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Sá Pinto não é o problema!

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Créditos:

@alexcalheiross

O treinador do Vasco errou no jogo contra o Defensa y Justicia? A meu ver sim. Demorou a mexer na equipe e ao sacar um dos três zagueiros do esquema não lançou um jogador de meio campo para ajudar na armação das jogadas, o que provocou um buraco gigantesco entre a defesa e o ataque. Coube desta forma aos defensores que ficaram em campo, tentar municiar os atacantes com bolas longas. E aí já viu, né? Sem qualidade e criatividade nesta aproximação tudo ficou na base da vontade. Mesmo assim, as melhores chances de gol saíram de pés vascaínos. Ricardo Sá Pinto segue com aproveitamento ruim, inferior a 40%, e com apenas duas vitórias em onze jogos disputados. Merece a demissão? Não. Explico.

Não se faz um omelete sem ovos. A frase de Otto Glória, técnico dos anos 60 e 70, justifica bem a minha contrariedade em relação a uma possível mudança do treinador neste momento. Ricardo Sá Pinto é o menor dos problemas, se é que dá para já considerá-lo um. O Mister recebeu um Vasco sem confiança e com um elenco tecnicamente muito limitado. Para se ter uma ideia do tamanho da encrenca em algumas posições específicas, o substituto não tem a mínima capacidade de brigar pela titularidade. Isto fica muito claro se compararmos, por exemplo, Germán Cano a Ribamar. Sem nem entrar muito no mérito da questão pode-se afirmar, sem hesitação, que enquanto um tem extrema facilidade em definir jogadas o outro faz da força física e velocidade as suas principais características.

As diferenças são gigantescas e mesmo se elas estivessem a serviço de variações táticas, ainda assim, a falta de um mínimo de unidade comprometeria qualquer modelo de jogo. Considerando-se que a Covid-19 aumentou significativamente a necessidade de troca de jogadores durante a competição, raríssimos são os treinadores que vem conseguindo manter um padrão.

Apenas esta razão já seria suficiente para brecar a gritaria por mudanças no comando técnico da equipe. Mas há outras considerações importantes a serem levadas em conta. Trocar um treinador de um time em situação delicada para que o recém chegado dirija a equipe por aproximadamente três meses de disputa é um risco. Que tempo ele teria para promover mudanças tão revolucionárias assim? E quem seria este milagreiro? Mais do que isto, quem aceitaria o cargo em meio ao furdunço para receber o que o Vasco pode pagar? Muita calma nesta hora. A solução não é tão fácil assim e certamente não está em trocar o treinador. É preciso equilíbrio mesmo a beira do precipício. Fora isso, responsabilizar somente Sá Pinto é eximir atletas e diretoria das suas próprias responsabilidades.

O momento é ruim graças a todos. Sem exceção! Só dá para livrar mesmo é a cara do torcedor. Este sim! Este nunca tem culpa de nada e sempre se arrebenta quando as coisas não andam bem. Haja amor!

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