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Como no Brasil, segunda onda do coronavírus ameaça futebol alemão

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Créditos: imagem: Fernando Moreno/AGIF

A Bundesliga está sendo marcada pelos interesses econômicos acima da preservação da vida e segurança dos atletas, pois desde o início da temporada, assim como no Brasil, muitos jogadores testaram positivo para a Covid-19, e, o acesso dos torcedores aos estádios foi novamente cerceado em função da segunda onda da pandemia que atinge a Alemanha com toda força.

O crescimento assustador de novos casos de infecção ascende o sinal de alerta no país. Nas cidades a marca crítica de 50 novos casos por 100 mil habitantes por semana e, em alguns casos, ultrapassando essa marca é um presságio do que pode está por vir. A recomendação é que a partir de 35 novos casos, eventos esportivos aconteçam sem a presença de público, mas algumas partidas estão recebendo 20% da capacidade dos estádios.

Na segunda divisão já houve casos de adiamento de partidas sem data para realização. Isso pode incidir, cedo ou tarde, na Bundesliga, tumultuando ainda mais o já apertado calendário da temporada.

No final de semana passado diversas partidas foram realizadas sem público, como em Munique, na Allianz Arena, partida entre Bayern e Frankfur. Outras receberam número bastante reduzido de torcedores. Dortmund e Schalke jogaram com a presença de apenas 300 fãs, já na VW Arena 4,5 mil acompanharam o jogo entre Wolfsburg e Bielefeld.

Um dos diretores-executivo do Bayern, Karl-Heinz Rummenigge, espera que seja tomada logo uma decisão válida para todos, mesmo que isso signifique voltar aos jogos fantasma (Geisterspiele), sem público, como já ocorre ocasionalmente. Se a opção for fechar os portões, o prejuízo econômico por chegar a 200 milhões, rateados entre os 18 clubes da primeira divisão, estima o dirigente.

“É preciso incorporar na nossa vida e no nosso trabalho um conceito rígido de higiene e segurança sanitária. Devemos fazer tudo o que pudermos para evitar um novo lockdown.” adverte o técnico Marco Rose, do Borussia M’Gladbach.

“Se a temporada não puder ser levada até o fim, todos os clubes serão atingidos e fatalmente terão sérios problemas de sobrevivência”, disse Michael Preetz, dirigente do Hertha Berlin. Como reflexos de uma total paralisação, as cotas referentes aos direitos de transmissão não seriam pagas pelos canais de TV e plataformas de streaming, e os patrocinadores dos clubes não desembolsariam os valores contratados já que suas marcas não seriam vistas por milhões de telespectadores.

Na tentativa de evitar um cenário de lockdown na Bundesliga, o jeito é seguir com todo rigor o procedimento higiênico e sanitário preestabelecido de comum acordo entre todas as partes envolvidas. Assim seria possível evitar a paralisação e salvar a temporada e também driblaria presumíveis falências.

As consequências são devastadoras por isso a preocupação dos clubes e dirigentes em manter o futebol ativo mesmo em meio a segunda onda do novo coronavírus. Contudo é necessário pensar na vida e segurança de todos os envolvidos nesse esporte tão popular, mas subordinados à interesses pessoais e econômicos.

Porém em um cenário agressivo do avanço de novos casos de infecções, talvez a melhor solução seria realmente uma nova paralisação.

Com informação do DW

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