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Pouca Vergonha, a novela do terror; Não está fácil ser Flamengo

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Créditos: RIO DE JANEIRO, RJ, 08.02.2019 INCÊNDIO-RIO: Incêndio atinge o CT Ninho do Urubu, alojamento do Flamengo, localizado na Vargem Pequeno, zona oeste do Rio de Janeiro. (Foto: Reginaldo Pimenta/Raw Image/Folhapress)

Se não bastassem os maus resultados, eliminações de competições importantes, nacionais e internacionais, o Flamengo protagoniza cenas lamentáveis de uma novela sombria, de uma história aterrorizante que vai desde a morte de 10 jovens atletas, após incêndio no Centro de Treinamento George Helal, à pouca vergonha de uma batalha judicial desigual entre o milionário Clube de Regatas Flamengo e às humildes famílias das vítimas.

“O desenvolvimento do futebol, não num esporte igual aos outros, mas numa verdadeira instituição brasileira, tornou possível a sublimação de vários daqueles elementos irracionais de nossa formação social e de cultura”. Escreveu o jornalista e sociólogo Gilberto Freyre, no prefácio de um de seus livros.

O futebol, esporte mais popularizado do mundo, é também um fator de formação da personalidade daqueles que o amam, como cita Freyre. Torcer para um time, é trazer na sua essência aspectos intrínsecos ao clube de coração, que na grande maioria dos torcedores, é implantado desde criança.

O que o Flamengo faz com a sua torcida, sobretudo com as famílias das vítimas do ninho, retrocede a ideia primitiva de que o time de futebol deve ser um espelho para nossos pequenos torcedores, uma vez que o clube expõe as vísceras dos interesses mais ordinários que possam existir numa sociedade, o lucro – mesmo que irrisório – sobreposto às vidas que se perderam, e daqueles e aquelas, pais e mães que jamais terão de volta seus filhos.

Não está fácil ser torcedor do Flamengo!

Sou filho de Flamenguista, de família rubro-negra, como muitos na região nordeste deste país, que outrora se encantaram com o bom futebol, não por outro motivo carrego uma homenagem ao “Deus da Raça”, o zagueiro Rondinelli. Contudo, não torço para o clube carioca, sou fã incondicional do time da minha cidade, aquele que doou R$ 65 mil às famílias das vítimas do ninho, mesmo sem ser um clube milionário, pois é, o Guarany de Sobral realizou essa doação, quanta contradição.

Somado, todo o elenco deste clube ganha R$ 25 milhões de salário. Eu tenho até vergonha, mas é isso mesmo, o Flamengo entrou com recurso na justiça para reduzir o valor da pensão às famílias dos garotos mortos em seu próprio Centro de Treinamento, num alojamento improvisado, indecente e inapropriado que veio a incendiar.

A pensão de R$ 10 mil para cada uma das famílias carentes, deveria ser o mínimo que o Flamengo deveria pagar, afinal a responsabilidade daquelas dez vidas, era do Flamengo, que foi negligente e agora trava batalhas judiciais para se abster das suas obrigações..

Ao que pesa à imensa nação Rubro-negra, ter que assistir ao terrorismo judicializado de mais um capítulo dessa novela tenebrosa, de um clube com seu manto banhado de sangue e diretores tentando lavar suas mãos sujas de corpos carbonizados? É, definitivamente, não está fácil ser Flamengo.

A Justiça injusta da elite brasileira

Em nota, a assessoria de comunicação do Ministério Público do informou que “os desembargadores, por maioria, entenderam que a legitimidade da ação civil pública estava restrita ao pedido de danos morais coletivos e ao pedido de indenização das vítimas menores, cujas famílias não celebraram acordo com o Flamengo. Ou seja, a decisão extingue a ação civil pública no que diz respeito às vítimas cujas famílias celebraram acordo com o clube e reduz a pensão mensal para cinco salários mínimos.

A Procuradoria de Justiça aguarda a publicação do acórdão pelo Tribunal para analisar a possibilidade de interposição dos recursos cabíveis.”

Flamengo e o fair play às avessas.

O Clube de Regatas do Flamengo esclarece que a questão judicial hoje julgada pela 13ª Câmara Civil reconheceu que o Ministério Público não pode representar individualmente as famílias das vítimas do incêndio no Centro de Treinamento George Helal, já que os pais são maiores, capazes e representados por seus advogados. Assim, não pode o MP postular judicialmente em seus lugares. O que ocorreu, portanto, foi uma questão processual que apontou a ilegitimidade do MP para agir individualmente em prol de terceiros. Não obstante, o Flamengo informa que não deixará de prestar assistência material mensalmente às famílias e que está aberto a fazer acordo, como já fez com seis famílias e meia, ou seja, com a maioria dos responsáveis dos garotos que, infelizmente, faleceram no CT.

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