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Emoção, taquicardia e liderança garantida

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Créditos: Márcio Cunha/Chapecoense

Não tem jogo fácil na Série B, certo? Certo. O triunfo da Chape sobre o CRB na noite deste sábado (12) foi a prova disso. Precisando da vitória para manter a distância de quatro pontos para o América-MG, o Verdão enfrentou uma equipe alagoana determinada a distanciar-se da zona da degola e sonhar com o acesso à elite do futebol nacional.

O jogo começou aberto, com ambas equipes apostando na velocidade nas estocadas ofensivas e dando espaços ao adversário. Melhor para a Chape, que através dos pés de Mike abriu o placar com apenas 3 minutos de jogo. Após uma “tacada de sinuca” de Anselmo Ramon, coube ao camisa 17 do Verdão a tranquilidade para achar o canto do arqueiro Douglas e abrir o placar na Arena Condá.

Destemido, o CRB tentou reagir lançando-se ao ataque, e em uma bola esticada para Mike, o ponta da Chape encontrou Anselmo, que com bela finalização ampliou o placar aos 8 minutos da primeira etapa. Tal qual seu homônimo pugilista, Mike aplicava dois knockdowns no esquadrão alagoano, e tudo se encaminhava para uma vitória tranquila – e quiçá – uma goleada.

A Chape passou a dominar o CRB. O principal jogador da meia cancha alvirrubra (Wesley) não conseguia jogar. Muito bem marcado pelo volante Ronei (foto em destaque), as tentativas do Galo da Praia não surtiam efeito. Aliás, que partida de Ronei! Incrível a maturidade da cria da base da Chapecoense, que conseguiu “entrar na mente” do experiente Wesley, apesar dos seus 11 anos de diferença.

O Verdão levou a vantagem de dois tentos para o intervalo com a tranquilidade de não haver sofrido dois gols em casa em sequer um jogo da série B em 2020.

Mas o futebol meu amigo, é uma caixa de surpresas. De volta para a segunda etapa, o CRB, trajado de vermelho da cabeça aos pés, voltou com sangue nos olhos. Com Wesley invertido para o outro lado do campo, o rendimento do alvirrubro alagoano melhorou consideravelmente. Recuada, a Chape viu o adversário crescendo na partida. Desconcentrada e com um pênalti infantil, o Verdão deu a chance do adversário diminuir o placar. E assim foi. Com apenas 8 minutos do segundo tempo, o telão da Arena Condá mostrava 2×1. Assustada, a Chape seguiu dando campo para o Galo, e aos 29 o empate chegou através da cabeça de Lucão.

A Chape é quem parecia tonta, desnorteada. Louzer então resolveu mexer, e colocou Foguinho, Perotti e Tocantins em campo. Com o trio de ataque de fôlego renovado (contando inclusive com Roberto, que havia entrado minutos antes), o Verdão corria contra o tempo – e contra o fator psicológico – para buscar a vitória. E o terceiro gol veio. Em jogada individual de Foguinho, a bola pipocou dentro da área e sobrou na sua “perna boa”. Com um tapa consciente e colocado, a joia da base da Chape encontrou o ângulo do gol do CRB.

Importante ressaltar aqui que embora as trocas de Louzer tenham sido determinantes para o triunfo do Verdão, Foguinho não pode estar atrás de Roberto como primeira opção no ataque. Por A+B o menino já mostrou que precisa de uma sequência maior de jogos, pois dentro de campo tem demonstrado qualidade, inteligência e estrela em momentos decisivos. Teimosias do treinador alviverde podem vir a custar um possível título da competição.

Após o terceiro gol, a Chape fez o que sabe fazer de melhor: saber sofrer. Lançado ao ataque, o CRB tentou de todas as formas buscar o empate, porém sem sucesso. Com o coração saindo pela boca (mesmo atrás de máscaras), o torcedor do Verdão pode comemorar mais uma vitória na competição. Nesse ritmo, é bem possível que a Chapecoense termine 2020 com o acesso garantido à série A, e aí meus amigos, a luta pode passar a ser pelo título do certame.

O próximo desafio da Chape é contra o Náutico, novamente na Arena Condá, e a vitória sobre o Timbu (que luta contra o rebaixamento) pode dar início ao sprint em busca do caneco da série B. Para o torcedor que almejava somente a permanência na segunda divisão, 2020 tem sido um ano de fortes emoções, surpresas positivas e motivos para comemorar, apesar de tudo, apesar do mundo. Seguimos por mais!

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