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O Brasil não vive, apenas aguenta

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Créditos: Caio Falcão/CNC

É a mulher cotidiana brasileira a quem o gênio Milton Nascimento se refere ao dizer nos versos, para mim, os mais bonitos da música brasileira. Mas eles podem ser encaixados também na realidade xavante. Em mais uma atuação protocolar, o Brasil foi derrotado na quinta-feira (10) pelo moribundo Náutico, nos Aflitos, por 1 a 0.

O Rubro-Negro apenas aguenta e não é de hoje. Nossas temporadas começam sempre com um orçamento menor, durante o Campeonato Gaúcho, e isso acaba atrapalhando o restante do ano. Porque, com menos grana no bolso, contratamos jogadores menos qualificados, temos menos poder de barganha com os melhores na hora de fechar com eles e esse planejamento costuma terminar ali pela oitava rodada, quando ele obviamente dá errado e precisamos começar do zero. 

Só que não dá para começar tudo do zero quando existe um papel assinado pelo presidente e pelo atleta desqualificado. E aí carregamos nas costas, durante o restante do ano, uma série de nabas que, bueno, são profissionais, não fizeram nada de errado. O erro foi de quem apostou novamente nesse tipo de projeto por acreditar, cegamente, que chegamos em nosso limite. Que não existem mais metas a serem alcançadas. Que o Brasil bateu no teto. Mateus Mendes, Nathan Cachorrão, João Ananias, Wesley Pacheco, são vários os exemplos em 2020.

Mas tem um que entra em outra prateleira. Porque todos esses que citei acima acabam se tornando caros por serem muitos. Wellington Simião, não. Simião é caro sozinho. Nos bastidores, especula-se em um salário de R$ 22 mil e em um contrato de dois anos. Tudo isso em um jogador que agregou absolutamente nada ao time e, ainda por cima, se achou no direito de xingar a torcida no único cruzamento decente que fez em todo o ano de 2020.

E foi inexplicavelmente a partir dele que o Brasil organizou seu jogo contra o Náutico. O volante, escalado como camisa 10 na ausência de Matheus Oliveira, ficou responsável por fazer pressão na péssima saída de bola do adversário. De que jeito? Além de péssimo em termos técnicos e táticos, Simião não é um jogador intenso, não é possível que nosso treinador não tenha ainda percebido isso. O resultado não poderia ser outro: o Xavante pouquíssimo assustou o time pernambucano e, num erro defensivo, acabou tomando o único gol da partida. 

E o que se falar da ausência de Luiz Henrique e Bruno Matias? Dois dos nossos melhores jogadores na temporada, aplicados taticamente e com bons números, foram presenteados com o banco de reservas. Luiz Henrique tem muito mais poder ofensivo que Jarro, qualquer pessoa que tenha assistido jogos do Brasil sabe disso. Bruno Matias é o responsável e talvez o único capaz do elenco para o trabalho de fazer nossa engrenagem funcionar. O que Jarro e Pablo agregaram ontem?

Já não é mais muito provável, mas o Brasil ainda tem boas chances de permanecer na Série B no ano que vem. Só que isso vai acontecer, de novo, nas últimas rodadas. E enquanto a matemática não estiver do nosso lado, não se fala em 2021 pelos lados do Bento Freitas. E se avizinha mais uma temporada sem viver, apenas aguentando.

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