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Do sufoco aos títulos, Palmeiras viveu uma eternidade em seis anos

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Créditos: Henrique ajudou, mas só o gol do Santos confirmou nossa salvação naquele 7 de dezembro de 2014 (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Em 7 de dezembro de 2014, o Palmeiras teve sua primeira decisão no Allianz Parque: um duelo contra o Athlético-PR que valia a permanência na Série A do Brasileiro. O ano do centenário, marcado por uma série de contratações desastrosas e pela chegada de um técnico estrangeiro que não teve tempo de mostrar seu trabalho, terminava de forma melancólica, e nem sequer aquela vitória conseguimos: saímos perdendo com a enésima falha da defesa, empatamos com um gol de pênalti de Henrique (então só Ceifador, ainda não Dourado) e não tivemos competência para marcar mais um gol diante de um adversário completamente desinteressado e sem pretensões.

O terceiro rebaixamento em 12 anos só não veio porque havia gente mais incompetente: o Vitória, que com nosso empate só precisava de um triunfo simples contra o também desinteressado Santos, não apenas não conseguiu marcar como ainda levou um gol, marcado por Thiago Ribeiro, já nos acréscimos. Por alguns meses, aquele gol de um de nossos maiores rivais foi o gol mais comemorado do Allianz Parque: nosso jogo já havia acabado e ainda tivemos de esperar o fim da partida em Salvador para festejar o alívio.

Passados seis anos e um caminhão de dinheiro despejado pelo patrocinador, que mais parecia um mecenas e de repente virou credor, o palmeirense viveu de tudo nesse período: a euforia dos títulos da Copa do Brasil e dos dois Brasileiros intercalada por frustrantes eliminações seguidas na Libertadores. Um título com casa vazia, em plena pandemia, conquistado por um técnico histórico que se mostrou apenas histórico, não mais técnico.

É inegável que deixamos de ser motivo de piada e voltamos a figurar entre os maiores clubes do país. Neste impensável 2020, seguimos vivos em três frentes e nesta terça-feira começamos novamente a brigar por um lugar entre os quatro melhores da América. Curiosamente, contra o Libertad, a quem enfrentamos na peculiar Libertadores de 2013 com um time medonho.

Mas é importante que a lembrança das vagas magras não desapareça, para que não deixemos de ter em vista aonde podemos voltar se não tivermos trabalhos sérios, tocados por gente cuidadosa com o dinheiro do clube e preocupada em tornar nossas mudanças estruturais permanentes. Temos de ter um time forte que joga bonito e briga por vitórias COM um grande técnico e não por causa dele. A proposta recebida por Abel Ferreira na semana passada é um sinal: projetos de longo prazo no futebol brasileiro não podem ser baseados apenas em nomes, mas precisam de firmeza de propósito e seriedade na condução. Que 2014 seja uma memória ruim e também um lembrete: não faz tanto tempo assim e não precisa errar muito para voltar a aquela situação. Vigiemos.

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