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Cruzeiro termina o ano sem vencer o CRB

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O ano de 2020 tem sido difícil para a torcida do Cruzeiro. Com grandes perspectivas de passar o ano do centenário na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro e, consequentemente, tornar-se o único time grande que caiu e não conseguiu subir no ano seguinte para a Série A, estamos imersos na maior crise da história do clube. Somado a todos esses fatores negativos, temos também o fato de que o clube possui dívidas elevadas que foram acumuladas pelas administrações passadas, além de que, em quatro jogos no ano contra o CRB, a equipe celeste possui um retrospecto pífio: uma derrota e três empates.

O último desses empates foi na noite do dia 08 de dezembro pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, quando o Cruzeiro não conseguiu sair do zero contra o time alagoano. O que mais assusta dos jogos contra o CRB é que a equipe, em nenhum momento, como nos outros três jogos anteriores, demonstrou um padrão de jogo que tenha sido eficaz para pressionar e dominar a partida. Ao contrário, o Cruzeiro, em muitos momentos, foi um time apático e que se preocupou apenas em defender-se e em não tomar o gol. No entanto, quero reiterar que o fato de não ter a meta vazada passou mais pela incompetência do time alagoano em finalizar de maneira correta do que o resultado de uma defesa sólida e compacta do Cruzeiro.

Em anos anteriores, quando o time iria jogar contra uma equipe mais fraca, com menos investimento, estrutura e tradição, era natural que a equipe celeste conseguisse uma vitória tranquila, com imposição técnica e tática da partida. Contudo, infelizmente, não foi isso que vimos no último confronto contra o CRB, já que o Cruzeiro, mais uma vez, como em inúmeros momentos dessa Série B, foi uma equipe que errou muitos passes, que não conseguiu organizar jogadas ofensivas eficientes e que pouco finalizou durante os 90 minutos. Durante a partida, os ditos pontas da equipe foram em sua maior parte jogadores que acompanharam os laterais do CRB do que atacantes de beirada. Nesse sentido, nos momentos em que o Cruzeiro estava em posse de bola, tais jogadores já se encontravam desgastados fisicamente, além da pouca qualidade técnica desses atletas, o que gera uma incapacidade impressionante em criar jogadas.

Os jogadores que vieram do banco de reservas pouco conseguiram ajudar na organização de jogadas. Na verdade, fico me perguntando o motivo de figuras como Marcelo Moreno e Régis fazerem parte de uma equipe que se diz estar em um processo de reconstrução. O fato é que Presidente, comissão técnica e jogadores estão passando uma imagem de que conquistar o acesso seria apenas um detalhe em meio à crise econômica e administrativa que o clube se encontra. Porém, para a torcida, é de primordial importância que a equipe termine o campeonato no grupo dos quatro primeiros colocados e, para isso acontecer, os confrontos diretos precisam ser vencidos e uma melhor qualidade de jogo deve ser mostrada. O que se percebe é que existe uma transmissão de responsabilidade de um jogador para outro, muitos passes de lado, nenhum jogador procura definir uma jogada com lance individual e que o discurso sempre continua o mesmo após um resultado negativo.

Em suma, estamos cada vez mais longe de chegarmos no grupo dos quatro primeiros colocados, lugar esse que o Cruzeiro ainda não passou uma rodada sequer do campeonato. A diferença atual é de 9 pontos ou quatro rodadas, visto que a equipe celeste possui menos vitórias (o número de vitórias é um critério de desempate caso os times empatem em pontos) do que a maioria dos times desse grupo, o que faz com que precisemos de mais uma rodada para ultrapassarmos em pontos essas equipes. A esperança e o apoio do torcedor continuam presentes, como podemos observar em redes sociais, em Sedes de Torcidas Organizadas do clube, nas ruas da cidade e em dias de jogo. Infelizmente, o futebol não é mais vencido com o poder da torcida ou com uma camisa sendo mais pesada do que a outra, até porque, se ainda fosse assim, o Cruzeiro já teria o acesso garantido. Nos dias de hoje, é preciso jogar. É necessário regularidade e padrão de jogo aceitável que permitam que a equipe supere os seus adversários dentro das quatro linhas, características essas que o Cruzeiro não conseguiu apresentar em nenhum momento do campeonato.

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