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ALAMBRADO: fut7, nossa cachaça

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O antigo futebol society cresceu, mais ainda pode mais

Você pode não associar o nome à pessoa, mas conhece, conhece quem conhece e até gosta. Estou falando de fut7. Pode ser que você o conheça com o nome de “society”. A modalidade esportiva mais praticada no país, ainda anda no anonimato para muitos e no amadorismo – no bom e no mau sentido da palavra – para todos. Há quem condene a existência de inúmeras ligas de bairro. Eu não condeno. Acho que é oportunidade de trabalho para muitos – os donos de ligas e de campos, árbitros, mesários etc. Mal comparando, é como se você escolhesse um produto. Vamos usar um bar como exemplo. Você escolhe uma ida ao bar considerando diversos fatores: proximidade, estacionamento, chope gelado, porções bem servidas, preço, ambiente. O mesmo se dá na hora de colocar o seu time para jogar uma competição. Estado do campo, facilidade de acesso, horários, prêmios – em dinheiro, troféus, vagas para competições nacionais.

Tendo isso definido, cada um sabe de si. Não se pode condenar quem joga ou deixa de jogar em determinado lugar. Cada um sabe de seus objetivos e limites. Porém, o esporte pode crescer mais. Ainda há muito mecenato e isso atravanca politicamente e, quem sabe, até desportivamente alguns processos. 2020 acaba e já há empresas de eventos de fut7 com calendário divulgado para 2021. Eu sempre falo sobre isso. Há que se ter planejamento! Se o planejamento vai acontecer exatamente como foi traçado é outra coisa. Mas, há que se ter um norte. Lembro da época da faculdade. O professor de mercadologia explicando que uma empresa aérea (esqueci qual) tinha um plano estratégico para cem anos. Isso. 100 anos! Este plano iria acontecer? Claro que não. Mas, os funcionários sabiam para onde ir, ao menos, nos próximos cinco.

Final da Liga Itaboraí 2020 (foto: Henrique Schmidt)

Eu aprendi a gostar de fut7 desde meu primeiro programa, em 2008. É uma cachaça. E fui defensor, durante algum tempo, de que houvesse uma unificação. Mas, já descobri que ela não existirá. É mercado. Pode haver fusões, aproximações, boas relações. Mas, unificação, não. As divergências são grandes. Os interesses são reais. Há pessoas querendo pegar carona em bons trabalhos, feitos por quem está comendo grama e tomando sol na cabeça há muito, acreditando que inventaram a pólvora. Mas, só quem vive à beira do campo – e, nesse quesito, me permito inserir o pessoal das transmissões – sabe como é.

Enfim, essa é a nossa cachaça. Está servida e somos apreciadores. São muitos os alambiques e os melhores terão seu lugar à mesa. Porém, sempre haverá aquela escondida, num canto, esquecida, que também terá quem a queira beber.

@fabiobiao21

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