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Declaração de Andrés sobre impeachment: nada além de uma ironia

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Créditos: Divulgação/Corinthians

Notabilizado por declarações polemicas desde que surgiu aos olhos da mídia esportiva como vice de futebol corinthiano, já no final da era Alberto Dualib, Andrés Sanchez sempre fez questão de dizer a amigos e pessoas próximas ser avesso a jornalistas.

Ironicamente, se há algo que os 13 anos de ‘dinastia’ do ainda mandatário alvinegro deixam claro, além de sua incompetência administrativa, é o quanto Andrés sabe se aproveitar do trabalho dos profissionais de quem costuma desdenhar para ganhar palco, distribuir recados e se manter sob os holofotes.

O barulho da vez saiu de uma entrevista concedida pelo presidente ao GE, que levará ao público, na próxima semana, uma reportagem especial sobre a trajetória de Sanchez à frente do Sport Club Corinthians Paulista.

Durante um bate-papo, o ‘todo poderoso’ do Parque São Jorge “confessou” que merecia ter sofrido um impeachment por conta da contratação do meia Franzinho, que aos 27 anos foi integrado à equipe sub-23 corinthiana.

Mas não se surpreendam.

Ao que parece, a declaração não faz parte de um exercício de consciência de Andrés, que – ao seu melhor estilo – apenas se aproveitou do espaço lhe concedido para debochar dos opositores.

Entre eles o pai do aspirante a atleta acima citado e conselheiro do clube, Fran Papaiordanou, que mesmo após ter o filho contratado pelo agora ‘ex-camarada’, optou por apoiar a candidatura de Mário Gobbi na eleição que elegeu Duílio Monteiro Alves, candidato da situação, o próximo presidente do clube.

Esclarecido o contexto da polemica levantada por Andrés, podemos chegar a uma óbvia conclusão mediante a desfaçatez com que o próprio detalhou o “processo” da contratação do ‘garoto de meia idade’: nas mãos do grupo que ostenta as palavras “renovação” e “transparência” a cada pleito, o departamento de futebol amador corinthiano tornou-se um verdadeiro balcão de negócios escusos.

Pivô do caso Franzinho, o sub-23 do Corinthians escancara a forma criminosa com que as coisas são tocadas nos bastidores do heptacampeão brasileiro.

De acordo com um levantamento do site Meu Timão, 13 dos 35 jogadores sob contrato na categoria sequer foram utilizados na temporada de 2020.

Dentro de campo, números pífios e atuações estarrecedoras ajudaram a reforçar a ideia de que o projeto tem como único objetivo atender aos interesses de parceiros e empresários.

Se Andrés tornou público somente um dos motivos que poderia levá-lo a ser afastado do cargo por falta de repertório, a fiel poderia lhe sugerir outros 1910 se consultada.

Em meio a uma série de processos trabalhistas, o imbróglio de uma arena que sempre representou mais problemas que solução, quase 1 bilhão em dívidas e um elenco profissional que nem de longe justifica a folha salarial de 12 milhões de reais, Duílio, o pupilo da vez, assume a cadeira no próximo dia 04 de janeiro.

Difícil imaginarmos que o “padrinho” e principal articulador de sua campanha não seguirá dando as cartas internamente, tamanha a vaidade do responsável por essa e outras tantas bravatas.

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