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Equipe feminina do Bahia é alvo de xenofobia

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Créditos: Digulgação

Já com acesso garantido na série A1 do Brasileirão, a equipe feminina do Bahia foi alvo de comentários preconceituosos da jornalista Aline Bordalo e o técnico do Botafogo, Gláucio Carvalho.

Durante uma live no canal do youtube da jornalista carioca, ambos fizeram comentários xenofóbicos direcionados a equipe baiana, que enfrentará o Botafogo no dia 17/01/2021, para disputa da vaga da final.

Aline desejou que as jogadoras tricolores “estejam bem baianas”, se referindo ao termo antiquado que os baianos são taxados de “preguiçosos”. Para completar apresentação pífia, o treinador lamentou que não haja carnaval para as atletas se preocuparem com a festa momesca.

O jornalismo é uma atividade profissional que visa investigar, analisar, coletar e transmitir notícias periodicamente ao grande público, um meio de comunicação de extrema importância para a sociedade e muitas vezes influenciando suas vidas. É inadmissível que uma jornalista faça um comentário infeliz desse, compartilhar um pensamento preconceituoso juntamente com um técnico de um time tradicional

Em entrevista coletiva após o treino no CT, a meia Eddie falou sobre a declaração:

“Infelizmente a gente viu os vídeos, chegou até nós. Infelizmente a gente ter que lidar com coisas desse tipo é ruim, é chato. Não só voltado a nós baianas, mas ao Nordeste em si que sofre esse preconceito. A melhor maneira é chegar lá respeitosamente e jogar o que a gente vem jogando. Sabemos que podemos chegar mais longe. Aprendi que quando nos jogam uma pedra a gente devolve com uma flor e a maneira de fazer isso é mostrando que o Bahia é grande e tem capacidade de chegar lá e lutar de igual pra igual”.

Divulgação ECBahia

Xenofobia é crime e afeta principalmente o povo do nordeste e norte do país, por isso a mídia grande não dá tanto destaque, mas, jamais vamos nos calar diante de tamanho preconceito e injustiça. Esse tema precisa ser abordado com frequência e que seja tão repudiado como o racismo é. Isso não é brincadeira, não gostamos desses rótulos criados. Isso não existe aqui, nem em lugar nenhum. Um fato importante é que temos uma ladeira em Salvador chamada ladeira da preguiça, mas o nome não é por causa dos baianos, e sim, dos estrangeiros que ficavam sentados na sombra, enquanto os baianos subiam e desciam com cargas para garantir o pão de cada dia. Um povo de lutas e conquistas. Só queremos respeito, nada além do nosso direito.

Devido a repercussão do caso, a jornalista apagou sua conta da Twitter, mas afirmou que foi mal interpretada pelos telespectadores. Engraçado, falam sem pensar e quando a sociedade recrimina, alegam que foi mal interpretada, assuma suas palavras e faça uma reciclagem. Já o técnico do Fogão, não se pronunciou sobre o assunto. Meu desejo é que todo tipo de preconceituoso precisa ser banido tanto da sociedade como do futebol. Não podemos encarar isso como “brincadeira”, pois não é, nunca será!

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