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“Ôhh bola me diz como se sente… Agora que Diego nos deixou…!”

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Créditos:

Conheci (o modo de dizer, é claro!) o “Pibe D´Ouro” da forma mais surreal possível.

Iniciavam os anos 80 e apaixonado pela bola como era, como não comparecer a entrega do Troféu Gandula, prêmio que o jornalista Wilson Brasil dava aos destaques esportivos daquela época?

Diego ainda não era o Maradona que iríamos conhecer alguns anos depois.

Rejeitado por Menotti, enquanto toda uma Argentina já clamava pelo menino, quis o destino não ter feito parte do elenco campeão do Mundo em 1978.

No ginásio da Portuguesa, craques e mais craques subiam ao palco ao chamado do mestre de cerimônia.

Telê Santana, Oscar, Luis Pereira, Galvão Bueno, Leão e tantas Feras da época pegavam seus troféus, agradeciam e partiam para as rodas de conversa que se formavam.

Maradona subiu ao palco, recebeu a homenagem e logo desapareceu.

Já era tarde e eu saindo do ginásio rumo ao Metrô Tietê, de repente me deparo com Diego saído de uma das portas em direção a um carro que lhe aguardava.

– Diego, Diego! Gritei…

Ele entrou no carro, abaixou o vidro, me olhou no momento que lhe entreguei o catálogo autografado por outros e deixou sua assinatura.

Troféu!

Outros chegaram correndo, mas sem tempo de conseguir o prêmio da noite, o autógrafo daquele que seria em breve o maior do Planeta em se tratando de futebol.

Tenho algo obvio comigo quando desconsidero a comparação com Pelé.

Nada se compara a Pelé, porém como possivelmente nada se compare a Maradona.

Maradona foi único.

“Ah Roney, mas e o Messi?”

Sim, gigante também, porém para os meus critérios de avaliação de talentos da bola, abaixo do Dieguito por força da atuação desse na Copa de 86, dando o título à Argentina e sendo campeão pelo “pequeno” Napoli.

Aqui abro um parêntese…

Que manhãs eram aquelas de Campeonato Italiano na TV Bandeirantes (não era Band ainda) com a narração de Silvio Luiz e comentários de Silvio Lancelotti heim?

Aulas de futebol com Maradona, Careca, Alemão enfrentando Gullit, Van Basten, Platini, Falcão, Junior, Zico, Mathauss e tantos e mais tantos foras de série.

Repito, Maradona foi único.

Único na canhota (com certeza o maior que a bola já produziu), único na personalidade, único na liderança dentro do campo, único na aparente displicência com que conduzia a bola e apavorava adversários.

Sabe uma das medidas com que se tem ciência do tamanho de um jogador?

Não apenas aqueles que o idolatram e jogam ao seu lado, mas em grande parte por aqueles que o odeiam e estão do lado contrario do campo ou da arquibancada.

Maradona virou corações.

Um maluco beleza sem ser belo, pois bela (e eficiente) era a bola que jogava.

Ou como esquecer aquele gol contra a Inglaterra em 86?

Não, não falo da “mano de Dios”…

Falo daquela bola carregada do meio campo num Sol de 40 graus e levada caprichosamente entre inimigos ingleses que ficavam pelo caminho.

Deu Malvinas, num Malvinas x Falkland pra jamais sair da memória.

Diego era maldito.

Sabe aqueles malditos da bola que te fazem um apaixonado pelas besteiras entre jogadas épicas que produzem?

Um Garrincha canhoto, um George Best argentinizado, um Cantona da arrogância quase infantil.

Dieguito foi um.

Ainda pude “reencontrá-lo” no Morumbi, defendendo as cores do Sevilla contra o São Paulo e já gordo, ainda fazer das suas habilidades o cartão de visitas que distribuía mundo afora.

Grande Diego Armando Maradona, agora apenas a atuar nos campos das nossas memórias da bola, por sinal as melhores que preservamos.

Agora o “Pibe” vai se juntar a Di Stefano, Perfumo, Losteau, Pedernera e tantos outros craques que o futebol argentino produziu na Selecéu azul e branca.

Vai em paz, Fera!

Vai na fé e na certeza que por esses campos que deixaste, muitos ainda hão de suspirar “ahhh se fosse  o Dieguito nessa jogada”.

Fica a saudade misturada com a tristeza e em comum a tatuagem do Che que carregamos, além do autógrafo dado lá nos idos (e maravilhosos) anos 80.

E além da saudade, fica outra certeza: com Diego, a bola jamais foi maltratada!

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