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Abel Ferreira nos devolveu o prazer de ver o Palmeiras jogar

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Créditos: Patrick de Paula marcou o primeiro gol contra o CAP e vai recuperando seu bom futebol após um momento instável (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Os resultados de Abel Ferreira no primeiro mês à frente do Palmeiras são incontestáveis: oito jogos, seis vitórias, um empate e uma derrota, 15 gols marcados e apenas quatro sofridos, isso sempre tendo de enfrentar um caminhão de desfalques por lesão e pela covid-19. (Contei o jogo de volta contra o Ceará porque, embora não tenha ficado no banco por causa da expulsão na ida, foi ele que armou o time.)

Tais resultados positivos mantiveram o time está nas semifinais da Copa do Brasil, em situação confortável para chegar às quartas da Libertadores e ainda vivo no Brasileirão, apesar da distância que vai nos obrigar a secar com ardor o SPFC nos próximos jogos – não que seja uma tarefa difícil, secar o rival tricolor é um dever cívico a ser cumprido em qualquer circunstância.)

Mas, mais do que os resultados positivos, o fato é que o trabalho de Abel está devolvendo aos torcedores o prazer de ver o Palmeiras jogar. A boa expectativa, a esperança de que vamos ver um jogo interessante, lutar pela vitória até o fim, pressionar o adversário atrás de mais de um gol, e ao fim da temporada levantar ao menos uma taça.

Essa é uma sensação que foi se esvaindo com o trabalho de Vanderlei Luxemburgo, se é que dá para chamar aqui de trabalho. É verdade que a pandemia atrapalhou, interrompeu o futebol por quatro meses – mas o time á não encantava antes da paralisação, e passou meses se arrastando em campo e achando bons resultados muitas vezes ao acaso até a sequência ruim que culminou na demissão do pofexô. “Ah, mas ganhamos o Paulista”, sim, contra talvez o pior time que o Rival tenha montado nos últimos anos, e sem a capacidade de decidir o jogo no tempo normal porque aquela era a postura da equipe: um gol estava bom.

O Luxemburgo que fez fama por seus times ofensivos, querendo provar para si mesmo e para o mundo que não estava desatualizado, se tornou um resultadista convicto… e desatualizado. O time apresentou por meses um futebol pobre, sem criatividade, e a cada crítica o pior lado do velho Luxa se manifestava: menosprezo ao elenco, ironia vazia com os repórteres e um cabal desrespeito ao torcedor. Que, por sua vez, retribuía encarando cada partida como um fardo pesado a suportar, 90 minutos intermináveis em que a vitória era sinônimo de alívio e não de alegria.

A diferença do trabalho de Abel salta aos olhos. O Palmeiras hoje é intenso, continua perseguindo o gol mesmo em vantagem no placar durante a maior parte do tempo, sufoca e cria armadilhas para os adversários. Neste sábado, a vitória contra o Athlético=PR foi um verdadeiro passeio no Parque. Ao fim do primeiro tempo, os três pontos eram certos e a dúvida era quantos gols a mais marcaríamos – um ficou de bom tamanho, não havia necessidade de continuar forçando num cenário de maratona.

O ajuste coletivo também permite a evolução individual dos jogadores, como se vê claramente em dois casos: Raphael Veiga e Rony. Mas voltarei ao assunto durante a semana. Por ora, vamos esperar o jogo de volta contra o Delfin, sempre com respeito e cuidado, e pensar também no clássico de domingo contra o Santos, decisivo para a sequência de nossos sonhos no Brasileirão. Agora, pelo menos, podemos ficar animados e esperançosos – e isso já é um avanço enorme.

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