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Palmeiras massacra River na Argentina e fica a um passo da final

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            Incrível, épico, inacreditável. Faltam adjetivos para descrever a noite palmeirense em Buenos Aires. Enfrentando o time mais vitorioso da América Latina nos últimos anos, o Palmeiras teve uma atuação quase perfeita e está muito, mas muito perto de sua quinta final de Libertadores.

            Abel decidiu mudar um pouco as coisas para o jogo decisivo, e optou por um meio campo mais marcador, com três volantes. Dessa maneira, o Verdão entrou com três jogadores formados por sua academia no setor: Danilo, Gabriel Menino e Patrick de Paula. Luan, divulgado como titular, sentiu a lombar no aquecimento e foi substituído por Empereur. O River entrou com força máxima e contou com o retorno de Casco na lateral esquerda.

            Apesar do resultado elástico, o início de jogo foi extremamente complicado. O River Plate de Gallardo começou em cima, pressionando desde o minuto inicial. Explorando o lado direito, o time argentino atacou muito nos minutos iniciais, e teve pelo menos duas boas oportunidades. Na primeira, Borré chutou por cima, mas na segunda, Weverton salvou o Verdão com uma defesa espetacular à queima roupa. O lateral direito teve um início complicado e tinha dificuldade nos duelos individuais.

            Observando a situação, Abel recuou Gabriel Menino e Scarpa pelos lados do campo, ordenando que impedisse a subida dos laterais do River. Com isso, a pressão começou a cessar. E, logo no primeiro ataque perigoso, o Palmeiras conseguiu chegar ao gol! Patrick de Paula deu belo passe por elevação para Marcos Rocha, o lateral cruzou para o meio da área e Armani saiu esquisito, afastando direto para os pés do iluminado Rony. O ponta dominou e chutou forte cruzado para balançar as redes do time argentino.

Iluminado. Rony chegou ao quinto gol na Libertadores – Foto: Divulgação

            Se existia um momento perfeito para sair o gol, era esse. Logo após ajustar a marcação, o Palmeiras conseguiu um tento importantíssimo. O gol desestruturou o time argentino, que começou a dar ainda mais espaços ao Verdão. Aproveitando o River grogue, quase o Palmeiras marcou novamente. Rony recebeu lançamento em profundidade e acionou Luiz Adriano em velocidade, mas o atacante saiu um milésimo de segundo atrasado, ficando impedido. Na sequência do lance, o atacante achou Scarpa sozinho no meio da área. O meia chapelou o goleiro Armani e empurrou para o gol vazio, mas nada valeu.

            Apesar do bom momento, o River ainda assustava atacando pela direita, e teve boas oportunidades ainda no primeiro tempo, mas o placar se manteve o mesmo. As duas equipes voltaram iguais, mas o Verdão parecia ligado no 220 na segunda etapa, e logo no começo ampliou o placar.

Após rápida troca de passes entre Patrick de Paula e Danilo, Luiz Adriano segurou rojas com o corpo, girou em cima do zagueiro e, tendo em o campo inteiro para correr, avançou e chutou com categoria por baixo do goleiro para estufar as redes. Com o segundo gol, o River, que já parecia nervoso, se desestruturou completamente. Nervoso em campo, o time tinha dificuldades tanto na fase ofensiva quanto defensiva, e parecia mais próximo de tomar o terceiro gol do que diminuir.

Assim como contra o América, Luiz Adriano marcou mais um gol de extrema categoria. Foto: Divulgação

            Logo após o gol, quase uma mais uma pintura palestrina. Danilo dominou na entrada da área, tirou dois defensores com dribles curtos e rolou para Patrick de Paula, livre, fuzilar para belíssima defesa do goleiro Armani. Aos 58, a tarefa ficou ainda mais fácil. Carrascal perdeu a cabeça e agrediu Gabriel Menino com um pontapé por trás no meio de campo. É importante ressaltar que o garoto havia dominado uma bola alta de letra minutos antes, irritando bastante os argentinos.

            O pesadelo do River, que parecia não ter fim, ganhou mais um capítulo logo em seguida. Na própria falta da expulsão, o Verdão chegou ao terceiro gol e matou a partida. Gustavo Scarpa cruzou com perfeição para Viña, que cabeceou sozinho com estilo no cantinho de Armani, que nada pôde fazer.

Viña teve atuação destacada e impediu que River criasse perigo pelo lado esquerdo da defesa alviverde – Foto: Divulgação

            Com o terceiro gol, um jogador a mais, e o placar praticamente definido, o Palmeiras recuou as linhas e esperou o River, que tinha muitas dificuldades para atacar. Abel também optou por preservar alguns dos principais jogadores que já haviam recebido o cartão amarelo, como Danilo e Patrick de Paula.

            A estratégia quase rendeu frutos. Desesperado por um gol, o River deixou a defesa extremamente exposta e propícia para os contra ataques alviverdes. Em duas arrancadas pela direita, o Verdão quase chegou ao quarto gol. No primeiro lance, Breno Lopes recuperou a bola no meio de campo, avançou com velocidade e rolou para Gabriel Menino na direita. O garoto chutou forte cruzado, mas Armani, com bela defesa, impediu que a goleada se concretizasse. No segundo lance, Gabriel Menino recebeu com espaço pela direita e cruzou com perfeição para Willian na pequena área, mas o atacante acabou errando o tempo de bola e perdeu um gol inacreditável.

            Nos minutos finais, o River buscou ainda mais o ataque, mas não tinha forças para levar perigo ao gol alviverde. Com o resultado, o Palmeiras pode perder por até dois gols de diferença em casa que avança para a finalíssima no Maracanã, no dia 30.

            Foi uma atuação quase perfeita do Palmeiras, que soube se adaptar aos momentos da partida e, com uma maturidade impressionante para um time tão jovem, destruiu o experiente River Plate quando pôde. Gabriel Menino, Danilo e Patrick de Paula dominaram o setor de meio de campo com muita vitalidade e qualidade. O primeiro, inclusive, é possível dizer que conseguiu até mesmo desestruturar o time argentino mentalmente. Catimbeiro, conseguiu enervar o time argentino e “cavou” a expulsão de Carrascal.

            Numa atuação tão boa, é até injusto destacar apenas os meninos. Weverton, como sempre, apareceu quando o momento pediu e impediu o River Plate de abrir o placar no começo da partida, quando o River pressionava. Gomez e a surpresa Empereur, também foram excelentes, vencendo quase todos os duelos. Viña, extremamente sólido defensivamente, foi coroado com um belo gol de cabeça. Marcos Rocha, apesar do início complicado, melhorou bastante quando Gabriel Menino passou a ajuda-lo no setor. Scarpa, apesar de ter participado pouco, deu bela assistência e ajudou muito no momento defensivo. Rony, iluminado e participativo como sempre, foi determinante com o primeiro gol, e Luiz Adriano demonstrou a sua usual categoria para ampliar o placar e dar ainda mais tranquilidade ao time no início da segunda etapa.

Muralha! Weverton salvou o Palmeiras novamente em momento delicado. – Foto: Divulgação.

            É uma noite memorável, histórica, mas o Palmeiras não pode deixar a guarda abaixar para a partida de volta. O River Plate de Marcelo Gallardo não é bicampeão da América a toa, e qualquer vacilo pode devolver os argentinos para a disputa. É preciso entrar com concentração máxima para carimbar de vez a vaga para a grande final.

            O Palmeiras agora se prepara para enfrentar o Sport na Ilha do Retiro no próximo sábado pela 28° rodada do Brasileirão. O Verdão deve optar por um time misto ou até mesmo reserva, tendo em conta que daqui a uma semana recebe o River em casa para o segundo jogo da semifinal.

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