HOME CLUBES PRINCIPAL COPAS MUNDO DO FUTEBOL FUTEBOL FEMININO MERCADO DA BOLA CULTURAL CONTATO

 

 

 

SERIE A

SUDESTE

NORDESTE

SUL

CENTRO-OESTE

NORTE

Do inferno ao céu: A trajetória de um mito

Card image

Créditos: AFP / O Mundo do futebol está de luto.

Adorado pela sua genialidade com a bola, Diego Armando Maradona se consagrou como um dos maiores ídolos do futebol mundial, mas nem sempre foi assim. O campeão da copa de 1986 sofreu com a pobreza quando criança e encontrou no futebol a saída para muitos problemas da família.

Nascido em Lanús, Diego morou em Villa Fiorito, uma favela situada na periferia de Buenos Aires, onde jogava peladas com os amigos nas ruas e vivia com sua família em situação que beirava a miséria Em uma oportunidade, Dieguito chegou a declarar que quando cresceu é que veio entender porque sua mãe, por diversas vezes, na hora do jantar, se queixava de indisposição – é que a comida só dava para alimentar os filhos.

Maradona com 9 anos – Foto:Reprodução

O jovem se destacava entre a molecada do futebol e logo foi convidado para jogar na equipe do Estrella Roja, time amador do bairro. Disputando competições chamou atenção de olheiros do Argentinos Juniors, time que bateu na sua porta e que lhe ofereceu a chance de mudar sua vida. Atuar pelo Los Cebollitas, equipe amadora afiliada, e, caso as atuações dos tempos de Estrella Roja fossem repetidas, o garoto então seria contratado para jogar na capital.

O sucesso era certo! Aos 16 anos, Don Diego fez sua estreia entre os profissionais, logo se firmou entre os titulares, mas o time não correspondia ao seu talento. Em 1981 foi contratado pelo Boca Juniors, onde ganhou o apelido de Pibe de Oro, sendo fundamental para a conquista do campeonato argentino daquele ano, marcando 28 gols em 44 partidas, o que chamou a atenção de um dos maiores gigantes europeus.

Foto: FC Barcelona

Aos 22 anos, foi contratado a peso de ouro pelo Barcelona. No Camp Nou, o Pibe encantou os europeus com o futebol arte, que já era bem conhecido na América. O craque continuou somando títulos em sua passagem pela Espanha. Vencedor da Copa do Rey e da extinta Copa de la Liga, Maradona somava problemas extracampo com algumas lesões sérias, mas sempre atuando em altíssimo nível pelo time da Catalunha.

As desavenças com diretores do Barça e seu comportamento agressivo – o que já poderia ser reflexo do uso de cocaína – somadas as lesões que o deixaram fora de muitas partidas, o levaram a Itália, mais precisamente ao Nápoli, time da cidade de Nápoles, cidade ao sul da Itália.

Considerado o melhor jogador em atividade, Maradona atraiu todos os olhares durante a Copa do Mundo de 1986, no México. Consagrado na Argentina, na Espanha e já idolatrado na Itália, o Pibe precisaria provar que poderia obter sucesso com a seleção após fracassar quatro anos antes, na Copa de 82.

Foto: Reprodução

Atuando no mais alto nível de sua carreira, Maradona conduziu a Argentina ao triunfo, marcando a história não só pela conquista, mas por seus lances geniais, além dos que rendem polêmica até hoje, como o gol de mão contra a Inglaterra, vítima também de um dos gols mais impressionantes da história das Copas.

Diego Maradona no Napoli da Itália – Foto:Reprodução

Retornando ao futebol europeu, Maradona continuou a ganhar títulos pelo Napolí, dentre os mais importantes estão:

1987: Campeonato Italiano
1987: Copa da Itália
1989: Copa da Uefa
1990: Campeonato Italiano
1990: Supercopa da Itália

Além de premiações individuais como o Bola de Ouro da Copa do Mundo de 1986, outorgada pela Fifa; Artilheiro do Campeonato Italiano em 1987; Artilheiro da Copa da Itália em 1988; Melhor jogador argentino de todos os tempos, segundo a AFA, em 1993.

Mesmo com tanto sucesso na vida profissional, Maradona não afastou do vício na cocaína e conciliava doença e futebol ao mesmo tempo, pois raramente ficava de fora de partidas do Napoli, mas era constantemente visto drogado nas noites napolitanas. E se não bastasse, as amizade com integrantes da famosa máfia Camorra desgastaram a imagem do Pibe na Itália.

Sua passagem pela equipe de Nápoles marcou o final da melhor época de sua carreira como jogador. Com a mesma genialidade, porém, afundado nas drogas, o argentino foi flagrado no antidoping em 1991 e, depois de longa suspensão, partiu para o Sevilla.

De volta a Espanha descobrir que era perseguido por detetives contratados pelos desconfiados diretores de seu time, então resolveu retornar para a Argentina e assinou pelo Newell’s Old Boys.

Maradona sendo conduzido ao exame antidoping na Copa de 94 – Foto: Reprodução

Passou também pelo Rosário, mas foi decepcionante e marcada por lesões. Atendendo ao apelo popular, Maradona aceita jogar a Copa de 1994, nos EUA, e lá sofre um dos episódios mais vexatórios de sua trajetória, sendo impedido de atuar após ser flagrado no antidoping.

Fora dos campos o Pibe seguiu com sua decadência, engordando muito e consumindo muitas drogas. Chegou ao fundo do poço e esteve muito perto de morrer, situação que o fez, finalmente, dar a volta por cima. Muito mais magro, de bem com a vida e em tratamento para evitar a cocaína.

Contudo, neste dia fatídico de novembro, recebemos a triste notícia que o Astro argentina sofreu uma uma parada cardiorrespiratória em sua casa na Grande Buenos Aires, aos 60 anos de idade, não resistiu.

Maradona deixou esposa e 5 filhos – Foto: Reprodução/ Instagram

Diego Armando Maradona deixou a esposa, Dalma Maradona e 5 filhos: Diego Sinagra, 34 anos, Giannina Maradona, de 31, Dalma Maradona, de 33, Jana Maradona e Diego Fernando Maradona Ojeda, de 7 anos.

Ver mais

mm

Sobre o autor

Ver mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

 

Siga nossas redes sociais

© 2020 Atras do Gol é uma marca registrada da Atras do Gol Limited Liability Company.  Todos os direitos reservados. O uso deste site constitui aceitação de nossos Termos de Uso e Política de Privacidade