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Torcedor, demasiado torcedor

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Créditos: Fotos: Pedro Souza/Atlético

Eu demoro pra me recuperar de um resultado desfavorável. Empatar com o inter não estava no script, ainda mais do jeito que foi. Porém, atleticano é assim, do mesmo jeito que demora a se recuperar de uma derrota nasce junto a esperança da vitória no próximo jogo. Sinto-me tonto em contar que a cada derrota ou empate infantil eu decido nunca mais assistir a um jogo do Galo. Como um ébrio que ao acordar de uma ressaca persistente avisa a todos “NUNCA mais vou beber, pra mim chega”. Assim como ele acordo com aquela sensação de vazio, de tentar lembrar o que aconteceu e porque aconteceu. Aquela dor aguda na cabeça martelando e a sensação de ter engolido uma bola de cimento presa na garganta. Tem bêbado que foca na desgraça alheia, “olha como aquele tá mal”, mas eu prefiro focar na minha própria.

Tudo bem né, Galo? Sábado tem mais e o desejo de vencer e voltar à briga cresce, como a do pugilista que tomou um direto de surpresa, cambaleou para trás e volta à carga com uma sequência de golpes para avisar que está intacto e tomarem cuidado. Nosso folclore está recheado de vitórias épicas e reviravoltas inesquecíveis. Torcer pro Galo é esperar o imponderável, conhecer o improvável e esperar o imprevisível e viver o inconstante. Nesse sentido o time do Galo faz jus a sua história e o Sampaoli impõe ao time o que já vivemos há mais de 100 anos. Como disse aquele filósofo meio doido também “a esperança é o pior dos males, pois prolonga o tormento”. E assim vivemos, a cada resultado positivo ou negativo uma avalanche de sentimentos e sensações que nutrem ou desmoralizam nossos desejos. Desistir é momentâneo, mas para um atleticano acreditar é espontâneo.

Seguiremos por uma semana vazia sem futebol, focando no trabalho, na família e nas pequenezas do cotidiano, esperando o sábado de jogo do Galo, para a partir de então renovar ou se afundar, para se erguer novamente. E assim seguimos, botes contra a correnteza, camisas contra o vento e de olhos no horizonte utópico. Atleticano não é como alguns torcedores que vivem de números, de percentuais e de elencos promissores, vivemos da revolta e da fé. Somos torcedores, demasiado torcedores.

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Comentários

  1. Antonio Candido F Girard disse:

    Definiu bem o torcedor, um eterno imponderado!
    Bem retratado Guilherme
    Parabéns!

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