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Administração & Futebol: Repensando o departamento de futebol do Bahia.

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O texto de hoje será sobre Administração x Futebol. Para quem não sabe a área da administração ela é ampla, podemos dizer que é um verdadeiro guarda-chuva (Instituição/Esporte Clube Bahia/presidência e vice) e que nas pontas desse guarda-chuva está o (departamento de futebol/ demais departamentos/gerências/setores/subsetores). Um presidente de um clube é responsável por absolutamente todos os setores, departamentos e tudo que ocorre dentro da instituição esportiva (veja o organograma do Bahia – organograma é a divisão organizacional, ou seja, como a empresa é dividida), assim como na administração, para um bom  gerenciamento de um clube de futebol é preciso escolher de que maneira conduzir administrativamente o clube, para obter a eficiência de maneira geral, ou seja, em toda a organização.

O futebol ele está longe da administração? Não, e qual a premissa da administração? Planejamento, Organização, Controle e Execução. Olhando hoje para o Bahia, o que seria estar bem administrativamente? Seria a divisão como hoje ocorre de financeiro/administrativo x departamento de futebol? Não, porque como eu disse anteriormente, a administração é ampla e envolve todo o guarda-chuva e seus sub-guardas-chuvas, isso significa que o fato de estar bem de um lado, não quer dizer que o outro também não possa estar bem, e se existe um lado mais forte que o outro, significa que não está tendo a eficiência necessária para dizer que administrativamente o clube vai bem, já que a avaliação é feita de modo geral, com todos os setores e departamentos da instituição.

A boa administração/gerenciamento não pode passar pela escolha apenas de um lado para estar bom e sim conseguir trabalhar com eficiência em todos os lados, se tratando de um clube de futebol é conseguir o equilíbrio/eficiência entre finanças e resultados em campo, além dos outros departamentos. E o que está dando errado no Bahia? O Bahia de maneira “centralizada” está visando mais a parte administrativa financeira e não dando a devida importância para o lado do futebol, eu não estou dizendo aqui que o Bahia não se preocupa com o futebol, okay? Estou dizendo que existe no clube uma centralização que não permite uma eficiência em todos os setores. E isso é bem visto quando o presidente justifica o pífio futebol com as finanças do clube, ora bolas, torcedor não quer um clube bom apenas nas finanças e péssimo em campo, cadê o equilíbrio? De que adianta organização nas finanças se os valores investidos não são/estão refletidos em campo? Isso inclusive mostra que existe uma falha também nas finanças, pois a organização não está atingindo o objetivo principal que é em campo, ou seja, estamos gastando dinheiro com um elenco fracassado e isso influencia totalmente nas finanças do ano seguinte do clube.

Na administração temos diversas formas de gerir, diversos tipos de teoria, de líderes, de planejamentos e fórmulas “mágicas”, mas que nem sempre funcionam na realidade. Olhando o organograma do Bahia é possível perceber que ele é bem organizado e pautado na departamentalização (significa que existe um departamento para cada área específica), além da “centralização” de polos principais. Mas que no final cabe ao presidente e vice tomar as decisões, pois eles são as autoridades principais. Aqui o foco vai ser dividir em dois polos, que é como vejo o Bahia na atualidade, são eles o departamento de futebol de um lado, e os demais departamentos do outro lado que vamos chamar de administrativo (que engloba o financeiro, comercial, jurídico, comunicacional e outros).

FONTE: E.C. Bahia (Clique para visualizar melhor)

Não adianta o Presidente Bellintani e o vice Vitor Ferraz sair por aí falando aos quatros ventos que conseguiram reorganizar o Bahia financeiramente e tal se essa reorganização para apenas nessa estância. O torcedor é passional, para ele não importa como vai estar a estrutura do clube em si, ele quer apenas ganhar os jogos, os títulos e não ser rebaixado. Inclusive aqui entra o imediatismo geral do torcedor e que muitas vezes o clube compra isso e age de maneira incorreta, e é aqui também que presidentes e dirigentes precisam jogar limpo com o seu torcedor a respeito do planejamento anual do clube. E como fazer isso? Com termos técnicos não é possível, falar apenas em planejamento sem que esse planejamento seja mostrado em campo é difícil, pois gera exatamente a seguinte dúvida: “Será mesmo que tem planejamento?” Sendo mais positiva, “e que planejamento é esse, aquele feito no final ou início do ano e que não são moldados ao longo do percurso?” Se for assim, vamos parar tudo agora e volta para refletir.

Por que o Bahia consegue se “reorganizar” financeiramente e não consegue atingir esse êxito no futebol? Talvez seja porque falta ao departamento de futebol a filosofia de como jogar, a filosofia de nortear o trabalho que será planejado e posteriormente executado no decorrer dos anos em todos os níveis do futebol no clube. E quando eu digo sobre filosofia de jogo vai muito além de uma única partida, vai desde a base até o nível profissional da equipe, é uma filosofia do clube em si, onde os profissionais vão ser contratados com base nisso. E que podem passar diversos profissionais e atletas e ainda assim saberemos qual é a filosofia do clube. Ex: O setor de comunicação quer trabalhar estrategicamente para que a Marca do clube seja mais vista na sociedade, com base nessa filosofia de estratégia, os líderes vão contratar os colaboradores capacitados e que sejam estratégicos, e esses colaboradores em conjunto com o seus liderados vão fazer um planejamento com estratégias e filosofias do Marketing para atingir esse objetivo. Já o departamento de futebol não tem isso de filosofia, e se tiver, ninguém sabe qual é. Me respondam com toda sinceridade, qual a filosofia do Bahia hoje? Até hoje eu não sei, desde a base até o profissional vemos jogadores desorganizados, que malmente sabem suas posições em campo, quanto a parte técnica de jogar ofensivamente, defensivamente ou outros modelos não existem, em um jogo está na retranca, no outro está entregue e por aí vai. E isso é um dos principais fatores que não resolvem o problema do futebol no Bahia, não é técnico, é problema gerencial.

Peço licença para trazer agora pontos em que acredito ser o início de uma solução para o departamento de futebol do clube obter êxito:

1º) Definir a filosofia que o clube quer ter para ser trabalhado dentro de campo, seja ele da base ao profissional, respeitando sempre a idade e a maturidade da equipe, no caso sendo ofensivo, defensivo ou outras teorias esportivas existentes. Aqui não falo de mesmo esquema tático no Sub-15 com base no que é feito no Profissional. Já sabemos que no Brasil essa cultura a lá Barcelona e outros clubes não consegue ser implementada a risca. O próprio Dado Cavalcanti fala isso em uma entrevista ao jornalista Elton Serra. Falo de trazer uma identidade, que independente do esquema é possível ver similaridades desde as categorias menores até o time principal.

2º) Contratar profissionais com base nessa filosofia, porque não vai adiantar querer que o time jogue ofensivamente e contratar técnicos e profissionais retranqueiros, só aí já começa o conflito e falha no casamento, além de contratar profissionais que vão ajudar os jogadores a desenvolver as habilidades necessárias para que se obtenha êxito na filosofia escolhida. Para que essa filosofia de fato seja “plantada e regada” é necessária uma constante conexão entre os treinadores de todas as categorias, principalmente para dividirem experiências e trabalhos voltados a modelo de marcação, jogadas aéreas e movimentos ofensivos do time fora da jogada com a bola.

3º) Montar um elenco que também case com a filosofia não só de jogo como também a filosofia do clube em ser um time inclusivo, parar de querer refúgios, e principalmente que estejam dentro da realidade financeira do clube, ah, mas não é porque tem pouco dinheiro que precisa trazer os “Clayson” da vida, tá? Além de olhar a base com mais carinho e reestruturá-la com base na filosofia escolhida. Cadê o que foi dito tempos atrás de buscar jogadores “Com fome de jogar”? Algumas contratações se mostraram “de barriga cheia” até demais.

4º) Apresentar o projeto, as metas, as propostas e trabalhar duro para conseguir atingir todos os objetivos. E se por algum motivo o planejamento inicial não der certo, mude-o rapidamente, e aí entra o acompanhamento contínuo da programado X executado, não permita que a demora ao tomar decisões sejam responsáveis por afundar ainda mais o time. Esse está exclusivamente voltado para planejamentos anuais ou semestrais.

Importante ressaltar aqui também aos críticos das ações sociais do clube, percebam no organograma que o departamento de futebol só diz respeito ao futebol do clube, da base ao profissional, nele não inclui departamento de Comunicação e consequentemente não tem como ter relação no resultado apresentado em campo. Então, palavra como time da “lacração” não faz sentido algum, já que as ações estão relacionadas a comunicação do clube, e a comunicação não entra em campo, tão pouco ganha ou perde jogo.

Obs: Não incluí a contratação de um diretor de futebol, pois vi no twitter (clique no tweet abaixo para ver o fio completo) que o clube irá fazer uma reformulação no departamento de futebol, que inclusive nesse momento encontra-se desfalcado já que Dado atualmente é o técnico da equipe principal. Independente de que maneira seja feita a reformulação, trazer profissionais qualificados e que case com o que o Bahia quer, é essencial para atingir todos os objetivos, dos específicos aos gerais.

Então gente, por hoje é só, inicialmente foquei apenas no departamento de futebol por perceber que é lá que está concentrado as maiores falhas do clube atualmente. Se gostou, compartilha com todo mundo. E se discorda de algum ponto, deixa seu comentário e fala o que achou do textão e minha visão.

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