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A história está bem contada?

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Créditos:

@alexcalheiross

Não falarei de futebol, mas falarei de Vasco da Gama. Para quem não o conhece é fundamental recorrer aos livros de história guardados na estante ou pesquisar com muito cuidado pelo Google da vida. O portuga Vasco foi um desbravador destemido que em mil quatrocentos e guaraná em rolha chegou as Índias, apelido dado naquele tempo a toda região do Oceano Índico. Vasco tirou onda na época, até porque, além da própria façanha em si, o que não faltaram foram resenhas impressionantes sobre os riscos da missão. Imagino, no entanto, como foi um outro perrengue: o de manter a tripulação fechada com o comandante.

Para começar Vasco da Gama saiu da Santa Terrinha com um objetivo traçado. O projeto, a princípio, não era prioridade do Império, mas graças a Manuel I, o venturoso, a bagaça fluiu favorável ao patrício. No entanto os preparativos da empreitada não funcionaram assim tão facilmente. O portuga embarcou em uma caravela cheia de problemas estruturais e com uma tripulação nada amistosa e muito menos ainda confiável. Marinheiros recém chegados de países com poucas tradições marítimas se juntaram a novatos que desde meninos frequentavam o porto. No meio de todos eles dois excelentes piratas com sotaque castelhano se destacavam dos demais.

De acordo com os livros o lusitano reuniu toda a trupe e explicou detalhadamente quais eram os seus planos. Houve certa resistência em um primeiro momento, talvez. Tudo porque, reza a lenda, o antigo capitão da caravela mantinha boa relação com parte do grupo que ali estava. Constam nas enciclopédias que os marinheiros mais antigos, cheios de vícios e ranços, gozavam de privilégios e exerciam poder sobre os mais jovens. Aqueles, as crias da região portuária.

Vascão, porém, chegou sem saber destas picuinhas internas e colocou geral para trabalhar sem qualquer cerimônia. O que melindrou a marujada. Quanta dificuldade criou-se a partir daí! Muitos destes marujos, incapacitados de navegar e que seguiam ali acomodados, separados cada qual em sua patota, resolveram fazer corpo mole. Os jovens piratinhas, por sua vez, também agrupados com os seus, além da total falta de comprometimento com a missão e de rivalizarem com os velhos lobos do mar, decidiram dar de ombros. E havia de tudo! Do antigo marinheiro, que chegou um dia a ser referência para todos, mas que agora matava garrafas de rum pelas noitadas até os meninos que fechavam entre si por se sentirem os donos do pedaço, o boicote comeu solto. Coitado do Portuga!

Para piorar a corte portuguesa pressionava o Rei para tirá-lo de lá como se fosse ele o principal responsável e o único culpado pela bagunça instaurada. Vasco sofreu, embora já houvesse um movimento para caçar os que de fato não se preocuparam com a limpeza do assoalho. Segundo contam os livros, Vasco da Gama somente conseguiu fugir das desafiadores correntes marítimas do sul da África e dobrar o Cabo da Boa Esperança após os soldados portugueses, antes contrários a liderança dele, identificaram os marujos vagabundos e derem um corretivo na turma. A partir deste momento as caravelas nunca mais tiveram qualquer tipo de problema. Chegar as Índias foi mais fácil do que se imaginava!

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