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Quem são os patrocinadores do Palmeiras?

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José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa é investigado pela Policia Federal e responde processos por estelionato e formação de quadrilha.

Lamacchia foi condenado pelo STF a pagar 500 milhões de Reais a uma faxineira aposentada envolvida no esquema criminoso sem saber.

A Crefisa tem como seu principal negócio emprestar dinheiro a aposentados e servidores públicos com o nome sujo a juros exorbitantes e com esse modelo de negócio o empresário fez sua fortuna. O capital financeiro da empresa era de 60 mil Reais em Dezembro de 2006, passando a 1,7 Bilhão em junho de 2015, um aumento de 2733%, no mesmo período o patrimônio liquido da patrocinadora do Palmeiras passou de 157,8 milhões de Reais para 2,56 bilhões de Reais, um aumento de 1522%.

O modelo de negócios da Crefisa é bem simples, os clientes aceitam a dedução da prestação em suas contas bancárias, o negócio não fecharia pois tem uma margem de inadimplência de 40% segundo o Banco Central do Brasil, mas com juros exorbitantes em renegociações de divida a lucratividade do negócio supera 840% ao ano.

Segundo o processo que corre no STF, José Roberto incluiu a faxineira Glória da Graça de Souza de 64 anos no quadro de sócios da Faculdade das Américas (outro patrocinador do Palmeiras), Glória só descobriu que era sócia da empresa após ser intimida pela Policia Federal. A suspeita é que ela tenha sido usada como laranja na operação.

De acordo com a revista Istoé, o empresário tentou afastar Glória da sociedade com a intenção de preservar seu patrimônio, superior a 3 Bilhões de Reias.

A Pandemia, a Crefisa e o Palmeiras

O Palmeiras tem um investimento assegurado pela Crefisa de 81 milhões de Reais, caso metas sejam atendidas esse valor passaria de 410 milhões de Reais até o fim de 2021, investimento garantido pelo patrocínio com Crefisa e Faculdade da Américas (a mesma do caso da faxineira), o cenário poderia ser preocupante para o clube, mas a forte indicação de que Leila Pereira pretende se candidatar a presidência Palestrina gera uma pseudo tranquilidade pelos lados do Palestra Itália, e ela não mede esforços para atingir seus objetivos, patrocinando desfiles de carnaval, conselheiros e qualquer um que possa ser um empecilho ao seu projeto megalomaníaco de se apoderar do Palmeiras.

Lamachia, por diversas vezes já admitiu que paga ao Palmeiras um valor muito maior que a média do mercado e grande parte da Torcida Palmeirese se questiona se é por uma questão de publicidade ou há alguma questão mais obscura nessa relação.

Temos uma situação bem estabelecida no Palmeiras, enquanto Leila tiver suas ambições políticas, o dinheiro no Palmeiras não faltará a questão que preocupa a torcida Alvi verde é: e o amanhã? O que poderá significar para o futuro do maior Campeão Nacional se a Crefisa se tornar credora do clube e Leila perder nas urnas?

Mustafá Contursi consegue vitória na Justiça em processo contra dono da Crefisa

Mustafá Contursi conseguiu na Justiça uma vitória sobre o antigo aliado e atual desafeto José Roberto Lamacchia, conselheiro e dono da Crefisa.

 A 32.ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) anulou a cobrança do valor de R$ 430 mil movida por Lamacchia.

Contursi, que preside o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e Suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas (Sindafebol), questionava a cobrança do valor ao justificar que o repasse do montante não foi um empréstimo, mas sim uma doação. O TJ-SP deu ganho de causa a Contursi. A decisão ainda cabe recurso.

O advogado do Sindafebol, Aílton Soares de Oliveira, sócio do escritório A. Soares Oliveira e Ponciano Advogados, afirma que a esposa de Lamacchia, Leila Pereira, confirmou por e-mail ter feito uma doação. “O Sindicato tem sua arrecadação e despesas submetidas ao Conselho Fiscal, sendo impossível que o representante legal recebesse empréstimo ou acordasse restituição de valores sem qualquer instrumento particular, e, ainda, sem assinatura conjunta do Diretor Financeiro ou Tesoureiro. É impossível acreditar que caso fosse empréstimo, Lamacchia como banqueiro, não fizesse contrato”, explicou.

O repasse do dinheiro foi em 2017, quando Contursi e o casal dono da Crefisa ainda mantinham boa relação. No mesmo ano, os dois tornaram-se rivais dentro da política do Palmeiras. O rompimento foi depois de Contursi ser acusado de vender para cambistas os ingressos dados pela Crefisa. O caso é alvo de investigação do Ministério Público, esse é mais um fato que mostra a guerra fria que está acontecendo no Palmeira.

Paulo Nobre x Leila Peireira

Nobre concedeu uma entrevista ao Programa Gazeta Esportiva da Rede Gazeta e abriu suas declarações com a seguinte frase. “Durante os dois anos em que convivi com esse casal, houve algumas situações extremamente desagradáveis, deselegantes e com uma má educação muito grande em relação ao clube. Nunca tive que externar isso porque tratei internamente, mas jamais deixei absolutamente ninguém se sobrepor ao Palmeiras”, disse, sem citar os nomes dos empresários.”

Paulo Nobre rompeu com seu antigo aliado Maurício Galiotte, por discordâncias em relação a Leila Pereira. O ex-presidente entendia que a empresária não cumpria os pré-requisitos para participar das eleições do Conselho Deliberativo, mas apoiada pelo atual mandatário foi eleita com votação expressiva.

“Tenho personalidade forte e diria que o marido dela também tem personalidade muito, muito forte. Talvez, pela quantidade de dinheiro que possui e pelo tipo de negócio que toca, ele está acostumado a chegar e dar ordens. Mas, no Palmeiras, não foi assim e, comigo na presidência, nunca seria. Talvez isso incomode um pouco algumas pessoas com nível financeiro muito fora da realidade”, disse Nobre.

“Obviamente, acho que qualquer presidente do Palmeiras deve levar bem a sério o patrocínio muito grande que essa empresa proporciona ao clube. Tem que ter sempre um respeito muito grande pelo patrocinador, mas a recíproca precisa ser verdadeira. Patrocinador não é co-gestor”, observou.

Escolhida conselheira contra a vontade de Paulo Nobre, Leila Pereira já pode participar das próximas eleições presidenciais do Palmeiras, marcadas para 2021. Já o ex-mandatário, que renunciou ao cargo de conselheiro vitalício, diz não ter planos de concorrer novamente.

“A quantidade de dinheiro que esse casal tem é uma coisa realmente fora da normalidade. Discordo plenamente quando alguém fala que a camisa do Palmeiras não vale os milhões que eles pagam. Eu acho que vale quanto se paga. Se alguém está pagando, tem algum interesse em estar pagando”, opinou Nobre, para a Gazeta Esportiva.

Lamacchia e o poder político

Não satisfeito diante das acusações em relação a FAM, Crefisa e polêmicas no Palmeiras, nada parece parar José Roberto Lamacchia.

O Dono da Crefisa, doou R$ 200 mil para a campanha de Covas. Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que a proibição de que empresas financiem as campanhas eleitorais, decisão que acaba de completar cinco anos, não eliminou a influência do poder econômico nas disputas, embora tenha restringido o seu alcance. Deixaram a arena eleitoral grandes bancos, empreiteiras e outras gigantes nacionais, mas fundadores e dirigentes de empresas de grande e médio porte continuam na lista dos principais responsáveis por direcionar dinheiro a candidatos.

Palmeiras tem dívida de R$ 170 milhões com a Crefisa pela contratação de atletas

O Palmeiras fechou nesta semana o orçamento do último ano com o superávit de R$ 1,7 milhão, mas por outro lado registrou um aumento de 19% na dívida com a Crefisa em comparação a 2018. Responsável por patrocinar a equipe desde 2015 e também por investir na compra de jogadores, a instituição financeira agora é credora de um empréstimo no valor de R$ 170 milhões. No fim de 2018 o valor da pendência era de R$ 142,6 milhões.

As contas do clube foram enviadas aos membros do Conselho Deliberativo nos últimos dias, já que não puderam ser votadas em reuniões presenciais pela precaução com o novo coronavírus. O documento obtido pelo Estado traz as informações financeiras do Palmeiras reunidas em 34 páginas e com o resumo completo de como foi a última temporada. A equipe alviverde arrecadou R$ 641,9 milhões. O segmento que mais rendeu dinheiro foi o de direitos de transmissão, com R$ 216,8 milhões.

Por outro lado, o Palmeiras teve despesas de R$ 640 milhões, das quais R$ 213,7 milhões foram para manter os salários do departamento de futebol. Em comparação ao exercício anterior, o ano de 2018, a equipe manteve uma estabilidade nos custos, porém teve reduções nas receitas. As maiores quedas foram em premiações, de R$ 33 milhões para R$ 21 milhões, e também na negociação de atletas. Após lucrar R$ 169 milhões com a venda de jogadores, o Palmeiras embolsou R$ 70,6 milhões em 2019.

Um outro trecho do balanço se dedica principalmente à pendência do clube para com a Crefisa, avaliada agora em R$ 170 milhões. Em janeiro de 2018 o Palmeiras e a empresa assinaram um termo aditivo sobre o formato da operação utilizada entre ambos para contratar jogadores com recursos vindos da patrocinadora. Ao invés de configurar como compras de propriedade de marketing, passou a ser um empréstimo com juros corrigidos pela CDI. O acordo foi refeito para se adequar a uma exigência da Receita Federal, que multou a Crefisa no fim de 2017 por considerar inadequado o formato utilizado anteriormente.

Quando houve a atualização deste contrato, o montante era estimado em R$ 120 milhões. O valor inclui diversas contratações de reforços, como Borja, Guerra, Lucas Lima, Luan, Bruno Henrique, Deyverson e diversos outros jogadores. O formato do empréstimo obriga o Palmeiras a devolver o valor recebido pelas vendas desses atletas em até dois anos após a saída para outras equipes, informações trazidas pela Revista Istoé.

O futuro dourado que muitos vislumbram para a Sociedade Esportiva Palmeiras, pode caminhar para um futuro nebuloso, talvez a torcida acorde quando já será tarde. É realmente preocupante o futuro do clube visto como exemplo por grande parte da opinião pública, sócios e torcida. Parafraseando Robert Heinlein, “Não existe almoço grátis”.

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