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Operário x Paraná: para bem mais que os três pontos

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Créditos: José Tramontin/OFEC

20 de janeiro de 2019. Essa é a data da última vitória do Operário Ferroviário sobre o Paraná Clube. Foi, para mim, um dos melhores dias de 2019 e por isso a marca na memória. Lotamos a visitante da Vila Capanema, fizemos nossa festa, mandamos os mandantes ficarem calados só assistindo e saímos vitoriosos com gol de Dione. Fizemos fuzuê todo que tínhamos direito, como um dia perfeito de visitante exige.

Foi uma estreia que encheu o coração do operariano de esperança, foi a celebração que marcou nosso retorno a elite do paranaense depois de dois anos na tenebrosa segundona do estadual. Um dia para dia para lavar a alma de uma torcida que voltava para onde nunca deveria ter saído. Foi uma tarde onde sonhamos com títulos, cantamos por nossas cores e já projetávamos nossa estreia na Série B depois de 28 anos. Foi um dia onde apenas o Operário importava e nada mais.

Na sexta-feira (27), quando as duas equipes estiverem entrando em campo no Germano Krüger, pela 24 rodada da Série B, terão se passados 677 dias desde essa vitória. São quase 2 anos sem vencer o lado tricolor de Curitiba, com duas derrotas e um empate. A vitória, nesse caso, é mais do que os três importantíssimos pontos na tabela. É voltar a vencer um grande rival estadual, é mostrar que em nossa casa mandamos nós, é se impor para mostrar que o interior tem futebol para fazer frente a capital.

Não fosse só a importância para a rivalidade saudável entre as equipes, o confronto também é muito importante para a tabela e para o ânimo das equipes. A partida tem contornos muito diferentes do último encontro entre o alvinegro e o tricolor. No 0x0 pela quinta rodada do brasileiro, as duas equipes se enfrentavam para decidir quem tomava a ponta da tabela. Hoje, a briga é na segunda metade da tabela, com as equipes empatadas em 29 pontos, ocupando a 12ª e 13ª posição, com vantagem para o Fantasma, que tem melhor saldo de gol (0 contra -4 dos paranistas).

Não bastasse a briga por posições, as duas equipes vêm de derrota. Para o Operário são dois jogos sem vencer, já os tricolores somam cinco partidas sem vitória, incluindo uma goleada por 5×0 em casa para o Juventude. A necessidade de ganhar e se provar é enorme para as duas equipes, o que deve tornar o confronto no mínimo interessante em Vila Oficinas.

Para o clássico, o treinador Matheus Costa não poderá contar com o volante Leandro Vilela, expulso contra o CSA, além de Jean Carlo e Douglas Coutinho, em isolamento por causa do covid-19, e Clayton, em recuperação de lesão no tornozelo. O lateral direito Alex Silva também pode desfalcar o Fantasma. Com dores musculares na coxa, o atleta será avaliado para saber se tem condições de jogo. Os alvinegros também têm o retorno de Pedro Ken e Marcelo, que cumpriram suspensão no jogo contra o CSA.

A tendência é que o treinador alvinegro vá para a partida com: Thiago Braga; Alex Silva (Sávio), Rafael Bonfim, Ricardo Silva, Fabiano; Pedro Ken (Jiménez), Marcelo, Tomas Bastos; Diego Cardoso, Ricardo Bueno, Thomaz.

Se a situação não é a melhor, pelo menos temos ingredientes para um bom jogo em Ponta Grossa. Precisamos vencer o Paraná, precisamos voltar a vencer e precisamos nos impor. Faltam 15 rodadas para o fim do campeonato. Embora as coisas já estejam mais bem desenhadas nada acabou, nem a briga pelo acesso, nem a briga contra o rebaixamento. Avante Fantasma!

Ficha Técnica:
Operário Ferroviário x Paraná Clube
Estádio Germano Krüger – 19h15

Arbitragem:
Rodrigo Carvalho de Miranda (RJ)
Luiz Claudio Regazone (RJ)
Gabriel Conti de Viana (RJ)

Algumas poucas palavras sobre Diego Maradona

Na quarta-feira (25), faleceu Diego Armando Maradona, vítima de uma parada cardiorrespiratória, em Buenos Aires. O maior da Argentina, indiscutivelmente um dos maiores do mundo. Polêmico fora de campo e irretocável dentro dele, simplesmente genial. “Um deus sujo e pecador, o mais humano dos deuses”, como diria Galeano.  

Diego trouxe alegria por onde passou e nos encantou com sua genialidade. Dia 25 de novembro foi um dia triste para o futebol, um dia triste para a América do Sul e o dia mais triste para toda a Argentina e Nápoles.

Fora de campo foi Diego, errou como qualquer outro Diego e sofreu por estes erros como qualquer pessoa sofreria. Dentro da cancha foi D10s e isso bastou. “La pelota no se mancha”, Maradona.   

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