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Para reconstruir temos que subir?

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A crise em que o Cruzeiro Esporte Clube está não é segredo para nenhum amante do futebol. Na verdade, até as pessoas que não acompanham o esporte de maneira integral estão por dentro da situação administrativa do clube, visto que, desde o ano passado, o Cruzeiro é um destaque negativo no noticiário com dívidas extensivas, não pagamento de jogadores, utilização de cartões corporativos do clube por integrantes da diretoria e péssimos resultados no campo esportivo. Tal situação culminou no rebaixamento para o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão em 2019, a eliminação na primeira fase do Campeonato Mineiro de 2020 (o que não acontecia há décadas), a derrocada prematura da Copa do Brasil de 2020 (competição em que o Cruzeiro é o maior campeão, totalizando seis conquistas) e uma campanha ruim na Série B de 2020. Por isso, gostaria de perguntar para vocês leitores: para reconstruir temos que subir?

A maioria dos torcedores do Cruzeiro pensou que a Série B seria uma competição que passaríamos com certa facilidade, como aconteceu com outros times grandes que foram rebaixados e regressaram à elite do futebol nacional quase que instantaneamente, por exemplo, Corinthians e Internacional. No entanto, não é isso que vem acontecendo com a equipe celeste. Os seis pontos perdidos no início do campeonato devido ao não pagamento do meio de campo Denílson, contratado ainda na gestão do ex Presidente Gilvan de Pinho Tavares (ex São Paulo e Arsenal da Inglaterra), além de um elenco fraco, bastidores tumultuados, punições na FIFA que impediram o registro de novos jogadores e constantes mudanças de técnicos, contribuíram para que o time se encontrasse em décimo quinto lugar, com apenas 31 pontos, após 25 rodadas.

Essa é uma campanha vexatória em todos os sentidos, principalmente, quando se trata de um clube com a tradição e os títulos que o Cruzeiro possui. Além disso, o que percebo é que em muitos momentos os jogadores, comissão técnica e até mesmo os dirigentes que ali se encontram não possuem a real dimensão do que significa o Cruzeiro Esporte Clube para os seus milhões de torcedores. O fato é que, em entrevista e até mesmo em redes sociais do clube, em muitos momentos da temporada, foram comemoradas situações que em tempos passados soavam apenas como a obrigação de um gigante do futebol brasileiro, afinal não podemos comemorar empate contra equipes com pouca expressão e muito menos nos vangloriarmos por pagamentos de dívidas que não deveriam existir.

Dessa forma, minhas amigas e meus amigos, o Cruzeiro precisa sim subir para que se reconstrua nos próximos anos. Caso isso não aconteça, precisamos que ocorra uma mudança de postura ímpar, já que não se trata de uma situação simples representar uma das maiores instituições da América do Sul. Além disso, vale dizer que a torcida também faz parte dessa mudança de postura, pois o apoio incondicional é algo que deveremos ter, independentemente, da fase do nosso amado Cruzeiro. Contudo, precisamos fiscalizar mais, reivindicar questões políticas do clube, de modo a impedir que aproveitadores estejam à frente de uma instituição que eles mesmos ajudaram a afundar, já que, para mim, a reconstrução passa também fora das quatro linhas.

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