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Um ciclo que se fecha em Vila Oficinas

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Créditos: José Tramontin/OFEC

2 de dezembro é o dia em que o Operário Ferroviário encerra definitivamente um ciclo de 5 anos, que começou no campeonato estadual vencido pelo alvinegro em 2015. Em nota oficial publicada nas redes sociais do clube, o Fantasma comunicou a saída do zagueiro Juan Sosa e do lateral esquerdo Rafael Peixoto.

Os dois atletas eram os últimos remanescentes da equipe que arrancou aplausos até da torcida mandante ao conquistar o título de Campeão Paranaense sobre o Coritiba num Couto Pereira lotado. Eles foram protagonistas no título que abriu caminho para um novo Operário, deram ao Fantasma uma taça que coroou a história centenária da equipe ponta-grossense. Só por isso já escreveriam o nome na história alvinegra, mas eles foram ainda mais longe.

Nesses 5 anos no Fantasma não foram poucos os títulos. Além do paranaense, Sosa e Peixoto participaram da conquista da Série D em 2017, da Série C em 2018 e da segunda divisão do paranaense em 2018. Se for para contar tudo, até a “Taça Alegra” contra o River Plate do Uruguai eles conquistaram.

Em campo, os dois nunca se esconderam, nem mesmo no rebaixamento no estadual em 2016 ou no não acesso em 2017. O uruguaio Sosa, nosso xerife na zaga, e o Peixoterror, como o lateral foi apelidado pelos torcedores, disputaram mais de 120 partidas oficiais pelo Fantasma.

Se nas últimas temporadas a idade e a qualidade técnica pesaram um pouco mais, ainda assim os atletas foram referência e lideranças para o restante do elenco, principalmente para os recém chegados. A dupla conhecia Vila Oficina, o Germano Krüger, entendiam a torcida (o que, diga-se de passagem, não é fácil) e estavam sempre dispostos a representar o clube, seja para atender torcedores, comparecer em atividades extracampo ou até mesmo dar uma entrevista para a imprensa.

É muito difícil definir o que faz um jogador de futebol ídolo da sua torcida. Alguns dizem que são os títulos conquistados em campo, outros que as atitudes fora dele também precisam falar mais altos, e ainda tem aqueles que acham que eles precisam entender o que é ser torcedor do time. Não importa a definição escolhida, Peixoto e Sosa cumprem todas.

Ainda não sabemos o motivo da saída dos ídolos alvinegros, talvez nunca cheguemos a saber. Em campo, o ciclo deles já caminhava para o fim. Talvez seja o fim em Vila Oficinas, talvez ainda tenham gás para jogar por outras equipes, ou, quem sabe, a gente não os veja em funções administrativas no futebol do Fantasma.

Meu desejo era ver os dois aposentando no Operário por representarem o que foi essa era no Operário, mas todo o ciclo precisa acabar para que outro comece. Não sei qual será o futuro dos dois, mas tenho certeza de que entre a torcida sempre terão espaço e respeito nas arquibancadas do Germano Krüger.

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