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Guarani 3×0 Operário: Jogo de um time só

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Créditos: Thomaz Marostegan/Guarani FC

Sabe a expressão “foi um jogo de um time só”? Hoje ela teve um novo significado para mim. Explico: com a realização do jogo em um horário impossível para a grande maioria do proletariado acompanhar, precisei apelar para o famoso radinho, hoje não de pilha, mas sim online. 16h15 lá estava eu sintonizado, ou melhor, conectado, para emoções de Guarani Futebol Clube e Operário Ferroviário. Emoções essas que não foram transmitidas diretamente do Estádio Brinco de Ouro em Campinas, mas sim do “tubão”, pelos colegas da Rádio Clube de Ponta Grossa.

Ali no pré-jogo, enquanto as equipes subiam para o campo, meus companheiros de jogo eram Edgar Araújo na narração, Osires Nadal na reportagem, Ivan Vinícius nos comentários e Eduardo Machado no plantão. Foram eles quem me falaram um pouco antes que o Operário vinha a campo com: Thiago Braga; Sávio, Rafael Bonfim, Ricardo Silva, Fabiano; Leandro Vilela, Mazinho, Rafael Chorão; Diego Cardoso, Ricardo Bueno e Thomaz.

Quando se escuta o rádio, você depende e confia na descrição dos lances feitos pelos companheiros da imprensa esportiva. Então, às 16h30, quando o professor apitou o início da partida, Edgar ficou responsável por me fazer “ver” o jogo na minha imaginação, enquanto Osires e Eduardo traziam a informação de dentro e fora do campo, e Ivan faria as análises do que rolava dentro das quatro linhas.

E a essa altura do texto, se você ainda não desistiu, você deve estar se perguntando “mas p*&$#, Lucas três parágrafos e nada de falar do jogo?”. É que não tem muito o que falar, quando o professor assoprou o apito o “jogo de um time só” se desenhou muito fácil na minha cabeça. Só se escutava o nome da equipe de Campinas durante a descrição dos lances, parecia que a equipe havia subido sozinha e enfrentava um adversário imaginário em seus domínios.

Como eu tenho que trazer o pós-jogo aqui para vocês do Atrás do Gol, eu tive o desprazer de assistir os melhores momentos da partida que eu já sofri para acompanhar no rádio. Confesso que na minha cabeça os lances pareciam menos ruins que os captados pelas lentes das câmeras.

Como eu falei, não tem muito o que dizer sobre o jogo. Em casa, o Guarani não teve dificuldades de abater ainda no primeiro tempo um Operário que demorou para se encontrar no jogo. Nem um minuto jogado, o narrador já precisou trazer o primeiro lance de perigo dos esmeraldinos, com um chute de fora, que parou nas mãos de Thiago Braga.

Dai para frente foi uma verdadeira blitz dos mandantes, enquanto o Operário não se encontrava em campo. Aos 8 minutos, escanteio para o Guarani. Lucas Crispim ergueu na área, para Waguininho subir sozinho e mandar a bola pro fundo das redes. Assistindo o lance depois, percebe-se que além de subir sozinho, o atacante de estava sem marcação, para fazer valer a frase “todo jogo um erro nosso diferente”.

 Depois do gol o Fantasma teve um lampejo de percepção de que disputava uma partida de Série B, o comentarista da rádio até diria que “o gol fez bem para o Operário, que acordou pro jogo”. Aos 10, Ricardo Bueno dominou na entra da área, girou e bateu, forçando o goleiro Gabriel a espalmar para dentro área, sem rebote alvinegro.

O Fantasma até tentava chegar e criar, mas esbarrava na defesa do Guarani. Sem conseguir criar chances claras, o time de Vila Oficinas viu os donos da casa ampliarem. Aos 25 minutos, Lucas Crispim bate forte de fora da área, Thiago Braga espalma para o meio da área e Bruno Sávio chuta para o 2×0.

Aos 35, Lucas Crispim deixou o dele. Com a marcação distante, ele bateu forte no canto esquerdo do goleiro e matou a partida. 3×0 no placar imaginário da minha cabeça, infelizmente 3×0 no placar eletrônico do Brinco de Ouro. Para tentar diminuir o estrago, Matheus Costa chamou Jiménez para a partida ainda no primeiro tempo, o volante paraguaio substituiu o atacante Diego Cardoso.

E foi isso, no segundo tempo as equipes devem ter combinado que o 3×0 estava bom para todo mundo. Matheus Costa ainda trouxe Clayton, Julinho e Douglas Coutinho. Também promoveu a estreia do garoto da base, Alemão, que fez boa Copinha em 2020 e merecia espaço num jogo menos conturbado.

Com a derrota, o Operário segue com 34 pontos, a 11 da traçada meta de 45 pontos. Enquanto escrevia esse texto, a rodada não havia acabado, mas dependendo da combinação de resultados podemos cair para a 15 colocação, ficando a 9 pontos. É momento de alerta ligado em Vila Oficinas, mais uma vez, já não sei quantas foram esse ano.

A próxima partida do Fantasma é sexta-feira (11), no Germano Krüger, às 16h, contra o atual terceiro colocado, Sampaio Corrêa. O horário é ótimo, porque mais uma vez fica difícil para o torcedor ver o time. Na atual situação talvez seja melhor mesmo.

Ficha Técnica:

Guarani 3×0 Operário Ferroviário – Brinco de Ouro – Campinas, São Paulo

Escalação:

Operário Ferroviário: Thiago Braga; Sávio, Rafael Bonfim, Ricardo Silva, Fabiano (Clayton); Leandro Vilela, Mazinho (Julinho), Rafael Chorão (Douglas Coutinho); Diego Cardoso (Jiménez), Ricardo Bueno e Thomaz (Alemão).

Guarani – SP: Gabriel; Cristovam, Didi, Wálber, Bidu; Bruno Silva, Arthur Rezende (Eliel), Lucas Crispim (Rickson), Pablo (Renanzinho), Bruno Sávio (Rafael Costa) e Waguininho (Giovanny)

Gols:
Guarani – SP: Waguininho (8’ 1T), Bruno Sávio (25’ 1T), Lucas Crispim (35’ 1T)

Cartões:
Operário Ferroviário: Ricardo Silva (Amarelo), Rafael Chorão (Amarelo), Ricardo Bueno (Amarelo), Jiménez (Amarelo)
Guarani – SP: Bruno Silva (Amarelo)

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