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Marcílio Dias 1×0 Pelotas: a cara do campeonato

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Créditos: Bruno Golembiewski/CNMD – Facebook Oficial E.C.Pelotas

O Pelotas foi até Itajaí no último sábado (28) para enfrentar o Marcílio Dias, em jogo válido pela última rodada da primeira fase do Brasileirão Série D. Conforme todos já sabemos, o time comandado por Ricardo Colbachini saiu derrotado por 1×0 e está eliminado da competição.

Após a vitória épica obtida na rodada anterior, por 4×3 contra o Novorizontino, podíamos esperar que o time “acordasse pra vida” e tivesse aquela postura agressiva e de sangue na veia durante o decorrer do campeonato. Não foi o que aconteceu.

A partida em Santa Catarina foi exatamente a cara do Pelotas em todo o campeonato. As semelhanças vão muito além da passividade na postura da equipe e a falta de intensidade e gana pelo resultado. As – nada difíceis – previsões de vitórias de São Luiz e Caxias já se tornavam realidade ainda na primeira etapa, a qual o Pelotas fazia cera a toda e qualquer oportunidade, abdicando de ser ofensivo e buscar um gol que desse maior tranquilidade, tendo em vista que com esses resultados, um tento do Marcílio Dias deixaria o Lobão de fora.

Conforme já diziam os antigos: a bola pune. O Pelotas passou trancando o jogo desde muito cedo, dependendo de lances esporádicos e individuais, como a bola na trave de Hugo Sanches no começo da partida e foi castigado por isso, aos 51 minutos da primeira etapa. Após uma falta boba (mais uma, dentre tantas no campeonato), a bola foi erguida na área Áureo-Cerúlea e aí a gente já sabe: aquela tradicional falha individual apareceu, após duas cabeçadas para trás, a zaga do Pelotas deixa a bola cair nos pés dos jogadores do Marcílio Dias, que não desperdiçaram e abriram o placar.

Na segunda etapa, novamente o nosso “mais do mesmo”. Um time com extrema dificuldade de criação, que agora sofria com um adversário que matava tempo. O jogo – e a tabela também – tinha virado. Porém, a nossa criação de jogadas e o nosso ataque foram, novamente, um arame liso: que não machuca ninguém. Além de tudo, o Pelotas apresentou uma instabilidade emocional, coisa também recorrente nos jogos do Lobão na Série D, que reflete em uma – para ser educado – falta de inteligência grotesca dos jogadores.

Marca maior disso, foi a entrada de Bruninho. Entrou e menos de dois minutos depois, na frente do árbitro, subiu para disputar uma bola e deixou o cotovelo na cara do adversário. Cartão vermelho direto. Seguiu se arrastando uma partida controlada pelo Marcílio Dias, que se aproveitava de um Pelotas destemperado e improdutivo. O Lobão conseguiu criar ainda, umas três ou quatro oportunidades de gol, algumas claras, mas era muito pouco em 45 minutos para quem precisava empatar. Os jogadores com a bola queimando nos pés, pareciam nem raciocinar direito, desperdiçando aquelas poucas oportunidades que apareceram.

Nos 10 minutos finais, quem assistia a partida sem saber da tabela, diria que o Marcílio Dias é quem precisava de mais um gol e não o Pelotas. Estávamos entregues. Sem poder nem mesmo com as próprias pernas. Um Pelotas que desde a primeira rodada já mostrava um elenco com defasagens, como o tal do camisa 10 que não apareceu até o fim do campeonato, teve ainda uma situação que escancarou ainda mais a falha na montagem do grupo. Marcelo, nosso lateral-direito e melhor jogador estava suspenso para essa partida que valia nosso futuro. Gabiga, nosso lateral-esquerdo se machucou aos 15 minutos do primeiro tempo. Nenhum dos dois tinha reserva! E nem estou falando de mesmo nível. Estou falando de posição mesmo, apenas. Nenhum lateral reserva na equipe de futebol profissional do Esporte Clube Pelotas!

Jogamos a partida mais importante do ano, com duas improvisações nas laterais. Inadmissível. Agora é juntar os cacos, ver quem fica, quem sai e toda aquela coisa de fim de festa. Festa que nem aconteceu.

Esses 90 minutos em Itajaí foram a caricatura do Pelotas durante a Série D: um elenco mal montado, um time sem apetite, sem inteligência, que cometeu um excessivo número de faltas bobas, com falhas individuais na defesa, com pouca criatividade e que jogava (literalmente) pra fora o pouco que produzia. Estava tudo isso aí, desde o começo. Não viu quem não quis. Esteve aí rodada após rodada. Pagamos muito caro.

Agora é tentar recolocar a ordem em casa para o Campeonato Gaúcho, para que possamos corrigir os erros e buscar novamente uma nova vaga na Série D.

Enfim, tudo de novo… e de novo… e de novo…

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