempo dicado ao trabalho, aos sonhos, aos planos enfim, tempo sempre destinado a ser utilizado da maneira mais prazerosa e produtiva possível.

Pois bem, existe no futebol um tempo bem diferente de tudo que se pode considerar dele.

O tempo do resultado!

Acompanho há 50 anos o tal esporte bretão, capaz de nos seduzir e único em, ao nos trazer dessabores, deixar-nos ainda mais apaixonados por ele.

Na verdade o tempo no futebol é inexistente. Ou no mínimo, caso se discuta a respeito, contraditório.

Treinadores pedem tempo para armar o time, jogadores pedem tempo para se adaptarem, administradores pedem tempo para colocar a casa em ordem.

Porém algo impactante e de frequente ocorrência derruba por terra os que pedem tempo: o resultado de quem não teve tempo!

Deixa em explicar melhor aproveitando o veículo e transportando o assunto para a realidade São Paulo FC.

Líder do campeonato com a pratica do melhor futebol pelo menos em grande parte do torneio, o time acabou fazendo uma apresentação desastrosa contra o até então 13º da competição.

Um show de horrores sem fim, seja na desorganização tática, no comportamento dos envolvidos, jogadores e treinador, e no mais completo descaso que se enxergava nos olhos de cada um daqueles vestidos com o manto tricolor.

Não, não se trata de colocar “tudo a perder”.

Sim, se trata de agora diante de nove finais de Copa do Mundo (sim, Copa do Mundo, afinal são oito anos de fila e quatro vexames produzidos no último ano, pra não falarmos dos anteriores), colocar em prática o “tudo a ganhar”.

Em qual momento criticar o bizarro assistido na última quarta-feira deve ser considerado o “tudo a perder”?

Tenho comigo que a crítica deva ser contundente, tal qual o mal cortado pela raiz, sempre na busca pela recondução do time nos trilhos da conquista.

“Passar pano” num momento assim significa dizer que em certa parte concordamos que isso possa ocorrer, quando na verdade não pode.

Uma goleada desse tamanho não pode passar impune, principalmente se acompanhada dela tenha existido um comportamento dentro de campo bastante distante daqueles que almejam entrar pra história tricolor conquistando um título.

Diniz errou quando não preparou alguém pra substituir o hoje insubstituível Luan.

Diniz errou quando deixou o Arboleda no banco, na verdade sabe-se nem lá porque.

Diniz errou quando não sacou Tche Tche depois da discussão digna de noticiário de fofoca nas tarde de TV.

Diniz errou quando não conseguiu de alguma forma fazer seus jogadores entrarem com as facas nos dentes numa partida como essa.

Apenas Diniz errou?

Claro que não.

Onde estava a experiência e o protagonismo de Dani Alves num momento como esse de decisão?

E Reinaldo, chamado Kingnaldo por muitos que enxergam nele muito mais bola do que ele realmente entrega?

Onde estavam Tche Tche e Vitor Bueno, jogadores rodados e que portanto poderiam entregar bem mais do quem vem fazendo?

De resto moleques que não merecem o peso da “amarelada” produzida em Bragança.

Amigos, não caio no conto da “falta de tempo”, não caio no conto da “liderança”, não caio no conto do “elenco limitado”, não caio no conto “das ausências sentidas sem reposição”.

Minha conta é o título, que na verdade eu não quero: eu o exijo!

Minha conta são os nove jogos que temos pela frente, fundamentais a nos tirar definitivamente da fila, numa das maiores oportunidades que se apresentam a anos.

Não quero ser campeão da posse de bola, nem da defesa menos vazada, nem dos copinhos d’água jogados no treinador, nem dos palavrões falados a beira do campo.

Terminado o Brasileiro e o título não vindo, virão a mente os quatro vexames promovidos em 2020 e o tempo perdido e gasto com alguns que nunca poderiam ter vestido a nossa camisa.

Terminado o Brasileiro com o título, tudo muda…

– “Mas Roney, quer dizer que o resultado é o que importa?”

Alguém sabe me dizer em qual parte do tempo e da vida não é?

E nesse jogo decisivo de Domingo mais uma oportunidade de guardarmos apenas na lembrança dos vexames a última partida e retomar a confiança antes tão presente na vida dos são-paulinos.

Vela acesa para São Muricy Ramalho do Morumbi e nele depositada toda nossa confiança de transformar amarelos nas cores mais vivas que um Clube pode ter, vermelhos, brancos e pretos.

Repito: eu não quero o título!

Eu exijo o título!

Avante “Tu és forte, Tu és grande” São Paulo FC!

Roney Altieri

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