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ALAMBRADO: memórias de vestir

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As gerações mais novas se preocupam muito com os times europeus e suas camisas fornecidas por grandes marcas mundiais. Confesso que fico triste quando vejo um garoto falar “meu Barça”, por exemplo. Sou saudosista de coisas que não vi. Queria ter conhecido o estádio do America, na Rua Campos Sales, por exemplo. E, das coisas que vi, que o Estádio Manoel Schwartz, “Laranjeiras”, ainda recebesse jogos de menor porte do Campeonato Carioca.

Há alguns anos – não sei precisar quantos – surgiu a moda das camisas retro, buscando na história, mantos que desfilaram por anos nos campos. Lembro que uma das primeiras que vi, foi por volta de 2004, foi uma do São Cristóvão. Toda branca, manga comprida e a gola em V, com gola e cadarços. Fiquei de boca aberta. Camisa linda!

Muitos podem discordar de mim, mas a camisa do Juventus, da Mooca, é uma das mais bonitas! É pena que o futebol moderno obrigue aos clubes colocar patrocínios em suas “bandeiras” de jogo. Outra camisa que acho linda – e, para mim, a mais linda do Rio – é a do Botafogo. Ela chega a ser elegante! Mas, como todas, precisa ter espaços publicitários comercializados.

Poucos vão lembrar, mas a camisa da seleção brasileira, num breve espaço de tempo, chegou a ter patrocínio. Da Pepsi. Que coisa feia! Não pelo patrocinador, claro, mas pela mácula ao manto, até então, tri-campeão do mundo. Há coisa de dois anos, em tratativas com gestores de fut7 do Japão, descobri que a Athleta é fornecedora de material esportivo naquele lado do planeta. Fiquei de bobeira! Uma das primeiras marcas a apostar no futebol, uma marca brasileira, não tem espaço em sua terra. E olha que foi ela, justamente, ela, quem forneceu os uniformes da seleção acima citada, que conquistou o mundial no México, em 1970.

Há poucos dias, vi uma jovem, de seus vinte anos, na rua, com uma camisa retrô do Flamengo, número 10 às costas. Não sei se ela tem consciência do que ela carregava, como não sei se um jovem, usando uma camisa retrô do Santos, tem. Como não sei se o fazem por modismo, por ser descolado. De qualquer forma, essa moda é o que ajuda a manter nosso tão maltratado futebol vivo. Ainda mais em tempos de clubes-empresa, a tendência é que, a cada dia mais, marcas tradicionais sumam, justamente por estarem presas ao passado, principalmente, se falarmos de seus estatutos arcaicos. Hoje, o São Cristóvão está no que seria a quarta divisão fluminense, assim como o Olaria, que revelou jogadores como Romário, está na terceira. E, seguindo nesses passos, essas camisas, em breve, serão relíquias, guardadas em algum canto da casa, amareladas. Ou, com sorte, terão alguém com o coração saudoso que fará a homenagem de revivê-las para quem não as conheceu.

ET: Uma única reivindicação: que sejam feitos tamanhos maiores para pessoas que têm demanda tanto vertical, quanto horizontal.

@fabiobiao21

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