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Vamos tentar falar do jogo?

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Créditos: Fotomontagem: Rafael Ribeiro e Alex Calheiros

@alex-calheiross

Calor escaldante no Caldeirão. Mais do que nunca o apelido fez sentido. Dentro e fora de campo a temperatura em São Januário nunca refresca. Segue altíssima. Em meio ao caos o Vasco mantém-se em busca da sobrevivência. No último domingo, 20, com gol de Carlinhos, o gigante da Colina mostrou mais uma vez a sua força e conseguiu bater o poderoso Santos em jogo válido pela 26ª rodada do Brasileirão. Com a vitória a equipe de Sá Pinto ganhou novo fôlego para brigar por uma posição menos incômoda na tabela.

Por outro lado, surpreendentemente, nas redes sociais o jogo em si dividia as atenções dos torcedores com a guerra política no clube. No universo paralelo cruzmaltino muitos deles seguiam o mantra tenebroso que a politicagem cancerígena oferece desde sempre. Nem mesmo o triunfo sobre um semifinalista da Libertadores foi o suficiente para diminuir a tensão. Parece mentira, mas não é, infelizmente. Voltemos ao jogo.

O Vasco não fez uma grande partida se compararmos com um outro memorável momento que acontecera há 20 anos e que nos valeu o título da Mercosul. Também pudera: não cabe mesmo qualquer comparação, porém vale o registro. O grupo do técnico português mostrou uma disposição tática diferente, embora ele mesmo tenha afirmado durante a coletiva de imprensa que foram as características dos atletas em campo que provocaram esta sensação. “Não mudei o esquema!”, afirmou o professor. Verdade. Juninho, inexplicavelmente sem chances durante boa parte do campeonato, entrou e encaixou melhor no time. Defensivamente também o Vasco foi bem e o xerife Leandro Castan, contestado nos últimos jogos, voltou a atuar com segurança.

A disposição não foi apenas tática. Debaixo de um calor infernal o Vasco, a sua maneira, soube controlar as ações, teve as melhores chances e mesmo diante de um adversário mais qualificado conseguiu segurar o resultado construído logo aos 9 minutos do primeiro tempo em uma boa trama iniciada por Germán Cano (sempre ele). O argentino enxergou o garoto Vinícius que percebeu a passagem de Leo Mattos pelo lado direito de ataque. O lateral foi ao fundo e cruzou na medida para o tiro certeiro de Carlinhos. A vantagem deu ao Vasco a tranquilidade e a confiança que a equipe precisava. Ao Santos coube buscar o empate. O Peixe, mesmo com mais posse de bola, somente conseguia ameaçar por meio do jogo aéreo e na maioria das vezes com as bolas paradas. Os times foram para o intervalo desta forma.

No segundo tempo, no entanto, a pressão santista aumentou. Cuca mexeu no time e apostou ainda mais nas bolas alçadas para a área. Ricardo Sá Pinto, por sua vez, ao perceber a estratégia dos paulistas reforçou a linha defensiva e voltou a atuar com três zagueiros. Marcelo Alves entrou na vaga de Juninho e o gigante santista Marcos Leonardo de 1,93cm, que havia entrado para tentar levar vantagem nas bolas cruzadas, não conseguiu mais levar perigo a meta de Fernando Miguel. O Vasco se retraiu e sofreu. Criticado pela mudança tática, Ricardo Sá Pinto justificou a mudança ao reconhecer a superioridade do adversário, principalmente depois das entradas de Marinho e Soteldo.

Os três pontos foram fundamentais para a sequência da competição. De fato o Vasco soube jogar o jogo. Foi cirúrgico. Vale ressaltar ainda que, além da importante conquista, uma cena chamou muita a atenção de quem acompanhou a partida. Após o apito final do péssimo árbitro Ricardo Marques o treinador vascaíno distribuiu abraços em seus comandados. Prova de que o grupo está fechado. Diferentemente de parte da torcida que segue, assim como os políticos do clube, colocando o time em segundo plano, o gesto e o comportamento do jogadores nos enchem de esperança de que dias melhores virão. A fuga do inferno é uma questão de tempo.

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