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Sem a Magnética, Fla tenta apagar traumas antigos e avançar às Quartas da Libertadores

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Créditos: Paula Reis / Flamengo

Quando os jogadores de Flamengo e Racing entrarem em campo, logo mais às 21h30, desta terça-feira (1º), pela partida de volta das oitavas de finais da Libertadores, encontrarão um Maracanã vazio, silencioso e sem alma. A pandemia da Covid-19 mudou radicalmente as vidas em todo o mundo, e com os portões do estádio fechados para evitar o aumento da disseminação do vírus no Rio de Janeiro, há quem acredite em um duelo ainda mais imprevisível.

Se já não bastasse a tradição das duas camisas e a rivalidade Brasil x Argentina para dificultar as probabilidades nas casas de apostas sobre um possível favoritismo para algum dos lados, a ausência da Magnética nas arquibancadas retira o brilho do Maraca, tornando-o um estádio como qualquer outro, desfalcando brutalmente o Flamengo e favorecendo “los hermanos”.

Claro que em tempos normais, o El Cilindro também estaria insuportavelmente lotado e barulhento há uma semana, durante o primeiro confronto, e o Flamengo, de certa forma, se beneficiou disso para acalmar os ânimos do adversário – que como bom time argentino, tem suas ações pautadas pelos gritos vindos das arquibancadas – e voltar para o Brasil com a vantagem de jogar por empate sem gols, após o 1 a 1, fora de casa.

No entanto, para o flamenguista mais apaixonado e acostumado a estar na arquibancada, a falta da simbiose entre torcida e jogadores criada na temporada 2019 pode ser um problema para o time nesta noite. No ano passado, o Fla venceu cinco dos seis jogos disputados pela competição continental diante de seu torcedor. A exceção foi a derrota por 1 a 0 para o Peñarol na 2ª rodada da fase de grupos, mas que com o título conquistado os rubro-negros encaram como algo necessário para o crescimento da equipe no torneio.

Só que o retrospecto do clube em jogos decisivos no Rio pela Libertadores, mostra que a temporada anterior foi atípica para os cariocas. Ao longo da saga de 38 anos em busca do bi continental, o Fla amargou decepções em pleno Maracanã e frustrou uma geração de apaixonados, principalmente no século XXI.

Além das eliminações precoces ainda na fase de grupos em 2012, 2014 e 2017, com esta segunda por ter sido após derrota em casa para o León (MÉX) por 3 a 2; o Flamengo nunca conseguiu corresponder em campo ao apoio vindo das arquibancadas e deixou a classificação escapar em muitos momentos ao longo de suas participações desde os anos 2000, como nas derrotas para Universidade de Chile, em 10, e para o Cruzeiro em 18, ambas nos jogos de ida das quartas e oitavas de finais, respectivamente. Nas duas, o Fla venceu o jogo da volta, mas não foi o suficiente para seguir vivo.

No biênio, 07 e 08, o baque foi maior. No primeiro, os comandados de Ney Franco tentaram até o fim, mas nem mesmo os dois golaços de Renato Abreu e os gritos dos mais de 57 mil presentes no Maracanã, conseguiram impedir a eliminação rubro-negra para o Defensor (URU), que avançou graças a vitória por 3 a 0 em Montevidéu. No ano seguinte, o paraguaio Cabañas tratou de acabar com a festa para a despedida de Joel Santana do Mengão, calando o Maraca e eliminando os cariocas, com um 3 a 0 inesquecível para qualquer flamenguista.

Em 2020, o Flamengo realizou somente um jogo com público no Maracanã e saiu vencedor, batendo o Barcelona (EQU) por 3 a 0. Nas partidas seguintes, a equipe demonstrou não sentir a ausência dos torcedores e encerrou a fase de grupos vencendo por dois placares elásticos Independiente Del Valle (EQU) e Júnior Barranquilla (COL) por, 4 a 0 e 3 a 1, respectivamente.

Agora, a expectativa do torcedor é que os traumas e fantasmas de decisões em casa na Libertadores tenham, de fato, sido esquecidos em 2019, e que a simbiose criada na temporada anterior esteja presente de alguma forma no Maracanã, nesta noite.

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