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Atacantes que não driblam goleiros

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Créditos: Reprodução

Amigos, faz muito tempo que não vejo um goleiro ser driblado pelo atacante. Pode ser que a culpa seja minha, lhes confesso que não acompanho mais o  futebol como antigamente . Antes de tudo, devo esclarecer que “antigamente”, apesar do tom nostálgico, não quer dizer saudosismo. As coisas evoluem, outras naturalmente retrocedem com o tempo.

O futebol evoluiu em alguns aspectos, é indiscutível, o sistema defensivo foi um deles – se é que podemos classificar isso de evolução. Goleiros aprendendo jogar com os pés, volantes chegando com mais frequência no ataque, esquemas táticos complexos, atacantes tendo a obrigação de recompor a marcação, aparato tecnológico na formação de atletas e mudanças nas regras do jogo.

Vamos ao retrocesso: recuar a bola para o goleiro sem qualquer pudor, zagueiros tentando lançamentos para quebrar a falta de criatividade dos meias de criação, zagas congestionadas, tentativas de implementar esquemas táticos mirabolantes e sem objetividade, jogadores alienados, regras estapafúrdias e raras pinceladas de magia individual.

O mais grotesco é que alguns times mesmo praticando o antifutebol, vez ou outra, ainda conseguem a proeza de serem goleados.

Tudo bem, concordo com aqueles que vão dizer que estou fazendo uma análise superficial do futebol praticado na atualidade. Contudo, exceção aos clubes europeus que podem formar grandes equipes, o futebol jogado no resto do mundo é decepcionante. De vez em quando surge um Flamengo apresentando aquele futebol comandado por Jorge Jesus, um Santos de Neymar, um River Plate do técnico Gallardo, mas notem que não perdura. Coincidência ou não, nenhum deles levou sorte no Mundial de clubes, enquanto o Corinthians de Tite, priorizando a defesa, levantou o caneco contra um Chelsea que também conquistou uma Champions League priorizando o sistema defensivo.

A geração latina que estava acostumada com jogadas geniais, meias habilidosos que deixavam os atacantes na cara do gol, atacantes alcunhados de matadores, entrevistas criativas, cada vez menos pode se deslumbrar com a clássica jogada onde atacante e goleiro ficavam frente a frente, como numa tourada.

Aquela gingada de corpo do atacante seguida de um drible desconcertante no goleiro, zagueiros desesperados para tentar salvar a bola correndo em cima da linha e deslizando suavemente para o fundo das redes, simplesmente foi substituída pela tecnocracia.

Peço que corrijam este colunista caso estiver cometendo uma injusta contra o futebol moderno.

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