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ELIMINAÇÃO NA LIBERTADORES EVIDENCIA PROBLEMAS MAL RESOLVIDOS NO FLAMENGO

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Créditos: Alexandre Vidal/Flamengo

A derrota nos pênaltis para o Racing e a eliminação na Libertadores, nessa terça-feira (1º), escancara problemas no Flamengo que vêm desde a saída de Jorge Jesus. As feridas nunca cicatrizadas após rescisão de contrato do português não se restringem ao campo de jogo, mas atravessam setores cruciais para o desenvolvimento e manutenção de um time vencedor nas quatro linhas.

Colocando em miúdos, o que vem dos bastidores reflete diretamente no gramado e parece ficar mais evidente que o Fla não perdeu apenas o seu maior técnico dos últimos anos (se não, o maior de sua história), mas também uma filosofia de trabalho assimilada pelos jogadores que nenhum outro treinador  parece conseguir igualar.

Com um estilo centralizador, Jesus blindava o grupo de jogadores de questões extracampo, mas também não admitia interferências vindas dos atletas nas decisões da pasta do futebol. O português coordenava todas as esferas do departamento com sua equipe de auxiliares, incluindo setores fundamentais como fisiológico e médico. Desde sua saída, o ambiente no Ninho do Urubu segue abalado e o elenco de alto nível que em 2019 dificilmente errava e parecia resistir a todos os problemas, despencou.

A decisão da diretoria em trazer Domenec Torrent para o lugar de JJ evidenciou o clima confuso dentro do clube. Com métodos diferentes de Jesus, o catalão encontrou dificuldades com o grupo. Adepto do rodízio, Dome deixou jogadores importantes, como Gabigol, no banco de reservas, e abriu mão de uma base fixa no time. As sucessivas mudanças nas escalações, estourou no setor defensivo, que passou a sofrer muitos gols e perdeu a solidez, uma das principais marcas da equipe campeã brasileira e da América. A falta de entendimento entre técnico e grupo, aliada as goleadas para São Paulo e Atlético Mineiro puseram fim a passagem do catalão no Flamengo, que às vésperas da decisão contra o São Paulo pela Copa do Brasil, agiu rápido e em menos de 24 horas anunciou Rogério Ceni.

Aprovado pela maioria da torcida e elenco, o ex-goleiro parecia ter dado novo ânimo ao clube, mas apesar do pouco tempo de trabalho, Ceni se depara com um Ninho do Urubu ainda mais confuso do que em julho. Com as eliminações na Copa do Brasil e agora na Libertadores, os indícios são de que as coisas devam seguir mudando no Flamengo.

Restando pouco mais de um ano para as eleições na Gávea, Rodolfo Landim sabe que precisa agir se quiser buscar uma reeleição em 2021. A queda na Libertadores esquentou de vez o clima internamente no clube. Os 18 milhões de reais, previstos no planejamento para receber com uma possível ida às semifinais não virão, some-se a isso a multa rescisória de Dome no valor de 12 milhões de reais que o clube tenta diminuir, e a perda de 7 milhões de reais pela eliminação na Copa do Brasil, o que promete esquentar a cabeça dos dirigentes.

O alto índice de lesões e a demora na recuperação de alguns atletas, que aumentou a cobrança e questionamentos ao departamento médico nas últimas semanas, também deverá entrar em pauta a partir de agora e mudanças devem ocorrer na pasta.

No elenco, o grupo tido como “o melhor do Brasil” começa a ser questionado pela torcida e as cobranças chegam até a comissão técnica. Após a derrota dessa terça-feira (1º), rubro-negros protestaram na saída do ônibus no Maracanã. Sob gritos de “time sem vergonha”, “acabou o amor” e “o Brasileiro agora é obrigação”, os torcedores exigiram a saída de jogadores como Vitinho e Gustavo Henrique, além de protestos contra o próprio treinador, que apesar da má fase dos dois atletas, optou por coloca-los desde o início diante dos argentinos e viu Vitinho perder as duas melhores chances do Flamengo na partida, enquanto Gustavo Henrique falhou no gol adversário.

A escolha de Ceni em promover o retorno de Rodrigo Caio – que não atuava desde o dia 22 de setembro – ao setor defensivo e as substituições de Éverton Ribeiro e Arrascaeta, no momento em que a equipe estava com um a menos, devido a expulsão do próprio Rodrigo, esquentou ainda mais o clima entre torcida e treinador, que já começa a ser pressionado no cargo

Previsão de dias quentes na Gávea e no Ninho.

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