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2007, o ano em que a arbitragem livrou o Corinthians do rebaixamento

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Créditos: Reprodução

O ano é 2007, última rodada do Campeonato Brasileiro, dois jogos definem a luta contra o rebaixamento: Corinthians joga no Pacaembu precisando vencer o Internacional, Goiás enfrenta o Grêmio em Porto Alegre, podendo empatar caso o Corinthians não vença.

O primeiro tempo termina com as duas partidas empatadas, 1 x 1 no Pacaembu e 1 x 1 no Olímpico.

Começa o segundo tempo, os empates vão garantido o Goiás na primeira divisão, enquanto o Corinthians vai sendo rebaixado… Até que… eis que o árbitro marca pênalti para o Corinthians no Pacaembu. Comentaristas e antiCorinthianos – inconformados –  discutem a marcação do penal.

Momento decisivo na briga contra a degola, o jogador do Corinthians vai para a cobrança e… o goleiro do Internacional defende! A euforia que era ouvida no Morumbi, Palestra Itália, Vila Belmiro, Beira Rio, Olímpico, Maracanã, Serra Dourada e em vários cantos do Brasil e do mundo é bruscamente interrompida; o bandeirinha sinaliza que o goleiro colorado se adiantou e o árbitro pede que a cobrança seja refeita em favor do Corinthians.

O Brasil antiCorinthiano vai à beira da demência em frente a telinha: – “Isso é esquema pra não deixar esse time de marginais cair!”

Segunda cobrança, o jogador Corinthiano ajeita a bola na marca da cal, corre e…, para o júbilo do universo antiCorinthiano, o goleiro colorado defende mais uma vez! Mas a alegria dura pouco, o bandeirinha sinaliza que o goleiro se adiantou novamente e o árbitro manda que a cobrança se repita em favor do Corinthians.

O Brasil antiCorinthiano começa urrar, televisores são atirados pelas janelas, os comentaristas dizem que nunca viram tamanha barbaridade para salvar um clube grande do rebaixamento: –  “nem no tapetão dos cariocas!”–, esperneiam. O time do Internacional ameaça abandonar o gramado, a confusão é generalizada.

Após longos 20 minutos de paralização, o jogador Corinthiano que havia perdido as duas penalidades cede a cobrança a outro jogador Corinthiano, ele vai para a terceira cobrança do mesmo pênalti, chuta… e é gol! Com o empate do Goiás em Porto Alegre, o Corinthians consegue o improvável, vence o Internacional e permanece na série A do Brasileiro em 2008.

Dezembro de 2020, 13 anos depois e o maior escândalo de arbitragem da história do futebol nacional – superando aquele Atlético MG x Flamengo pela Libertadores de 1981 – ainda é lembrado com revolta, uma mancha na credibilidade da CBF. Fala-se em uma conspiração internacional para livrar o Corinthians do que teria sido seu primeiro rebaixamento, envolvendo a Globo, FPF, FBI, CIA, PT, KGB e a própria FIFA.

O Corinthiano pode ficar furioso com a arbitragem, mas ele não permite que isso livre a responsabilidade do time em campo. As outras torcidas se sentem aliviadas com os erros de arbitragem, revertem a frustração da derrota injetando doses cavalares de teorias conspiratórias mirabolantes nas veias convulsivas.

A torcida do Corinthians, embora possa culpar o árbitro pela derrota, sempre irá direcionar as cobranças primeiro para o clube, exigindo postura da equipe dentro dos gramados; inclusive para superar as obscenidades do apito.

Talvez, quem sabe, se o Corinthians tivesse sido rebaixado em 2007, Dualib e sua quadrilha não estivessem perpetuando o sórdido poder dentro do clube até hoje.

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