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2020: do início ao fim, dentro e fora de campo, um ano para se esquecer no Sport

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Créditos: (Foto: Anderson Stevens / Sport Club do Recife)

O Sport se despede de 2020 com uma derrota simbólica em sua última partida. Um 1×0 para o Goiás, até então lanterna do Campeonato Brasileiro, que pode até não ter tido tanto impacto a nível de classificação, uma vez que a rodada ajudou e o Leão encerrou o ano fora da zona de rebaixamento. No entanto, um resultado e uma atuação que muito condizem com o que foi o ano do Leão.

O planejamento…ou a falta dele

Tudo começa nos erros da gestão: deixando a desejar na relação com o torcedor, na transparência das decisões e fazendo um planejamento fraquíssimo no início da temporada, onde foi montado para um ano de disputa da primeira divisão um elenco inferior ao que jogou a Série B em 2019. Sem reforçar a defesa, perdendo o principal jogador do ataque e não repondo à altura, contratando muitas apostas e pouquíssimos jogadores com status de titular, além de não fazer esforço para trazer Diego Souza, que demonstrava interesse em baixar a pedida para ser repatriado. O clube plantou más escolhas e naturalmente colheria resultados negativos em campo.

O início com Guto Ferreira

O técnico Guto Ferreira, que havia comandado a equipe no bom ano de 2019, optou por um rodízio no elenco entre o Campeonato Pernambucano, onde acionou reservas e atletas da base, e Copa do Nordeste, onde escalava os titulares. Porém, não obteve nem bons resultados e nem apresentações consistentes em nenhuma das competições, gerando críticas por parte da torcida e chegando à gota d’água na eliminação para o Brusque, já na primeira fase da Copa do Brasil.

Novamente como ”bombeiro”, Daniel Paulista assume

Daniel Paulista foi escolhido para ser o sucessor do cargo, saindo de um ótimo trabalho no Confiança e assumindo um time em situações de incerteza para classificação no estadual e no regional, o que o levou a pôr fim no rodízio. Em campo, uma evolução muito pequena e resultados que reforçavam o caos fruto de um planejamento mal feito: eliminação inédita na primeira fase do Pernambucano, que fez o Sport a disputar o quadrangular do rebaixamento – onde se livrou sem sustos – e queda nas quartas de final da Copa do Nordeste, após uma boa, porém insuficiente atuação diante do favorito Fortaleza.

Enfim o Leão chegava ao seu maior desafio: o Campeonato Brasileiro. Sob muita desconfiança, estreou com o pé direito ao bater o Ceará por 3×2, mas logo caiu no esperado roteiro de maus resultados devido à falta de qualidade da equipe, acumulando um empate suado contra o Atlético-GO e derrotas apáticas frente a Vasco, Santos e São Paulo. Diante disso, Daniel só durou no comando técnico até a quinta rodada.

A era Jair Ventura

Chegava então Jair Ventura, com uma proposta ideal para aquilo que seu limitado elenco oferece: pouca posse, muita marcação, um jogo fechado, reduzindo os espaços para os adversários. Só assim os Rubro-negros conseguiram ter competitividade, chegando a marca de quatro vitórias seguidas e respirando longe do Z4 por um tempo.

Contudo, ter encontrado o modelo de jogo ideal para um time não o faz deixar de ser limitado, e numa competição longa, a limitação dá as caras mais cedo ou mais tarde. O Sport teve duas sequências de quatro derrotas seguidas e voltou para a parte de baixo da tabela. A falta de qualidade ofensiva se aliou à falta de sorte quando o atacante Leandro Barcia, titular absoluto, rompeu os ligamentos do joelho e ficou fora da temporada, e se aliou à falta de competência na eminente saída do melhor jogador do time no Brasileirão, Lucas Mugni, por não cumprimento de cláusulas contratuais por parte do clube. Tal fraqueza no ataque pode ser refletida no fato de que os leoninos conseguiram buscar o empate em apenas dois dos quatorze jogos em que saiu perdendo, além de não ter conseguido virar nenhum jogo no ano inteiro.

Como dito no início do texto, o ano encerra com simbólico o revés para o Goiás por 1×0. Uma derrota, para ilustrar o caos que foi 2020 na Ilha do Retiro. Contra um adversário fraco, para ilustrar o baixo nível de competitividade leonino. Sem marcar gols, para ilustrar a falta de competência ofensiva, das peças e da montagem do elenco. E deixando o time a um ponto do Z4, para ilustrar a situação de apuros em que o Sport se encontra. Que 2021 seja diferente.

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