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Não cancelem o Vasco

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Créditos:

@alexcalheiross

Algumas expressões pululam o inconsciente coletivo na atualidade. No futebol uma das mais comuns para o momento é sinônimo de acomodação, conformismo e incapacidade de indignação. Claro que tudo isto, na esmagadora maioria dos casos, restringe-se ao mundo virtual. Os revolucionários de sofá fazem da internet uma verdadeira batalha campal digna de causar inveja aos mais famosos gladiadores medievais.

“Passar pano” virou acusação séria e “passador de pano” ofensa grave. Beira xingar a mãe ou chamar o sujeito para porrada. Mas quem é quem nesta história? Em resumo significa dizer que os supostos porta vozes, pseudo formadores de opinião ou até mesmo os eleitos a representantes de alguma coisa tem obrigação de agir conforme a opinião alheia. Por esta razão são alvos de duras críticas e são cobrados por atitudes que em boa parte dos casos extrapolam os limites da racionalidade.

Dedo na cara virou moda e a partir daí a moralidade online transforma qualquer relação em verdadeiras orgias. Vive-se a promiscuidade do mau-caratismo e a metralhadora segue apontada para a cabeça de quem pensa diferente. Do envolvimento financeiro até conchavos estapafúrdios vale qualquer tipo de insinuação. Para os donos da verdade o que vale mesmo é a ofensa sem pudores e limites. E se isto gerar “memes” ou provocar uma avalanche de likes então, a treta ganha status de subcelebridades. É a cereja do bolo da turma. Mas vejamos como funciona tal prática…

Para isto tenhamos o Club de Regatas Vasco da Gama como exemplo. Não é de hoje que a politicagem sórdida atravanca o andamento da instituição. As brigas vem desde os primórdios e sempre fez parte da essência cruzmaltina. O imbróglio atual é apenas mais um dos muitos que permeia as últimas discussões por aí. A novidade, no entanto, se é que dá para dizer que se trata de uma, é a incapacidade de discernir e avaliar qualquer situação sem a cegueira da paixão. E não falo do amor pelo clube não. Falo da idolatria cunhada por frases de efeito, pelo desconhecimento e principalmente pela superficialidade sobre o assunto.

Das promessas que se crê a verdade vai depender de quem as pronuncia. As críticas vorazes vão depender se elas são direcionadas ou não ao preferido. Por fim as ações, que em muitas oportunidades sequer foram definidas e muito menos colocadas a prova, são previamente contestadas se a origem vier do “inimigo”. O que vale para um pode não valer para o outro se o outro estiver do mesmo lado que eu. O Vasco segue assim em oposição a ele mesmo.

Ah sim! E antes que me “cancelem”, que me chamem de “passador de pano” ou “isentão” vale o registro: considero fundamental que cada um se posicione a partir das próprias convicções ideológicas e não por adoração pura e simples. Questionar de dentro para fora ajuda a entender o outro. “Cagando regra”? Não! Apenas propondo pensar fora da bolha.

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