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Olhar para a base

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Essa semana trouxe a notícia sobre o excelente grupo montado no Sub-17 e a boa campanha feita pelo aspirantes, que basicamente é o Sub-20 com atletas não utilizados no profissional. Esse bom garimpo pode ser a plantação que vai nos render uma boa colheita no futuro, mas para isso, a transição para o profissional precisa ser diferente do que costumava ser.

Temos um claro exemplo no grupo titular do profissional, Dudu. O atleta foi da base do Vila até 2015, em 2016 foi para o Sub-20 do Grêmio e chegou até o Sub-23. Voltou para o Vila em 2018, momento em que vivíamos o problema do meia armador, Alan Mineiro tinha deixado o clube para o Fortaleza. Dudu que nunca tinha jogado nessa função, logo na estreia do campeonato Goiano foi colocado para fazer pelo técnico Hemerson Maria. Basicamente foi “Como queimar um atleta com um jogo.”.

Em posição que nunca foi a sua, colecionou péssimas atuações mas infelizmente, o grande público não olha esses pequenos e importantes detalhes. O atleta ficou queimado e sua permanência insustentável. Um jovem promissor colocado para fora por decisões e uma transição para o profissional feita de forma equivocada.

Dudu saiu. Até que em 2019 e início de 2020 com o técnico Ariel Mamede, se destacou no Jaraguá. Dessa vez jogando mais recuado, sem a necessidade de armar. A direção do Vila viu que podia agregar e contratou novamente. Parte da torcida apoiou, porém outros ainda tinham 2018 na cabeça. Foi contratado e logo assumiu a titularidade, hoje em dia é uma peça fundamental para o técnico Bolívar.

Toda essa história para percebemos o que? Dudu e tantos outros já poderiam ser importantes para o Vila, mas a maioria se perdeu no caminho por incapacidade da gestão base/profissional. O mundo da base é diferente do profissional, tecnicamente e fisicamente. Precisamos de profissionais que entendam isso e façam a transição corretamente.

No atual elenco o atleta da base que mais vêm jogando é o ataque de lado Caique. Colocado aos poucos, com cuidado, respaldo e sem ser jogado no “caldeirão”, julgo que todos os passos estão sendo seguidos corretamente.

Outro ponto importante. Esses jovens precisam estar mais calibrados para chegarem no profissional. Jogavam um campeonato Goiano Sub-20 e caíam direto no Campeonato Brasileiro profissional. Isso mostra a importância da disputa de campeonatos como o Aspirantes e Copa Verde. São oportunidades para ganharem corpo e maturidade.

É fato que uma das maiores receitas dos clubes é a venda de atletas, mas ultimamente pouco lucramos com isso, sem vendas de destaques. Precisa de vitrine e marketing para uma boa venda.

Nos últimos anos, o atleta oriundo da base que mais jogou foi o atacante Matheus Anderson, colecionando 126 jogos no profissional e 10 gols. Saiu do clube sem ganharmos 1 real. O que deu errado aqui? Apostamos errado? Insistimos quando não era mais possível? Perdemos o timing da venda? São exemplos do que não pode mais acontecer.

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