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Como se a falta de qualidade do time não fosse suficiente…

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Créditos: (Foto: Anderson Stevens / Sport Club do Recife)

Pela 29ª rodada, o Sport recebeu o Palmeiras com um time misto na Ilha do Retiro. Buscando a segunda vitória seguida para se afastar mais da zona de rebaixamento e chegar aos 35 pontos, se fortalecendo na caminhada rumo à permanência na elite do futebol brasileiro, o Leão foi derrotado pelo placar de 0x1, com gol marcado por Willian. Porém o lance capital do confronto não foi o gol palmeirense, nem alguma chance desperdiçada por alguma das equipes. Mas sim o absurdo do pênalti não marcado nos acréscimos do segundo tempo, mesmo com o auxílio do VAR.

Muito se falou durante a semana sobre a superioridade técnica do time paulista mesmo sem os titulares. No entanto, quando a bola rolou, o que se viu foi uma boa postura do time rubro-negro, jogando até de forma surpreendentemente, tocando bem a bola e criando as melhores chances nos minutos iniciais. Com boa posse de bola e explorando bem os passes longos com Betinho, acionando principalmente o lado direito, os pernambucanos tiveram sua melhor chance aos 12, quando Dalberto obrigou Weverton a fazer uma grande defesa. Os visitantes responderam pouco depois, em chute forte de Zé Rafael, defendido por Luan Polli.

Apesar da boa apresentação, o time de Jair Ventura pecou pela falta de qualidade para definir as jogadas. E como qualidade não era algo que faltava do lado oposto, o preço foi caro: aos 26, Willian recebe cruzamento de Marcos Rocha, ganha da marcação e chuta entre as pernas de Luan Polli, abrindo o placar para a equipe alviverde. O gol colocou o Sport diante de um de seus maiores problemas na temporada: a falta de poder de reação. Os leoninos não vencem de virada desde novembro de 2019, e naturalmente encontraram dificuldades para achar espaços na defesa adversária. A última boa tentativa dos mandantes na etapa inicial aconteceu aos 41, em chute forte de Thiago Neves defendido por Weverton. Do outro lado, a resposta veio um minuto depois com Zé Rafael, que saiu cara a cara com o goleiro, mas chutou por cima.

No segundo tempo, os Palmeirenses esfriaram o ritmo do jogo, trocando passes com mais calma e administrando o resultado. Os donos da casa tentaram com Jonatan Gomez e Thiago Neves, mas sem levar muito perigo. Na primeira grande chance, o time de Abel chegou muito perto de ampliar em contra-ataque puxado por Esteves e Breno Lopes, que acertou a trave. Na medida em que o tempo passava, os paulistanos tinham cada vez mais o controle do duelo, enquanto o Leão esbarrava na própria falta de criatividade, recorrente diante de um adversário que se fecha bem na defesa, deixando para trás a boa atuação do primeiro tempo.

As melhores chances seguiam do lado alviverde. Aos 18, Willian recebeu cruzamento de Gabriel Menino, mas finalizou para fora. Patrick de Paula aos 27 acertou a trave, e Breno Lopes aos 32 exigiu grande defesa de Luan. O 1×0 caminhava para ser um placar justo, considerando a competência que só os visitantes haviam tido para balançar as redes e pelo segundo tempo facilmente controlado. Mas, aos 49, o atacante Rony atinge a bola com o braço aberto, dentro da própria grande área. O árbitro demora, mas marca o pênalti, que viria a ser anulado após consultar o VAR, com a imagem clara da penalidade, que de tão absurda, ofuscou outro pênalti no lance anterior, cometido em Hernane e nem sequer revisado.

O Sport tem o menor orçamento da primeira divisão e um elenco que coleciona limitações, fruto de um planejamento mal feito. Não conseguiu virar nenhum jogo na temporada e todas as suas vitórias no Brasileirão foram por apenas um gol de diferença. Já são muitos problemas, muitas fraquezas, tanto na gestão, como em campo. Ainda assim, o time perdeu pontos por erros capitais da arbitragem mesmo com auxílio do VAR contra Grêmio, Goiás e agora, de forma bem mais alarmante, Palmeiras. Um time que já enfrenta muitas dificuldades por si próprio não precisa de mais esse oponente. Principalmente porque sua função é ser imparcial e justo, com todos da competição, independente da camisa, da qualidade ou do CEP.

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